29 de jan. de 2003


Você já ouviu falar de Norah Jones? Se ainda não, faça como eu fiz e corra atrás deste CD de estréia desta cantora e pianista novaiorquina. Confesso que só me interessei por ela quando notei suas várias indicações ao Grammy de 2003, entre elas Álbum do Ano e Novo Artista, mas felizmente, antes tarde do que nunca.

Através de sua voz doce e levemente rouca, que lembra até alguns dos momentos mais tranqüilos de Janis Joplin, Norah consegue reunir nas faixas de Come Away With Me sua indelével mistura de jazz, pop e country blues, acompanhada de arranjos quase minimalistas mas perfeitos. São canções que transmitem tanta serenidade e paixão que não há como não se envolver pelo sentimento e suavidade transmitido de forma tão pura e magistralmente produzida. Se você ainda não acredita, confira como é quase impossível encontrar defeitos na sua interpretação, em especial na versão para Cold Cold Heart de Hank Williams, na faixa-título e na sensualíssima Turn Me On.

Norah Jones junta-se assim ao meu time preferido de divas, juntamente com Diana Krall. Que venha o Grammy, então!

22 de jan. de 2003

As 100 músicas que mudaram o mundo

A canção That's All Right, de Elvis Presley, foi a venceodora de uma votação realizada pela revista inglesa Q para descobrir as 100 músicas que mudaram o mundo.

Gravada em 1954, That's All Right é considerada o primeiro rock da história e foi escolhida pelos votantes como a canção mais influente já feita. Em segundo lugar vem os Beatles, com I Wanna Hold Your Hand. Em terceiro lugar está God Save The Queen, dos Sex Pistols.

Veja abaixo as 10 primeiras colocadas:

Elvis Presley - "That's All Right"
The Beatles - "I Wanna Hold Your Hand"
Sex Pistols - "God Save The Queen"
Sugarhill Gang - "Rapper's Delight"
Nirvana - "Smells Like Teen Spirit"
Billie Holiday - "Strange Fruit"
Bob Dylan - "Like A Rolling Stone"
Run DMC - "Walk This Way"
New Order - "Blue Monday"
Band Aid - "Do They Know It's Christmas?"

A lista completa pode ser conferida aqui.

Fonte: Cinema Na Sala

14 de jan. de 2003

Família feliz...

Joey Ramone que me perdoe... sei que a maioria dos tributos que aterrisam nas prateleiras das lojas de CDs em geral não são dignos da banda ou artista que homenageiam, mas é preciso reconhecer que We Are A Happy Family não se enquadra nesse grupo. Esta é a humilde opinião de um ouvinte que nem fã do quarteto nova-iorquino era, mas que reconhece a sua importância fundamental no cenário da música pop.

A seleção é de primeira, com um elenco de bandas que só tem a agradecer mesmo a existência do grupo que simplesmente inventou o punk rock. As melhores participações são do Red Hot Chilli Peppers (com uma deliciosa versão de Havana Affair, encaixando-a com a atual fase deles); do Kiss detonando com Do You Remember Rock'n'Roll Radio; de Eddie Vedder (fã confesso); e do Offspring, um dos filhos mais devotos. Até mesmo o U2 vem retribuir a lembrança do amigo, que ouvia In A Little While, momentos antes de falecer, com uma Beat On The Brat simples mas honesta. A participação mais curiosa, é claro, vai para Tom Waits.

O resultado final é satisfatório - apesar dos seus deslizes (Marilyn Manson é um deles) - e capaz de evitar clichês do tipo "o original é melhor". Claro que é, mas nada como exaltar os ídolos com a verdadeira admiração de uma grande família, tal como se sente nessas 17 faixas.

3 de jan. de 2003


Épico

A "licença cinematográfica" que Peter Jackson usou na sua versão de O Senhor dos Anéis - As Duas Torres começa a me preocupar.... se continuar assim é possível que O Retorno do Rei acabe sendo um filme completamente diferente do livro. O problema não são nem os personagens alterados ou as tramas inseridas com o objetivo louvável de aproveitar mais o impacto visual que o cinema proporciona, mas o final, que ficou cronologicamente muito distante do original.

Portanto, para adorar este filme - o que, convenhamos, não é difícil -, quanto mais você puder desassociá-lo ao livro de Tolkien melhor... E mesmo que algumas partes tenham se tornando cansativas, a batalha no Abismo de Helm, por exemplo, é uma seqüência arrepiante; Gollum, sendo um personagem em CGI, acaba se destacando mais do que os atores reais e a fotografia e efeitos especiais sozinhos dão um espetáculo à parte.

Em uma palavra apenas: épico!