28 de dez. de 2006

Seleção definitiva (?)


Pelas minhas contas essa é a quinta (!) coletânea que a mais famosa banda de Athens lança no mercado para cobrir o fértil período em eles eram distribuídos pelo selo independente I.R.S. e se tornaram os "queridinhos" das college radios. As anteriores foram Dead Letter Office (de B-Sides, em 1987), Eponymous (por ocasião da transferência para o cast da Warner, em 1988), The Very Best of R.E.M. (1991) e Singles Collected (1994).

Apesar de na essência nenhuma delas diferir muito, contendo sempre os hits mais conhecidos como "Radio Free Europe", "(Don't Go Back To) Rockville", "So. Central Rain (I'm Sorry)" e "The One I Love", a verdade é que a riqueza de canções disponíveis nos cinco álbuns e um EP lançados entre 1982 e 1987 (Chronic Town, Murmur, Reckoning, Fables of the Reconstruction, Lifes Rich Pageant e Document) é tão grande que fica realmente muito difícil resumi-las mesmo num disco duplo com 42 faixas, como é esse And I Feel Fine...: The Best of the I.R.S. Years (EMI/I.R.S., 2006). A versão nacional é ainda mais enxuta, pois não trás o disco bônus contendo demos, outtakes, versões ao vivo e as quatro músicas "preferidas" de cada integrante do grupo.

Prá quem não pode (ou não quer) correr atrás dos discos dessa fase, que no conjunto são muito superiores aos da segunda fase da banda, essa nova coletânea vem bem a calhar. Os hits e as canções mais representativas, sejam elas rocks poderosos como "Begin the Begin", ou baladas folks como "Perfect Circle" estão lá. Há espaço também para o notório lado ecológico e politicamente engajado, representado por "Cuyahoga" e "Welcome to the Occupation". No disco extra não há muitas novidades, exceto pelos demos de "Mystery to Me" e "Theme from Two Steps Onward", que farão a felicidade dos fãs ávidos por raridades.

A embalagem digipak dessa edição especial é bonita e traz um encarte com liner notes e comentários de Stipe, Buck, Mills e Berry (que deixou a banda em 1997) sobre as faixas bônus. Para acompanhar esse lançamento, uma compilação de vídeos do mesmo período foi lançado em DVD também: When the Light Is Mine: The Best of the I.R.S. Years.

Porém, a bela "Romance" ficou de fora mais uma vez. Prá quem gosta muito dessa música, assim como eu, só é possível encontrá-la no importado Eponymous, que ironicamente continua sendo a mais concisa de todas as coletâneas do R.E.M. É uma pena, pois foi só o que faltou para que realmente essa fosse A coletânea definitiva deles.

31 de out. de 2006

Depois de 15 anos, um novo álbum do Pixies

Por Luciana Maria Sanches

Parece que agora é pra valer. Depois de uma série de casa-separa, o Pixies resolveu trabalhar no sucessor de Trompe Le Monde, álbum de 1991. Em 1993, a banda se separou e só voltou a se reunir em 2004 para fazer uma série de shows.

Em entrevista ao semanário britânico New Musical Express, Frank Black, líder e vocalista do Pixies, declarou que a banda começa a ensaiar em janeiro do ano que vem, mas avisou que há muito ainda a ser feito: "Nós vamos começar a ensaiar em janeiro, se conseguirmos fazer com que Kim [Deal, baixista] saia de casa. Nós até nos oferecemos para irmos até ela, mas imaginamos que se marcarmos os ensaios, ela vai aparecer."

Black também comentou o lançamento de um best of e aproveitou para criticar mais uma vez o documentário loudQUIETloud, baseado na turnê de 2004. "David [Lovering, baterista] sempre foi sólido como uma rocha, mas o pai dele morreu... Ele estava bem, mas quando a turnê foi chegando ao final, ele começou a beber bastante. Ele errou algumas notas, se enrolou em algumas músicas, e isso aparece documentado no filme. Mas eles editaram de tal forma que parece que tudo havia acontecido no meio da turnê e que toda a turnê girou em torno disso. Não foi assim, ele estava sólido por pelo menos 90% do tempo."

