15 de mar. de 2008

Supernatural Superserious, R.E.M.

14 de mar. de 2008

REM lança álbum primeiro na internet

da Efe, em Los Angeles

A banda norte-americana REM apresentará em 24 de março o álbum "Accelerate", o 14º de estúdio, em redes sociais como o Facebook e o MySpace, por meio do aplicativo iLike, antes do lançamento oficial nos Estados Unidos.

A novidade permitirá que os internautas escutem e compartilhem o novo trabalho da banda uma semana antes da data prevista para o lançamento do álbum nas lojas norte-americanas, no dia 1º de abril.

O portal iLike.com permitirá que seus usuários registrados --assim como os inscritos no Facebook, iTunes e MySpace, que usam esta ferramenta--, tenham acesso às 11 faixas do álbum de forma gratuita.

"Foi uma dessas idéias que nos sugeriram e nos pareceu boa, e, portanto decidimos apostar nela", explicou o líder do grupo, Michael Stipe, à versão digital da revista "Billboard".

Os internautas também terão acesso a um vídeo exclusivo da banda falando sobre o novo disco.

A apresentação virtual do novo álbum do REM é mais uma demonstração do interesse do grupo em chegar a seu público de forma mais direta. Recentemente, o grupo incluiu material inédito em seu site e convidou os visitantes a editar seu próprio videoclipe para o primeiro single de "Accelerate", "Supernatural Superserious".

Fonte: Folha OnLine

12 de mar. de 2008

The Mist (O Nevoeiro)

Finalmente assisti ao terceiro filme de Frank Darabont baseado na obra de Stephen King, "The Mist" (2007). Apesar de estar longe de ser um "The Shawshank Redemption" (1994) ou mesmo de "The Green Mile" (1999), as duas colaborações anteriores entre diretor e escritor, o filme tem seus méritos e consegue criar um bom clima de suspense.

A história é interessante e os personagens e seus conflitos principalmente, são bem explorados. Esse é o ponto forte do filme, já que 90% dele se passa no interior de um supermercado onde um grupo de pessoas fica confinado enquanto uma misteriosa neblina toma conta de sua pacata cidadezinha do.... adivinhem?? Maine, é claro. ;-) E junto com a neblina, surgem as mais bizarras criaturas que se pode imaginar para mantê-los em clima de constante terror. A certa altura do filme contudo, quando problemas entre eles começam a ficar mais sérios que simples pontos-de-vista divergentes, nos indagamos se a verdadeira ameaça é a neblina ou as próprias pessoas que estão no supermercado.

Nesse grupo há um variado tipo de personagens, como se fosse uma pequena amostragem da população - embora alguns tenham ficado estereotipados demais, como a fanática religiosa que acredita estar testemunhando o acerto de contas de Deus com a humanidade. A medida que acompanhamos o modo como cada um reage à inesperada situação em que estão, o limite entre o racional e o impulsivo fica muito tênue e é facilmente extrapolado. O problema do filme está justamente na extrapolação desse limite - um tanto improvável demais, em especial na cena final. Como não li o conto em que foi baseado, não sei dizer se realmente foi o que o King reservou para o desfecho da sua trama.

Como primeira adaptação de Darabont para um conto legitimamente de terror do King, confesso que fiquei um pouco decepcionado com este final. Mas isso não desmerece a película. Darabont ainda é um dos cineastas mais capazes na tarefa de transferir a obra do mestre do horror para a telona.