14 de dez. de 2009

A Todo Volume

Uma pequena nota sobre o documentário A Todo Volume (It Might Get Loud, 2009), de Davis Guggenheim, que assisti no fim-de-semana. Em duas palavras: muito bom! Altamente recomendado para os amantes da guitarra e, em especial, fãs do U2, Led Zeppelin e White Stripes/Raconteurs, pois os protagonistas são justamente os guitarristas: The Edge, Jimmy Page e Jack White.

Logo que fiquei sabendo desse filme, eu pensei (como muitos devem ter feito também) que talvez o Edge não fosse o guitarrista mais indicado para o documentário; que talvez se esperasse alguém com um perfil mais tradicional de guitar hero, ainda mais ali no meio de uma lenda viva como o Jimmy Page ou de uma revelação incontestável como o Jack White. Sim, confesso que fiquei com o receio alheio de que talvez ele ficasse deslocado, que o diretor não soubesse valorizar a relevância dele na história da guitarra - que é a proposta do filme.

Ledo engano!

Guggenheim teve a excelente sacada em pegar uma figura de cada geração do rock e o Edge é um ótimo representante dos guitarristas que surgiram nos anos 80, na explosão do pós-punk, da new wave, e da máxima do "do-it-yourself". Numa época em que todos estavam cansados da super-valorzação do solo na construção das músicas, do virtuosismo dos músicos e daquela megalomania progressiva dos anos 70. E dentro deste conceito, o Edge, com seus acordes econômicos e a profusão de efeitos que utiliza, teve e tem tanto a contribuir quanto os outros dois. Possui tanta genialidade quanto eles. Tocar guitarra não é apenas habilidade ou velocidade. É, acima de tudo, sentimento, personalidade, amor pelo instrumento. E o documentário deixa isso bem claro.

Cenas prá ficarem na memória prá sempre: The Edge, Jimmy Page e Jack White tocando os riffs de "I Will Follow" e de "In My Time of Dying"! Simplesmente cabuloso!

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