26 de jun. de 2007

The Verve anuncia volta com direito a álbum de estúdio e turnê

da France Presse, em Londres

O grupo de rock britânico The Verve anunciou nesta terça-feira a volta da banda, com direito a um CD de músicas inéditas e uma turnê na Inglaterra no fim do ano.

Simon Tong, guitarrista da formação original, não participará do retorno, já que atualmente integra o grupo "The Good, the Bad and the Queen", formado pelo cantor Damon Albarn, líder do Blur e do Gorillaz.

Continuam no grupo o cantor Richard Ashcroft, o guitarrista Nick McCabe, o baixista Simon Jones e o baterista Peter Salisbury. O anúncio está no site oficial.

A banda já entrou em estúdio para gravar o novo álbum, cujo lançamento será acompanhado de uma turnê inglesa em novembro.

O Verve lançou três álbuns nos anos 90, com destaque para "Urban Hymns" (1997), que tem, entre outras músicas, os hit "Bitter Sweet Symphony" e "The Drugs Don't Work".

O grupo se separou em 1999 por diferenças artísticas, causadas principalmente pela personalidade complicada de Richard Ashcroft, que se arriscou em uma carreira solo.

Fonte: Folha Online

6 de jun. de 2007

Novo disco do Blur - com formação original!? - deve sair em 2008

Mais uma notícia boa do site Omelete:

Novo disco do Blur - com formação original!? - deve sair em 2008

Graham Coxon pode voltar para gravações no fim do ano

Duas fontes deram como certa a volta do guitarrista Graham Coxon ao Blur e confirmaram o lançamento de um novo álbum da banda em 2008.

Uma fonte ligada ao grupo contou ao tablóide britânico The Sun que apesar de todos os membros da banda estarem envolvidos em projetos paralelos - "bandas cartunescas, campanhas políticas e outros assuntos" - no final do ano a agenda de todos estará concentrada apenas na reunião da banda.

Outra fonte, agora bem mais confiável, o baixista Alex James disse em um programa de televisão que a notícia é verdadeira: "Estaremos de volta no final do ano. Passamos um tempo separados amadurecendo um pouco".

Com Graham Coxon de volta, o Blur estará novamente com sua formação original, que ainda tem Damon Albarn (vocal), Alex James e Dave Rowntree (bateria).

Coxon deixou a banda no meio da gravação do último álbum, Think Tank, de 2003, e aproveitou para lançar alguns bons trabalhos solo. Albarn decretou o fim do Gorillaz, lançou a superbanda The Good The Bad and The Queen e vai ver sua ópera circense Monkey: Journey to the West estrear no Manchester International Festival no fim de junho. Rowntree, por sua vez, também não ficou parado e gravou com a bandaThe Ailerons.

Por: Luciana Maria Sanches
Fonte: Omelete

4 de jun. de 2007

The Beatles - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

Discoteca Básica



The Beatles / Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
(1967 EMI/Parlophone)

O dia 1º de Junho de 2007 pode ter passado em brancas nuvens para a grande maioria dos mortais. Tempo frio em Porto Alegre (14 ºC), parcialmente nublado, chuviscos, dando uma vontade de ficar em casa... dormir até mais tarde. No entanto, há exatamente 40 anos atrás, estava sendo lançado um dos maiores álbuns de rock da história. Quem, como eu, é meio ligado em música, já sabe do que estou falando, para os demais esclareço: em 1° de junho de 1967, os Beatles lançavam o álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band".

Evoluindo musicalmente a passos largos, numa trajetória fantástica, iniciada com "Rubber Soul" (1965), passando por "Revolver" (1966), os Beatles surpreendem uma vez mais o mundo e a crítica especializada, com "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (1967), um dos maiores e mais influentes álbuns da história da música.

