Sem muita enrolação, aqui estão os meus eleitos deste ano:
1. No Line On The Horizon (U2)
2. Years Of Refusal (Morrissey)
3. Wilco (Wilco)
4. Them Crooked Vultures (Them Crooked Vultures)
5. Backspacer (Pearl Jam)
6. To Lose My Life (White Lies)
7. Tonight: Franz Ferdinand (Franz Ferdinand)
8. Journal For Plague Lovers (Manic Street Preachers)
9. Ignore The Ignorant (The Cribs)
10. The Resistance (Muse)
Eu achei um ano atípico. Fraco em todos os sentidos. Nenhum álbum realmente marcante – algo que daqui a dez anos você se lembre do quanto influenciou novos artistas e trabalhos ou trouxe algo de realmente inovador. Além disso, confesso que sou um tanto tendencioso ao selecionar os melhores do ano pois naturalmente faço uma pré-seleção do que quero ouvir (bandas conhecidas, discos bastante comentados pela crítica ou indicações de amigos acabam tendo preferência) e portanto, muita coisa acaba ficando de fora da avaliação. Também não vivo do ofício de resenhista musical, não tenho essa obrigação, é apenas um exercício narcisista :). Então, destaco aqueles que realmente ouvi, gostei de primeira e voltei a ouvir outras vezes. Os que não passaram por essa triagem, sinto muito, não tiveram muito a me dizer.
Sendo assim, o U2, apesar de não ter feito sua obra-prima da década como alguns esperavam, lançou um trabalho ousado mesmo assim, no sentido de experimentar caminhos sonoros mais etéreos, sofisticados e igualmente inspirados em seu No Line On The Horizon. Num ano de poucos destaques entre as novidades, o "velho" acaba se renovando outra vez e conquistando o 1º lugar.
Mossissey também se despede de sua carreira (quem sabe?) com um disco coeso e de bastante energia. O Wilco quase repete o feito do anterior Sky Blue Sky... não foi tão perfeito assim, mas ainda lançou um grande disco. Já o super-trio do Them Crooked Vultures ficou responsável por trazer os ares de novidade na minha lista com um ótimo trabalho de estréia. O Pearl Jam se destaca por ter lançado um álbum "curto e grosso" e o White Lies, encerrando a década que reviveu os anos 80, debutou com uma coleção de canções cheias de referências àquela época, o que sempre me agrada.
Franz Ferdinand e Manic Street Preachers lançaram discos bons que, novamente, por conta de um ano de trabalhos bastante medianos, acabaram aparecendo no meu Top 10 . E não seria justo citar o Morrissey e deixar de fora seu ex-colega de banda, Johnny Marr, que voltou a fazer diferença nas guitarras junto ao The Cribs. Por fim, o Muse finalmente conseguiu se desligar das semelhanças com o Radiohead e lançar um disco que me cativou.
Cabem aqui menções honrosas para: The Eternal (Sonic Youth) e 21st Century Breakdown (Green Day). Eu incluiria até o a-ha que retornou aos arranjos eletrônicos dos primeiros discos, mas casados com um pop mais maduro, em seu Foot Of The Mountain. Neste momento é assim que sinto em relação ao melhor de 2009, mas a música é o tipo de arte que precisa de tempo para ser apreciada com mais profundidade. Portanto, pode até ser que daqui a meses, alguns destes álbuns ainda venham a trocar de posição e outros acabem aparecendo na lista também... :D
Tenham um feliz 2010!
30 de dez. de 2009
14 de dez. de 2009
A Todo Volume
Uma pequena nota sobre o documentário A Todo Volume (It Might Get Loud, 2009), de Davis Guggenheim, que assisti no fim-de-semana. Em duas palavras: muito bom! Altamente recomendado para os amantes da guitarra e, em especial, fãs do U2, Led Zeppelin e White Stripes/Raconteurs, pois os protagonistas são justamente os guitarristas: The Edge, Jimmy Page e Jack White.Logo que fiquei sabendo desse filme, eu pensei (como muitos devem ter feito também) que talvez o Edge não fosse o guitarrista mais indicado para o documentário; que talvez se esperasse alguém com um perfil mais tradicional de guitar hero, ainda mais ali no meio de uma lenda viva como o Jimmy Page ou de uma revelação incontestável como o Jack White. Sim, confesso que fiquei com o receio alheio de que talvez ele ficasse deslocado, que o diretor não soubesse valorizar a relevância dele na história da guitarra - que é a proposta do filme.
Ledo engano!
Guggenheim teve a excelente sacada em pegar uma figura de cada geração do rock e o Edge é um ótimo representante dos guitarristas que surgiram nos anos 80, na explosão do pós-punk, da new wave, e da máxima do "do-it-yourself". Numa época em que todos estavam cansados da super-valorzação do solo na construção das músicas, do virtuosismo dos músicos e daquela megalomania progressiva dos anos 70. E dentro deste conceito, o Edge, com seus acordes econômicos e a profusão de efeitos que utiliza, teve e tem tanto a contribuir quanto os outros dois. Possui tanta genialidade quanto eles. Tocar guitarra não é apenas habilidade ou velocidade. É, acima de tudo, sentimento, personalidade, amor pelo instrumento. E o documentário deixa isso bem claro.
Cenas prá ficarem na memória prá sempre: The Edge, Jimmy Page e Jack White tocando os riffs de "I Will Follow" e de "In My Time of Dying"! Simplesmente cabuloso!
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