| Discoteca Básica Se você não tem nenhum CD de gospel rock, ou CCM para ser mais correto, e gostaria de entrar em contato com esse estilo – que não possui nada em comum nem proximamente parecido em nossas terras – este pode ser considerado um dos trabalhos essenciais do gênero. O dc Talk é um trio de Washington, DC, responsável por adicionar a batida do hip-hop à música cristã contemporânea. Embora originalmente orientados para o pop, como em outro de seus álbuns, Free At Last, de 1992, foi com o peso do rock de Jesus Freak que eles realmente acertaram na fórmula e alcançaram o topo das paradas. Jesus Freak é um cross-over de sucesso: além de expandir as possibilidades musicais dos rapazes (com a ajuda da excelente banda que os acompanha), ele conquista facilmente o público secular. Embora os temas cristãos tradicionais estejam todos lá – o conforto divino em What If I Stumble, a devoção em Day by Day, o anti-racismo em Colored People –, a "roupagem" é que realmente faz a diferença nesse disco. Que o digam a versão para In the Light, de Charlie Peacock, e a faixa-título. Deixe de lado qualquer preconceito com a música gospel e ouça esse CD. A experiência será, no mínimo, surpreendente. |
31 de jul. de 2003
28 de jul. de 2003
Nota rápida a respeito dos indicados para o Music Video Awards 2003 da MTV, a ser realizado no dia 28 de agosto. Rápida porque este ano são poucos os vídeos que realmente merecem algum destaque, já que a maioria é composta por aqueles artistas irrelevantes e que só os americanos conseguem gostar!
Agora, surpresa mesmo é encontrar o veterano Johnny Cash concorrendo em 6 categorias, incluindo Melhor Vídeo do Ano, com Hurt.
Mais detalhes, confira no site da MTV.
- Coldplay, com The Scientist: Melhor Vídeo de Grupo, Breakthrough Vídeo (algo como "vídeo inovador") e Melhor Direção;
- The White Stripes, com Seven Nation Army: Melhor Vídeo de Grupo, Melhor Vídeo de Rock, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Edição;
- Radiohead, com There, There: Melhores Efeitos Especiais, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição e Melhor Fotografia.
Agora, surpresa mesmo é encontrar o veterano Johnny Cash concorrendo em 6 categorias, incluindo Melhor Vídeo do Ano, com Hurt.
Mais detalhes, confira no site da MTV.
23 de jul. de 2003
ALL THAT JAZZ Finalmente coloquei as mãos no último trabalho do guitarrista de jazz-fusion Charlie Hunter. Ou melhor... chamá-lo apenas de guitarrista é um pouco injusto, pois Hunter utiliza uma inusitada e personalíssima guitarra de 8 cordas, onde as cinco primeiras correspondem às de uma guitarra normal, enquanto as três restantes são as cordas mais graves de um contra-baixo. Para completar, neste novo CD ele ainda assume o pandeiro em algumas faixas, mostrando que tocar bem esse instrumento não é exclusividade de brasileiros. Right Now Move representa um marco na carreira de Hunter. É o primeiro CD a ser lançado pelo selo Ropeadope, após anos de parceria com a Blue Note. Representa também a volta do jazz "funkeado" de Hunter à companhia mais marcante de instrumentos de sopro. No caso, ao sax tenor e clarintete de John Ellis (que tocou com ele nos primeiros discos do Charlie Hunter Trio/Quartet, entre os quais o imperdível Bing, Bing, Bing!), ao trombone de Curtis Fowlkes e à bela harmônica de Gregoire Maret - responsável por adicionar uma interessante textura gospel/blues à algumas faixas, como em Wade in the Water. A bateria de Derrek Phillips completa o quinteto. Mestre Tata abre o CD numa singela homenagem ao brasileiro de 60 anos que Hunter encontrou em uma excursão à São Paulo e com quem teve suas bem-aproveitadas aulas de pandeiro. Oakland é um típico exemplo da perfeita fusão que Hunter consegue fazer entre o jazz e o funk, iniciando a música com uma linha de baixo que imprime o ritmo aos demais intrumentos. O seu groove pode ser conferido também em Whoop-Ass e 20th Congress. Ao longo do CD percebe-se um clima quase de jam session; Ellis, Fowlkes e Maret estão bem à vontade em suas improvisações (destaque para Try e Mali), enquanto os solos de Hunter se fazem presentes com muita personalidade nas faixas Wade In The Water e Le Bateau Ivre. Para mim, ainda é inexplicável a total ausência de Charlie Hunter no mercado nacional. O seu talento e técnica não tem comparação no jazz e só isso já justificaria o lançamento de seus discos por aqui. Portanto, a solução é continuar importando eles. Apesar da cotação do dólar, eu garanto: Right Now Move será um dos melhores investimentos que você terá feito em CDs de jazz este ano. |
16 de jul. de 2003
Dirigida pelo documentarista Ken Burns e já disponível em DVD nacional (apesar de ser uma edição em que 7 das 19 horas originais foram inexplicavelmente cortadas!), a série esmiuça a história do jazz através de diversos depoimentos de músicos e apresentações da época. O site assume igual seriedade ao tratar do tema, servindo de excelente guia para se entrar nesse mundo espetacular do jazz.
