27 de set. de 2006

Banda nova de Damon Albarn anuncia single


The Good, The Bad and The Queen, banda encabeçada pelo prolífico Damon Albarn (Blur, Gorillaz) e que ainda inclui o baixista Paul Simonon (Clash), o guitarrista Simon Tong (Verve) e o baterista Tony Allen (Fela Kuti) – nada mal, nada mal – lança o primeiro single, "Herculean", no dia 30 de outubro.

A capa do single foi criada por Simonon e representa o cenário industrial do oeste de Londres. O primeiro álbum da banda será lançado em janeiro de 2007 e tem produção de Danger Mouse.

A influência de Albarn na música, e em especial no Reino Unido, é digna de nota. Em apenas meia hora foram vendidos todos os ingressos para o show do Good, The Bad and the Queen no festival Electric Proms, da BBC, que vai rolar no dia 26 de outubro, na Roundhouse, batendo todos os recordes da casa.

Isso sem álbum, sem single, sem nada!

Fonte: Omelete

21 de set. de 2006

Charlie Hunter Trio / Copperopolis

A resenha a seguir, do último disco do Charlie Hunter, foi gentilmente elaborada e cedida pelo colega Cevallos, que aceitou meu convite de fazê-la há algumas semanas atrás, quando emprestei o CD a ele. Minha intenção era apresentar aos visitantes do OmniBlog uma outra opinião que não a minha a respeito do trabalho desse estupendo guitarrista. Mas o motivo foi também porque estava sentindo falta das sucintas contribuições do Cevallos ao blog. ;-)


ALL THAT JAZZ

Charlie Hunter Trio / Copperopolis
(2006 - Ropeadope)

Charlie Hunter (1968- ) se inscreve, com louvor, na lista dos instrumentistas inovadores. Compositor prolífico, seu estilo é inconfundível e tem lhe trazido muitos fãs. A sua principal peculiaridade é a forma de tocar a sua guitarra especial. Charlie toca as notas do baixo (com o polegar direito) ao mesmo tempo que toca a melodia normal da música (com os restantes 4 dedos da mão direita), de forma que parece que são dois músicos tocando simultaneamente. Joe Pass, Tuck Andress e Stanley Jordan também tocam assim. Ele chegou a construir uma guitarra especial de 8 cordas, projetada especialmente para ele por Ralph Novak (da Novax Guitars), para poder demonstrar plenamente toda a sua capacidade de soar como dois músicos (apareceu com ela na primeira vez no álbum Bing! Bing! Bing!).

Não tenho acompanhado todos os lançamentos deste grande guitarrista, pois além de talentoso, Charlie Hunter é bastante prolífico, e não passa um ano sem lançar um (ou mais) novo álbum. O álbum de hoje, Copperopolis surpreende logo de início, ao mostrar novos rumos de Charlie Hunter e seus companheiros (John Ellis/Sax Tenor/Clarinete e Derreck Phillips/Bateria). Acostumado ao seu estilo "fusion" ou "jazz-rock", mais para o lado do "jazz" do que do rock, parece que em Copperopolis Charlie Hunter quis manifestar mais o seu lado "roqueiro", evitando assim o caminho mais fácil da repetição de uma fórmula garantida ano a ano. E só assim para entender (e gostar) de músicas como "Cueball Bobbin'", que mais parecem produto de um roqueiro virtuoso da guitarra como Joe Satriani, do que o velho e bom Charlie Hunter de Bing, Bing, Bing! (1995, Blue Note) ou Return of The Candy Man (1998, Blue Note), para mim, um de seus melhores trabalhos até realizados hoje. Isto não significa que Copperopolis não seja um bom álbum, muito pelo contrário. Charlie Hunter exibe a sua tradicional maestria na sua guitarra especial de 8 cordas, tocando o ritmo principal e o baixo ao mesmo tempo, acompanhado de um naipe de músicos também excepcionais.

Além da já citada "Cueball Bobbin'", destaques para "Blue Sock", "A Street Fight Could Break Out Hunter" e a homenagem a uma de suas grandes influências, Thelonious Monk, com o arranjo especial para "Think of One". O álbum vem numa bonita embalagem "digipack" (abre como um livro) e só deixa a lamentar a falta das "liner notes". Talvez o álbum possa desagradar àqueles jazzistas mais puros, ou os fãs ardorosos de Return of The Candy Man, mas a renovação é algo muito salutar para qualquer artista e, como bom fã, também gosto de ser surpreendido por novos vôos de um dos meus artistas prediletos, ainda mais quando executados com o esmero e a perfeição do "Charlie Hunter Trio". Recomendo. Nota 3,5 de 5.