Fonte: Omelete

27 de set. de 2006

Banda nova de Damon Albarn anuncia single


The Good, The Bad and The Queen, banda encabeçada pelo prolífico Damon Albarn (Blur, Gorillaz) e que ainda inclui o baixista Paul Simonon (Clash), o guitarrista Simon Tong (Verve) e o baterista Tony Allen (Fela Kuti) – nada mal, nada mal – lança o primeiro single, "Herculean", no dia 30 de outubro.

A capa do single foi criada por Simonon e representa o cenário industrial do oeste de Londres. O primeiro álbum da banda será lançado em janeiro de 2007 e tem produção de Danger Mouse.

A influência de Albarn na música, e em especial no Reino Unido, é digna de nota. Em apenas meia hora foram vendidos todos os ingressos para o show do Good, The Bad and the Queen no festival Electric Proms, da BBC, que vai rolar no dia 26 de outubro, na Roundhouse, batendo todos os recordes da casa.

Isso sem álbum, sem single, sem nada!

Fonte: Omelete

21 de set. de 2006

Charlie Hunter Trio / Copperopolis

A resenha a seguir, do último disco do Charlie Hunter, foi gentilmente elaborada e cedida pelo colega Cevallos, que aceitou meu convite de fazê-la há algumas semanas atrás, quando emprestei o CD a ele. Minha intenção era apresentar aos visitantes do OmniBlog uma outra opinião que não a minha a respeito do trabalho desse estupendo guitarrista. Mas o motivo foi também porque estava sentindo falta das sucintas contribuições do Cevallos ao blog. ;-)


ALL THAT JAZZ

Charlie Hunter Trio / Copperopolis
(2006 - Ropeadope)

Charlie Hunter (1968- ) se inscreve, com louvor, na lista dos instrumentistas inovadores. Compositor prolífico, seu estilo é inconfundível e tem lhe trazido muitos fãs. A sua principal peculiaridade é a forma de tocar a sua guitarra especial. Charlie toca as notas do baixo (com o polegar direito) ao mesmo tempo que toca a melodia normal da música (com os restantes 4 dedos da mão direita), de forma que parece que são dois músicos tocando simultaneamente. Joe Pass, Tuck Andress e Stanley Jordan também tocam assim. Ele chegou a construir uma guitarra especial de 8 cordas, projetada especialmente para ele por Ralph Novak (da Novax Guitars), para poder demonstrar plenamente toda a sua capacidade de soar como dois músicos (apareceu com ela na primeira vez no álbum Bing! Bing! Bing!).

Não tenho acompanhado todos os lançamentos deste grande guitarrista, pois além de talentoso, Charlie Hunter é bastante prolífico, e não passa um ano sem lançar um (ou mais) novo álbum. O álbum de hoje, Copperopolis surpreende logo de início, ao mostrar novos rumos de Charlie Hunter e seus companheiros (John Ellis/Sax Tenor/Clarinete e Derreck Phillips/Bateria). Acostumado ao seu estilo "fusion" ou "jazz-rock", mais para o lado do "jazz" do que do rock, parece que em Copperopolis Charlie Hunter quis manifestar mais o seu lado "roqueiro", evitando assim o caminho mais fácil da repetição de uma fórmula garantida ano a ano. E só assim para entender (e gostar) de músicas como "Cueball Bobbin'", que mais parecem produto de um roqueiro virtuoso da guitarra como Joe Satriani, do que o velho e bom Charlie Hunter de Bing, Bing, Bing! (1995, Blue Note) ou Return of The Candy Man (1998, Blue Note), para mim, um de seus melhores trabalhos até realizados hoje. Isto não significa que Copperopolis não seja um bom álbum, muito pelo contrário. Charlie Hunter exibe a sua tradicional maestria na sua guitarra especial de 8 cordas, tocando o ritmo principal e o baixo ao mesmo tempo, acompanhado de um naipe de músicos também excepcionais.

Além da já citada "Cueball Bobbin'", destaques para "Blue Sock", "A Street Fight Could Break Out Hunter" e a homenagem a uma de suas grandes influências, Thelonious Monk, com o arranjo especial para "Think of One". O álbum vem numa bonita embalagem "digipack" (abre como um livro) e só deixa a lamentar a falta das "liner notes". Talvez o álbum possa desagradar àqueles jazzistas mais puros, ou os fãs ardorosos de Return of The Candy Man, mas a renovação é algo muito salutar para qualquer artista e, como bom fã, também gosto de ser surpreendido por novos vôos de um dos meus artistas prediletos, ainda mais quando executados com o esmero e a perfeição do "Charlie Hunter Trio". Recomendo. Nota 3,5 de 5.