Para comemorar a data, nada melhor do que ouvir novamente estas grandes músicas e, rememorar o meu comentário escrito originalmente em 24/08/2003:

Este álbum será para sempre conhecido como o álbum que mudou o "rock & roll". Na época de seu lançamento, ele mudou imediatamente a percepção do que uma banda de rock poderia alcançar, não só na comunidade "roqueira", mas no "stablishment" musical como um todo, que já havia previamente rejeitado o rock como uma "brincadeira de criança". Com "Revolver" os Beatles deram um salto gigantesco em sofisticação e experimentalismo. Sgt. Pepper's é um refinamento, um "salto quântico", no qual sintetizam todas as suas influências criando um som sem igual e inconfundível. "Lucy In The Sky With Diamonds" permanece como um marco na fase psicodélica Britânica, graças aos seus arranjos inventivos e sua prolongada melodia. "A Day in the Life" é certamente uma das melhores músicas que eles gravaram em toda a sua carreira. A minha preferida é "She's Leaving Home", que conta a história de uma jovem que está saindo de casa. A surpresa e desespero dos pais, estampado nos versos de Paul o John:

(We gave her most of our lives /
Sacrificed most of hour lives /
We gave her everything money could buy ...),

... as razões da jovem

(She's leaving home after living alone /
For so many years...),

valem como um manual de ajuda para pais modernos de hoje em dia!

Além da sua notável musicalidade, "Sgt. Pepper's" também inovou em outras características, como conta Pete Blake nas extensas liner notes. Segundo conta o engenheiro de som, Geoff Emerick, "os Beatles insistiram para que tudo em Sgt. Pepper fosse diferente. Assim, praticamente todo som foi distorcido, limitado, largamente comprimido ou tratado com excessiva equalização. Muito eco nos vocais... osciladores primitivos e gigantescos usados para alterar a velocidade dos instrumentos e dos vocais...". Além destes "truques" inovadores de estúdio (que hoje podem parecer triviais, mas não se esqueçam que estamos falando de 40 anos atrás...), numa brincadeira de John Lennon, ao final de "A Day In The Life", seguem-se alguns segundos de um tom a 15 kilociclos, inaudíveis para nós, mas colocados ali "só para incomodar o seu cachorro" (eu não fiz o teste com o meu cachorro Bobby...). E tem mais. Para concluir o álbum com um toque de sua peculiar irreverência, seguem-se uns 15 segundos de tagarelice ininteligível dos Beatles, obtida a partir de cortes na fita e junção dos pedaços de forma aleatória. Na época, os toca-discos que não tivessem um "auto return" (estamos falando da época do vinil), ficariam tocando aquela bobagem ad infinitum.

"Sgt. Pepper's" foi também o primeiro álbum a publicar junto as letras das músicas e um dos primeiros álbuns duplos a ter a capa dobrável (abria como um livro). Além disso, o vinil original trazia algumas figuras para "recortar": um bigode, uma pintura do Sargento Pimenta, as divisas de sargento, dois distintivos e uma figura dos Beatles em uniforme, para recortar/dobrar e colocar "de pé" (tipo alguns calendários de mesa promocionais que costumamos receber).

O lançamento em CD, embora não remasterizado, vem acompanhado de um belo livreto de 28 páginas, com todas as informações, letras, fotos e figuras do lançamento original.

Um efeito colateral destas efemérides, é que você percebe que está ficando velho quando os seus discos preferidos começam a ser homenageados pelas várias "décadas" de lançamento. Mas isto está longe de me deixar triste. É com satisfação que percebo que lá no passado, ainda jovens e inconscientes, fomos testemunhas vivas deste "breique-trú" (breakthrough) musical. A famosa "Invasão Britânica", com nossos ídolos de ontem e vovôs dinossauros de hoje, preencheu o mundo com a sua música. Para o bem ou para o mal, tudo o que se faz hoje tem início naquelas eras. E o bom disso tudo, é que ainda podemos sentir a mesma satisfação ao ouvir os Beatles, como o fizemos há quarenta anos atrás.