J.T. Cevallos, POA/RS, 03-Setembro-2006.
= JTC/jtc =

8 de set. de 2006

REM volta com formação original

Saiu no Omelete. Ótima notícia... quem sabe o Bill Berry resolve voltar de vez para a banda e juntos criem novos clássicos como Document e Automatic For The People...


REM volta com formação original
Por Luciana Maria Sanches
8/9/2006

Vai ser coisa rápida, mas a formação original do REM se reunirá no dia 16 de setembro para tocar três músicas na cerimônia que comemora o ingresso da banda no Georgia Music Hall of Fame. O baterista Bill Berry, que deixou a banda em 1997, estará especialmente de volta para a ocasião, que acontecerá em Atlanta.

Desde a saída de Berry, os quatro só se reuniram uma outra vez, em abril deste ano, para tocar “Country Feedback”, do álbum Out of Time, em um show do Minus 5, projeto paralelo do guitarrista Peter Buck.

A banda, agora um trio, deve voltar ao estúdio até o fim do ano para começar a trabalhar no sucessor de Around the Sun, de 2004. Além disso, em 18 de setembro será lançada uma compilação com CD e DVD que traz os melhores momentos do início de carreira do REM, And I Feel Fine – The Best of The IRS Years.

4 de set. de 2006

Playlist – Death Cab For Cutie & Mission Of Burma

uPlaylist



Esta é uma nova seção do OmniBlog que vou começar a postar por aqui de vez em quando. Nela pretendo falar um pouco sobre o que estiver ouvindo ultimamente no meu iPod e que, por algum motivo, achei interessante compartilhar com vocês.

Vou começar falando do Death Cab For Cutie. Esse conjunto de Bellingham, WA, com o estranho nome oriundo de uma canção de 1967 da Bonzo Dog Doo-Dah Band – e que aparece numa cena do filme Magical Mystery Tour dos Beatles –, tem uma sonoridade difícil de ser rotulada. Ainda bem, pois é nessa característica que reside a sua principal qualidade. Baixei na net para "experimentar" o álbum de 2003, Transatlanticism, considerado pela crítica como o melhor deles. E com razão, o mesmo reune algumas canções com arranjos indie, melodias pop e poesia instrospectiva (do letrista/vocalista/guitarrista Ben Gibbard) cujo resultado é bastante interessante. Amante como sou do indie rock, foi "paixão à primeira audição", tanto que fui atrás de outros trabalhos do grupo que em termos de qualidade não ficam atrás, como o We Have the Facts and We're Voting Yes, de 2000, e mais recente, Plans, de 2005.



Semana passada, durante a minha visita mensal à sessão de CDs da Livraria Cultura, fui "fisgado" pela música ambiente que tocava naquele momento. Dediquei-me então a testar meus conhecimentos musicais e tentar descobrir que banda era. Ouvindo aquele som pungente, que lembrava os primeiros expoentes do movimento pós-punk – arranjos crus, guitarras sujas, baterias simples e diretas e vocais cantados com bastante energia, no melhor estilo "do-it-yourself" da época –, pensei comigo mesmo: "deve ser algum disco obscuro do PiL". Fiquei de tal modo atraído pela música que não arredei o pé do lugar sem antes ouvir mais uma ou duas canções. Finalmente me rendi e fui perguntar ao atendente o que estava tocando ali na loja. O rapaz me entregou um CD com oito músicas apenas intitulado Signals, Calls, and Marches da banda Mission Of Burma, da qual eu realmente já tinha ouvido falar, mas nada além disso. De qualquer forma, eu não estava assim tão longe da verdade: o disco é de 1981 e foi o primeiro EP deste quarteto de Boston. A forte influência de bandas punk-rock, como The Stooges, é notável. Em pleno "revival" dos 80s que vivemos, inclusive com a volta da seminal Gang Of Four – com a qual eles guardam algumas semelhanças –, é até curioso que a mídia não tenha explorado o Mission Of Burma antes. Resolvi fazê-lo por conta própria e me deparei com o álbum de estréia dos caras (Vs., de 1982) e algum material mais recente (OnOffOn, de 2004), após terem "sumido" da cena musical por cerca de vinte anos! Mas aparentemente esse tempo de ostracismo só lhes fez bem, pois voltaram com muito gás ainda, como se tivessem sido congelados em alguma máquina criogênica durante esse período. Para validar essa impressão, vou atrás agora do último rebento deles, The Obliterati, lançado esse ano.

Até a próxima!