11 de nov. de 2008

R.E.M. - Estádio do São José - 06/11/2008


Por fim eu pude conferir ao vivo uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos, e que apesar dos seus mais de 25 anos de carreira, figura entre os poucos "sobreviventes" do guitar rock dos anos 80 que ainda está em plena atividade - e não apenas da exploração seus antigos sucessos. O R.E.M. subiu no palco montado sobre o gramado do estádio do São José (o Zequinha Stadium, como ficará conhecido a partir de agora), pontualmente às 22h da quinta-feira passada, após a abertura da banda gaúcha Nenhum de Nós.

Sem bajulação, Michael Stipe, Peter Buck, Mike Mills e os músicos de apoio apresentaram um dos melhores shows do ano em Porto Alegre. Combinando com o mais recente CD deles, Accelarate, o set list deu preferência para as músicas mais "pegadas" da banda - do disco Monster, por exemplo, entraram três, sendo que "Let Me In" recebeu uma linda versão, num momento "roda de violão" dos músicos no palco. Da fase mais antiga, "Cuyahoga" rendeu outro momento muito bonito. Até mesmo uma improvável "Ignoreland", do Automatic For The People, foi tocada. Mas é claro que os hits mais conhecidos da banda estiveram presentes também: "The One I Love", "It's The End Of The World...", "Losing My Religion", "Everybody Hurts", "Man On The Moon", "Imitation Of Life" e o mais recente, "Supernatural Superserious".

Michael Stipe demonstrou muito carisma no palco, com total controle do espetáculo. Sem falar do entusiasmo demonstado por ele devido a vitória de Barack Obama - foi o primeiro show da banda após a eleição presidencial norte-americana e eles não deixaram a galera esquecer a importância desse fato. O som no "Zequinha Stadium" estava ótimo também, dando prá entender perfeitamente tudo o que ele falou. Peter Buck, apesar da presença mais discreta no palco, executou com precisão os riffs que tão bem caracterizam as músicas do R.E.M. E no final, o baixista e tecladista Mike Mills, último a sair do palco, vestido com a camiseta da seleção brasileira, agitou uma grande bandeira do Brasil em uma melancólica despedida ao show de 2h de duração.

Posso me dar por satisfeito por já ter assistido ao vivo as duas melhores bandas do planeta em atividade (U2, em 2006, e agora, R.E.M.). Mas é certo que uma vez apenas ainda é pouco. Já estou com saudades.