30 de dez. de 2002

O Melhor de 2002

Chega o fim do ano e dá aquela vontade de fazer uma lista com os melhores CDs lançados. Portanto, antes que o ano termine, aqui vão os 10 discos que achei mais legais em 2002, mas considerem que alguns trabalhos não pude ouvir ainda - como os novos do Badly Drawn Boy, Have You Fed the Fish, do Wilco, Yankee Hotel Foxtrot, e do Elvis Costello, When I Was Cruel que, pelo o que ouço falar, estão muito bons! - fico devendo estes para o ano que vem!

1 - A Rush Of Blood To The Head, Coldplay. Fazendo um som realmente cativante logo na primeira audição, prá mim é a nova banda britânica a dominar o cenário nos próximos anos, se o Radiohead não cair na real e resolver retomar o posto.

2 - Hard Candy, Counting Crows. Uma grande surpresa, já que Adam Duritz e sua turma andavam meio perdidos, virando cópia deles mesmos.

3 - About a Boy, Badly Drawn Boy. É uma trilha sonora, mas podia até ser um disco solo, tal a coesão e o apelo das canções.

4 - Longo Caminho, Paralamas. As canções foram escritas antes do acidente com Herbert, mas certamente não deviam ter a mesma intensidade como agora. Rock puro e honesto, como só a última grande banda brazuca sabe fazer.

5 - Sea Change, Beck. O mais novo poeta dark de plantão, num disco armagurado, diferente de tudo que ele já fez!

6 - Human Conditions, Richard Ashcroft. Outro exemplo de que sempre há esperança para o rock na terra do titio Blair...

7 - The Rising, Bruce Springsteen. Quem imaginaria que um dia eu ainda ia curtir The Boss? Um disco maduro sobre um assunto delicado e ao mesmo tempo muito fácil de se tornar oportunista.

8 - Speaking of Now, Pat Metheny. Desnecessário falar algo sobre Pat Metheny, basta ouvir...

9 - More Than You Think You Are, Matchbox Twenty. Não sai mais do CD player do carro...

10 - Riot Act, Pearl Jam. Ficou faltando pouco para pegar uma melhor colocação, mas com certeza merece estar aqui.

Outros destaques: Blood Money (Tom Waits), Busted Stuff (Dave Matthews Band), Up (Peter Gabriel), The Last DJ (Tom Petty) e The Ragpicker's Dream (Mark Knopfler).

Decepções: Are You Passionate? (Neil Young), Heathen Chemistry (Oasis) e One By One (Foo Fighters).

Coletâneas: Elv1s 30 #1 Hits (Elvis Presley), The Best Of 1990-2000 (U2) e Greatest Hits (Bjork).

Por enquanto, that´s all, folks! Em breve, faço uma revisão, pois em matérias de listas desse tipo, nada é imutável...

27 de dez. de 2002

Irlandeses em retrospectiva digital

Ficou reservado para o fim-do-ano o lançamento dos dois melhores DVDs de videos de 2002. E, por coincidência, ambos guardam algumas semelhanças entre si: ambos são de bandas irlandesas e abrangem o período da última década (os anos 90).

O melhor deles, The Best Of 1990-2000 do U2 é um DVD muito bem acabado, com belos menus (embora um pouco confusos) contendo 16 clipes, mais as versões alternativas de alguns deles e, de bônus, outros oito clipes, que não entraram na seleção principal talvez por não estarem presentes na coletânea em CD. É um compêndio e tanto da década em que Bono & Cia. resolveram "sonhar tudo de novo", embora não esteja completo. Que eu me lembre agora, uma terceira versão de One (aquela com os búfalos), o video de Love Is Blindness e um remix de Discotèque ficaram de fora. Walk On e Elevation também não entraram, mas pelo menos foram lançados em DVD-singles. Prá compensar, os demais clipes tem comentários dos diretores (bem, eu não conheço outro DVD de videos que tenha um extra desse tipo!!!) e mais três documentários (A Story Of One, Missing Sarajevo e U2 Sur Mer). Tudo devidamente legendado em português.

The Cranberries, a banda capitaneada pela Dolores O'Riordan, não fica para trás com o seu Stars - The Best Of Videos 1992-2002, um produto praticamente impecável e que vai agradar a fãs e simpatizantes. O DVD trás os 17 clipes do quarteto, quatro takes alternativos, mais três vídeos bônus ao vivo, sendo dois deles extraídos do excelente show de 1994 em Astoria, Londres (e que também merecia ter uma edição digital) e mais um show completo realizado em 2000 em Vicar Street, Dublin (onde Dolores exibe com orgulho sua segunda gravidez). Para completar, há um documentário onde a banda relembra toda a sua carreira. Infelizmente, não há legendas em nenhuma das apresentações especiais, mas em compensação, o DVD é dotado de um recurso muito interessante e que eu não havia visto ainda: a possibilidade de se criar uma lista personalizada de execução dos videos.

O fato dos dois DVDs estarem em 2.0 canais é, dos males, o menor, visto que os vídeo-clipes servem para promover as faixas dos CDs, são originalmente feitos para TV e por isso mantem a mesma mixagem. A falta de 5.1 canais só é realmente sentida na apresentação dos Cranberries em Vicar Street.

Sem a menor sombra de dúvida, dois lançamentos imperdíveis...


17 de dez. de 2002


More Than You Think You Are é o mais novo trabalho do Matchbox Twenty. Depois de uma estréia bem sucedida (Yourself Or Someone Like You) e de um disco que a crítica aprovou mas praticamente passou batido pela mídia (Mad Season), só posso afirmar com certeza que Rob Thomas & Cia reencontraram o caminho do pop/rock.

Após os dois rocks que abrem o CD, as músicas que se seguem atestam a capacidade do quinteto da Florida de construir melodias cativantes e arranjos básicos, variados e corretos. Bright Lights lembra o rock setentista do Black Crowes; Hand Me Down é uma balada pungente e linda; Downfall tem um côro gospel; e Soul merece o nome, pois definitivamente mexe com a alma de qualquer um.

A voz rouca de Thomas, que contribuiu tanto para o sucesso deles quanto de sua parceria com Santana na premiada Smooth, soa levemente diferente em algumas canções, como em All I Need que, diga-se de passagem, parece saída de uma sessão de estúdio do memorável Roy Orbison e é uma das melhores do disco. Terá sido apenas impressão minha, ou mais uma prova da versatilidade do rapaz?

Enfim, More Than You Think You Are tem tudo a ver com o verão e as férias que estão chegando... Resta saber quando é que vão lançar por aqui...

6 de dez. de 2002


2003 ainda nem despontou no horizonte e já temos boas notícias de novidades para o ano que vem. Nick Cave (e seus Bad Seeds) estão lançando Nocturama. Em seu novo "petardo", Cave alterna suas tradicionais "canções de cortar os pulsos", com agumas mais rápidas ou mais pop (mas não menos irônicas). Como é possível perceber, temas darks ainda são constantes nas letras e melodias de Cave. Particularmente, Bring it On e He wants you foram as que chamaram mais a atenção. Porém, como revela o press release do álbum, prometido para fevereiro, a melhor ficou para o final, se chama Babe, I'm On Fire e demonstra toda a sua "maestria sobre a crueldade demoníaca" (sic) em épicos quinze minutos e 43 versos... Baixe (www.mp3delivery.com) e confira com seus próprios ouvidos!