20 de ago. de 2003


Seal é um desses artistas que atravessam os desprestigiosos caminhos do pop com qualidade, sem ser descartável.

Em seu quarto álbum, Seal (IV), ele mantém seus costumeiros flertes com o soul, a música eletrônica e o dance, sem maiores inovações. Os melhores momentos ficam com as músicas Don't Make Me Wait, Let Me Roll e Where There's Cold, com arranjos que exploram bastante o soul e r&b, tendo até mesmo algumas pitadas de reggae na última. Love's Divine possui um ótimo apelo comercial e pode ser a próxima música de trabalho (a primeira foi Get It Together). Nas demais faixas, Seal repete sua fórmula, sem arriscar muito.

Apesar deste não superar o seu melhor álbum, o segundo, Seal tem mantido uma carreira regular, sem decepcionar quem já gosta do seu estilo desde o tempo de Crazy. Em nossos dias, isso significa estar acima de muita figurinha carimbada do mundo pop.


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