30 de dez. de 2003

O melhor ficou para o fim

Eu tinha duas expectativas em relação a O Retorno do Rei: Primeiro, que as alterações de Peter Jackson na história original, que geraram as várias "pontas soltas" deixadas em As Duas Torres, tirassem mais ainda o brilho da trilogia; Segundo, que ele não conseguisse me surpreender, visto eu já conhecer o final da história, após a leitura do livro. Para piorar a situação, a notícia de que as cenas com Saruman seriam totalmente cortadas da parte final da trilogia de O Senhor dos Anéis serviu só para agravar... Ao terminar de assistir o filme, porém, todas as expectativas mostraram-se infundadas.

De fato, Jackson conseguiu concluir muito satisfatoriamente a trilogia. Ao contrário do filme anterior, em O Retorno do Rei ele foi bastante fiel à obra de Tolkien, livrando-se das partes que ficariam chatas na adaptaçao para tela grande, como o próprio Expurgo do Condado. E mesmo a ausência de Saruman foi bem contornada. Dado o devido crédito ao gênio por trás da obra, a produção de Jackson & Cia. foi capaz sim de surpreender pelas fantásticas cenas de batalhas (muito melhores que as do Abismo de Helm), e pela dose certa de apelo emocional.

Pode-se dizer tranqüilamente que O Retorno do Rei é o melhor dos três filmes. Contudo, ele só recebe esse título porque antes houve A Sociedade do Anel e As Duas Torres. É pelo resultado do conjunto que ele vence e não isoladamente. E ainda que esta não seja a melhor trilogia do cinema de todos os tempos, ao menos O Retorno do Rei é um dos melhores filmes que já assisti nos últimos anos.

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