J.T. Cevallos, POA/RS, 03-Setembro-2006.
= JTC/jtc =

8 de set. de 2006

REM volta com formação original

Saiu no Omelete. Ótima notícia... quem sabe o Bill Berry resolve voltar de vez para a banda e juntos criem novos clássicos como Document e Automatic For The People...


REM volta com formação original
Por Luciana Maria Sanches
8/9/2006

Vai ser coisa rápida, mas a formação original do REM se reunirá no dia 16 de setembro para tocar três músicas na cerimônia que comemora o ingresso da banda no Georgia Music Hall of Fame. O baterista Bill Berry, que deixou a banda em 1997, estará especialmente de volta para a ocasião, que acontecerá em Atlanta.

Desde a saída de Berry, os quatro só se reuniram uma outra vez, em abril deste ano, para tocar “Country Feedback”, do álbum Out of Time, em um show do Minus 5, projeto paralelo do guitarrista Peter Buck.

A banda, agora um trio, deve voltar ao estúdio até o fim do ano para começar a trabalhar no sucessor de Around the Sun, de 2004. Além disso, em 18 de setembro será lançada uma compilação com CD e DVD que traz os melhores momentos do início de carreira do REM, And I Feel Fine – The Best of The IRS Years.

4 de set. de 2006

Playlist – Death Cab For Cutie & Mission Of Burma

uPlaylist



Esta é uma nova seção do OmniBlog que vou começar a postar por aqui de vez em quando. Nela pretendo falar um pouco sobre o que estiver ouvindo ultimamente no meu iPod e que, por algum motivo, achei interessante compartilhar com vocês.

Vou começar falando do Death Cab For Cutie. Esse conjunto de Bellingham, WA, com o estranho nome oriundo de uma canção de 1967 da Bonzo Dog Doo-Dah Band – e que aparece numa cena do filme Magical Mystery Tour dos Beatles –, tem uma sonoridade difícil de ser rotulada. Ainda bem, pois é nessa característica que reside a sua principal qualidade. Baixei na net para "experimentar" o álbum de 2003, Transatlanticism, considerado pela crítica como o melhor deles. E com razão, o mesmo reune algumas canções com arranjos indie, melodias pop e poesia instrospectiva (do letrista/vocalista/guitarrista Ben Gibbard) cujo resultado é bastante interessante. Amante como sou do indie rock, foi "paixão à primeira audição", tanto que fui atrás de outros trabalhos do grupo que em termos de qualidade não ficam atrás, como o We Have the Facts and We're Voting Yes, de 2000, e mais recente, Plans, de 2005.



Semana passada, durante a minha visita mensal à sessão de CDs da Livraria Cultura, fui "fisgado" pela música ambiente que tocava naquele momento. Dediquei-me então a testar meus conhecimentos musicais e tentar descobrir que banda era. Ouvindo aquele som pungente, que lembrava os primeiros expoentes do movimento pós-punk – arranjos crus, guitarras sujas, baterias simples e diretas e vocais cantados com bastante energia, no melhor estilo "do-it-yourself" da época –, pensei comigo mesmo: "deve ser algum disco obscuro do PiL". Fiquei de tal modo atraído pela música que não arredei o pé do lugar sem antes ouvir mais uma ou duas canções. Finalmente me rendi e fui perguntar ao atendente o que estava tocando ali na loja. O rapaz me entregou um CD com oito músicas apenas intitulado Signals, Calls, and Marches da banda Mission Of Burma, da qual eu realmente já tinha ouvido falar, mas nada além disso. De qualquer forma, eu não estava assim tão longe da verdade: o disco é de 1981 e foi o primeiro EP deste quarteto de Boston. A forte influência de bandas punk-rock, como The Stooges, é notável. Em pleno "revival" dos 80s que vivemos, inclusive com a volta da seminal Gang Of Four – com a qual eles guardam algumas semelhanças –, é até curioso que a mídia não tenha explorado o Mission Of Burma antes. Resolvi fazê-lo por conta própria e me deparei com o álbum de estréia dos caras (Vs., de 1982) e algum material mais recente (OnOffOn, de 2004), após terem "sumido" da cena musical por cerca de vinte anos! Mas aparentemente esse tempo de ostracismo só lhes fez bem, pois voltaram com muito gás ainda, como se tivessem sido congelados em alguma máquina criogênica durante esse período. Para validar essa impressão, vou atrás agora do último rebento deles, The Obliterati, lançado esse ano.

