| Play the Blues... (1989 Epic 700.345/2-463395) Nascido em Dallas, Texas, Stevie Ray Vaughan [1954-90] foi, sem sombra de dúvida, um dos maiores guitarristas de blues de todos os tempos. Um virtuoso no seu instrumento, SRV bebeu na fonte de "bluesmen" como Albert King, Otis Rush e Muddy Waters, rockeiros como Jimi Hendrix e Lonnie Mack, bem como guitarristas de jazz como Kenny Burrell. Aprendeu a tocar a guitarra ainda criança, influenciado pelo seu irmão mais velho, Jimie Vaughan [1951-]. SRV rompeu, como nenhum outro, a barreira entre o blues e o rock. Dono de um estilo único e peculiar, foi uma das grandes influências no blues e no rock and roll. Dez entre dez "bluesmen" brasileiros, são adeptos do "Texas blues" e querem tocar como ele. O grupo "Double Trouble" (nome de uma música de Ottis Rush) foi formado em 1978 e, além de Steve Ray Vaughan (guitarra e vocal), é composto por Reese Wynans (piano e teclados), Chris Layton (bateria) e Tommy Shannon (baixo). Lou Ann Barton (vocal) fazia parte do grupo original Triple Threat in de onde foi derivado o Double Trouble. Em 26/08/1990, encerrado um show (em East Troy, WI), depois de uma "jam session" que contou com grandes guitarristas do blues - Eric Clapton, Buddy Guy, Jimmie Vaughan e Robert Cray, SRV embarcou num helicóptero com destino a Chicago. Minutos depois de sua decolagem às 12:30, o helicóptero caiu, matando SRV e os outros quatro passageiros. Vaughan tinha somente 35 anos. "In Step" (1989 Epic/Legacy) é o álbum de maior sucesso de sua carreira e, segundo Ted Drozdowski, da Amazon, o primeiro que ele gravou sóbrio... (SRV havia recém saído de uma clínica de rehabilitação, onde havia se internado para curar-se do vício do álcool e das drogas). Com ele SRV ganhou um prêmio "Grammy" por "Melhor Gravação de Blues Contemporâneo" (Best Contemporary Blues Recording) e ganhou um Disco de Ouro após somente 6 meses de seu lançamento. O álbum é uma mistura de blues e rock, tocados com a energia e sentimento que lhe eram tão peculiares. A minha edição é a de 1989, mas este álbum já foi relançado em março/1999 (nos EUA) com som remasterizado e trilhas adicionais (bônus tracks). No Brasil, para variar, lançaram sem as trilhas adicionais... A saber: 1. The House Is Rockin' 2. Crossfire 3. Tightrope 4. Let Me Love You Baby 5. Leave My Girl Alone 6. Travis Walk 7. Wall Of Denial 8. Scratch `N' Sniff 9. Love Me Darlin' 10. Riviera Paradise E as "bônus tracks": 11. SRV Speaks - (previously unreleased) 12. The House Is Rockin' (previously unreleased, live) 13. Let Me Love You Baby - (previously unreleased, live) 14. Texas Flood - (previously unreleased, live) 15. Life Without You - (previously unreleased, live) O álbum inicia de forma estrondosa, com o boogie "The House Is Rockin", seguido de blues-rock, com "Crossfire" e "Tightrope". O bom e velho blues aparece em "Leave My Girl Alone" e na energia instrumental de "Travis Walk". Destaque também para o blues "Scratch-N-Sniff". O álbum encerra com chave de ouro (na minha edição, nacional). A instrumental "Riviera Paradise" está entre as mais belas músicas que ele compôs. Uma mistura de blues e jazz, de um lirismo e delicadeza que contrasta com a energia emenada em todo o resto do álbum. A melodia flui de seus dedos sem interrupção, num fluxo constante onde demonstra a sua virtuosidade no instrumento e a intimidade com aqueles momentos mais tristes do coração dos "bluesmen". O "Rei do Blues", B.B. King, disse numa entrevista que, enquanto os guitarristas de blues (ele inclusive) sempre ficam pensando no que vão fazer nas próximas notas, com SRV a melodia parecia fluir de seus dedos com uma facilidade incrível, sem pausas e sem esta necessidade de "pensar adiante". Ele era extremamente natural, construindo seus "fraseados" na guitarra sem um esforço aparente. Tal era a sua genialidade. Stevie Ray Vaughan morreu jovem, e só Deus sabe até onde chegaria no mundo do show business com a sua guitarra. Cada vez que ouço um de seus discos, os sentimentos são contraditórios e meio confusos, a alegria de ouvi-lo bate contra tristeza de não te-lo mais entre nós. Já disseram que a gente deve sentir saudade, mas não tristeza. Assim seja. Não nos resta mais nada a não ser consumir cada minuto de seu legado. R.I.P. [requiescat in pace], descansa em paz, Stevie! J.T. Cevallos, 02/05/2004. = JTC/jtc = |
13 de mai. de 2004
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