16 de out. de 2003

Depois de um pouco decepcionado com a qualidade do The Distance To Here, eu decidi não acompanhar mais os trabalhos do Live e acabei passando longe do V – um tanto arrependido, pois fiquei sabendo que é um dos melhores deles, devido aos arranjos inéditos usados nas músicas. Então, dei mais uma chance ao quarteto da Pennsylvania e fui escutar o último Birds Of Pray.

Desculpem-me pelo clichê, mas como outros já falaram, eles realmente parecem ter "voltado às raízes" e, embora a inspiração ainda não chegue aos pés dos dois primeiros e melhores CDs deles (Mental Jewelry e Throwing Copper), Birds Of Pray tem seus méritos não chegando a decepcionar completamente. O problema é que a fórmula de arena rock usada pela banda – guitarras pesadas ma non troppo e refrões ganchudos – já dá sinais de desgasto.

O disco abre com a ótima Heaven, cuja letra reflete um estado de espírito bem diferente do vocalista Ed Kowalczyk: I don't need no one to tell me about heaven/I look at my daughter, and I believe/I don't need no proof when it comes to God and truth/I can see the sunset and I perceive. Supostamente essa mudança tem a ver com o nascimento da filha dele, tema recorrente no disco inteiro. Outros bons momentos são Sweet Release e a "anti-Bush" What Are We Fighting For, mas sem dúvida ainda distantes de canções como Lightning Crashes ou Pain Lies On The Riverside.

Quem se arriscar a comprar o CD, pelo menos leva de bônus um DVD com quatro músicas gravadas no Pinkpop Festival, na Holanda, em 2002: Selling The Drama, Voodoo Lady, Nobody Knows e White Discussion. Aí, sim... ao vivo, eles são outra história. Deve ser por causa do nome da banda...;-)

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