Visite e explore: www.pbs.org/jazz.
11 de jul. de 2003
Falar do talento e da inspiração de Pat Metheny tem se demonstrado uma tarefa tão sem sentido quanto... chover no molhado.... mas vamos lá outra vez:
One Quiet Night é, resumindo, exatamente o que o título sugere: um noite tranqüila. Pat acertou em dar nome ao seu mais recente trabalho e, quando você ouvir, entenderá o que eu quero dizer. O CD causa ao ouvinte o mesmo impacto que tem uma noite calma de contagiar e vencer um espírito inquieto. E o que me deixa mais impressionado é que a maior parte desse trabalho nasceu de uma gravação caseira feita na noite (é claro) de 24 de novembro de 2001, quando Pat redescobriu seu violão barítono (!) e resolver gastar um tempo com ele, explorando o som produzido pela afinação de Nashville, como ele define (uma nota no CD explica como esse violão foi afinado).
No mais, resta destacar a leva à la Johnny Marr em Song For The Boys, a cover para Don't Know Why de Norah Jones (o que vem dar um crédito extra ao trabalho da moça, além de se encaixar no tal Nashville tuning do CD) e a releitura da Last Train Home, de sua autoria mesmo.
Cinco estrelas novamente para ele... Que venha o próximo!
No mais, resta destacar a leva à la Johnny Marr em Song For The Boys, a cover para Don't Know Why de Norah Jones (o que vem dar um crédito extra ao trabalho da moça, além de se encaixar no tal Nashville tuning do CD) e a releitura da Last Train Home, de sua autoria mesmo.
Cinco estrelas novamente para ele... Que venha o próximo!
1 de jul. de 2003
| Discoteca Básica Após passarem a década de 80 como os "queridinhos" das college radios americanas, lançando trabalhos interessantes como Murmur (1983) e Document (1987), gravarem um libelo ecológico (Green - 1988) e definitivamente conquistarem o planeta com um sucesso até excessivo demais (Out Of Time - 1991), talvez o R.E.M. estivesse bem à vontade para tentar algo mais despretencioso. O grupo misturou então algumas letras introspectivas, melodias sombrias e muita melancolia e quase sem querer cometeu o melhor disco de sua carreira: Automatic For The People. Praticamente gravadas apenas com instrumentos acústicos, estas doze canções são a trilha sonora ideal para qualquer viagem. Profundas e reflexivas mas ao mesmo tempo serenas e lindas. O disco abre com a inquieta Drive, passeia pelas agruras de um cidadão comum imerso na cultura popular em The Sidewinder Sleeps Tonite, descreve a importância da amizade mesmo quando essa nos causa sofrimento em Everybody Hurts, homenageia o humorista Andy Kaufman com Man On The Moon e encerra com a filosófica Find The River. Indispensável aos ouvidos e ao espírito, tal qual uma bom livro, sem nem ao menos se desgastar ao longo destes dez anos, Automatic For The People permanece como a obra-prima dos rapazes de Athens. |
Assinar:
Comentários (Atom)