"Sgt. Pepper's" está canonizado como um dos grandes álbuns da história do rock, junto com, para citar apenas alguns, "Highway 61 Revisited" (Bob Dylan, 1965), "Led Zeppelin IV" (Led Zeppelin, 1971), "The Dark Side of the Moon" (Pink Floyd, 1973), "Joshua Tree" (U2, 1987), "Ten" (Pearl Jam, 1991) e "Nevermind" (Nirvana, 1991). Como tal, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" é absolutamente obrigatório na estante de qualquer um que se diga amante do rock!

As músicas:

1. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Lennon, McCartney)
2. With a Little Help from My Friends (Lennon, McCartney)
3. * Lucy in the Sky With Diamonds (Lennon, McCartney)
4. Getting Better (Lennon, McCartney)
5. Fixing a Hole (Lennon, McCartney)
6. * She's Leaving Home (Lennon, McCartney)
7. Being for the Benefit of Mr. Kite! (Lennon, McCartney)
8. Within You Without You (Harrison)
9. When I'm Sixty-Four (Lennon, McCartney)
10. Lovely Rita (Lennon, McCartney)
11. Good Morning Good Morning (Lennon, McCartney)
12. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise) (Lennon, McCartney)
13. * A Day in the Life (Lennon, McCartney)

(*) destaques

Nota 5 de 5.
Por: J.T. Cevallos, POA/RS, domingo, 3 de junho de 2007.

17 de mai. de 2007

A volta do Buffalo Tom

Volta e meia aparece uma notícia boa sobre música no site Omelete. Boa o suficiente para reproduzí-la no blog. É o caso dessa aqui:

Buffalo Tom está de volta, com disco inédito

Banda alternativa de Boston não lança álbum novo há nove anos

O Buffalo Tom, banda alternativa de Boston, formada no final da década de 80, anunciou que voltará com um disco novo depois de nove anos sem lançar um álbum.


O sétimo trabalho da banda, Three Easy Pieces, será lançado no dia 9 de julho, e o primeiro single, "Bad Phone Call", sai no dia 25 de junho.


O álbum de estréia do Buffalo Tom saiu em 1989 e tinha clara influência do Dinosaur Jr., contando inclusive com o vocalista J. Mascis na produção. Formado por Bill Janovitz (guitarra, vocal), Chris Colbourn (baixo, vocal) e Tom Maginnis (bateria), o Buffalo Tom começou a mostrar vida própria com o segundo álbum, Birdbrain, de 1990, mas apesar de se tornar uma das bandas queridinhas das college radios - e inspiração para bandas maiores - nunca alcançou sucesso comercial. O trio gravou o último álbum, Smitten, em 1998.


Agora, com a espécie de revival que vê bandas da época como Dinosaur Jr. e Pixies lançando novos trabalhos, nada mais natural que o Buffalo também volte à tona. Logo depois do lançamento de Three Easy Pieces, a banda fará show em Londres no dia 11 de julho.


Fonte: Omelete

9 de mar. de 2007

Vinte anos de um clássico absoluto


Hoje, 9 de março de 2007, completam-se 20 anos do lançamento melhor disco de rock já gravado (na minha humilde opinião): The Joshua Tree, da banda irlandesa U2.


Com certeza, todo mundo já deve ter escutado alguma música deste disco (With Or Without You ou I Still Haven't Found For What I'm Looking For, por exemplo). Mas ele não se resume apenas ao seus hits. Se vocês ainda não tiveram a oportunidade, comprem, aluguem, peçam emprestado ou baixem da internet, mas experimentem colocar The Joshua Tree no som da sala ou no computador e dediquem 50 minutos do seu tempo para ouvirem essa obra-prima, prestando atenção em cada detalhe de suas 11 músicas - um mergulho na cultura americana do blues e do gospel - e nas letras inspiradas que discorrem sobre alegorias ao Céu (Where The Streets Have No Name), a dualiade do amor (With Or Without You), os desaparecidos na Argentina durante o regime militar (Mothers Of The Disappeared), o suicídio (Exit) ou a presença opressora dos EUA na América Central (Bullet The Blue Sky).


Garanto que será um momento muito agradável que só poderia ser proporcionado pela maior banda de rock da atualidade.