ALL THAT JAZZ Sou um grande apreciador da obra de John Coltrane – na minha opinião, o maior jazzman que já pisou no nosso planeta. Por conta disso, tenho adquirido algumas obras de sua extensa discografia com freqüência – mas em relação a este álbum de 1963, onde o saxofonista se uniu ao crooner Johnny Hartman, sempre demonstrei certa resistência em comprar. Era um preconceito bobo, baseado unicamente na minha preferência pelo jazz instrumental contra o cantado. No entanto, a unanimidade com que a crítica elogiava esse encontro inusitado, aliado à oferta imperdível que me surgiu para comprá-lo, "forçaram-me" a mudar de idéia. Como vocês devem imaginar, fiquei profundamente arrependido... em NÃO ter essa obra-prima na minha CDteca até agora! ;) Seguindo a linha de baladas sofisticadas que deixou registrada na gravadora Impulse!, incluindo o maravilhoso Ballads e uma parceria com Duke Eliington, ambos de 1962, Coltrane acertou em cheio ao chamar para essa gravação o barítono Johnny Hartman, então num período de ostracismo de sete anos. Acompanhado do tradicional quarteto de Coltrane, a voz grave de Hartman, treinada no estilo bop em que ele se destacou, casa harmoniosamente com o lirismo dos solos no sax tenor e nos proporciona momentos de beleza e deleite poucas vezes alcançados em encontros semelhantes no jazz. A prova incontestável disso encontra-se nas versões sublimes de My One And Only Love e They Say It's Wonderful. Há de se lamentar apenas que tal encontro tenha rendido tão somente meia hora de música - uma interessante característica que compartilham os melhores discos de Coltrane. |
13 de abr. de 2005
John Coltrane & Johnny Hartman
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