Até a próxima!

24 de ago. de 2006

Demon Days Live

O Gorillaz é uma banda formada pelos ingleses 2D (vocais e teclados) e Murdoc Niccals (baixo), o nova-iorquino Russel Hobbs (bateria) e a japonezinha Noodles (guitarra) e já lançou dois CDs: Gorillaz (2001) e Demon Days (2005). Correto?

"Virtualmente" falando, é isso aí mesmo! Mas na verdade, o Gorillaz é um projeto muito bem sucedido de Damon Albarn (líder da banda Blur) e Jamie Hewlett (criador da HQ Tank Girl) que une o hip-hop, rap e rock de variadas influências com o design bem sacado de animações no lugar de integrantes reais. Evidentemente que por trás disso tudo o Gorillaz contava com a participação ilustre de convidados do calibre de Tina Weymouth e Chris Frantz (Tom Tom Club, Talking Heads) e Ibrahim Ferrer (Buena Vista Social Club). Após o estouro do primeiro album, que incluía os hits Clint Eastwood, 19-2000 e Rock the House, a expectativa sobre o trabalho seguinte era grande. Mas Albarn cercou-se de mais artistas renomados e Demon Days acabou fazendo tanto (ou mais) sucesso que seu predecessor.

Numa iniciativa inusitada para uma "banda virtual", Albarn decidiu recriar o álbum no formato de "ópera-rock" e o apresentou ao público durante os dias 1º a 5 de novembro de 2005, no Manchester Opera House. O melhor dessas apresentações foi lançado em DVD recentemente com o nome de Demon Days Live (Parlaphone/EMI, 2006). Executado na íntegra com a participação de diversos músicos, incluindo um conjunto de cordas e corais de crianças e gospel, o show é a prova cabal do porquê o Gorillaz agradou tanto público quanto crítica na sua curta existência.

Como já ocorria em aparições esporádicas dos Gorillaz, em palco os verdadeiros músicos da banda não possuem qualquer tipo de iluminação, exceto pelos painéis luminosos coloridos instalados ao fundo. Tudo o que vemos são apenas as suas silhuetas, dando todo o destaque para os convidados - que não são poucos: Neneh Cherry em Kids With Guns, De La Soul em Feel Good Inc., Ike Turner em Every Planet We Reach Is Dead, Shaun Ryder (ex-Happy Mondays) em DARE, além dos já citados corais infantil (em Dirty Harry) e de Manchester (em Don't Get Lost in Heaven). Até um improvável Dennis Hopper comparece como narrador em Fire Coming Out of the Monkey's Head. Prá terminar, uma singela e bonita homenagem ao cubano Ibrahim Ferrer, falecido no ano passado, que aparece no telão para acompanhar a banda na única música do primeiro CD incluida no show: Latin Simone (Que Pasa Contigo).

O DVD possui transferência anamórfica 16:9 e inclui faixas DD 2.0, DD 5.1 e DTS. Como extras, apenas os vídeos e animações exibidos no telão das músicas em faixas isoladas. Seria interessante que houvesse algum documentário sobre os bastidores dessa que, segundo afirmou Albarn recentemente, pode ter sido a última aparição de 2D, Murdoc, Russel e Noodles.

27 de jul. de 2006

As melhores canções de todos os tempos

A exemplo do personagem Rob Gordon, do romance High Fidelity, do Nick Hornby, eu também gosto de elaborar listas dos melhores, em especial na música, assim como elencar rankings organizados por revistas especializadas. Afinal, este é sempre um assunto polêmico, principalmente por ser muito subjetivo. Mas não há como negar que sempre há um consenso para com determinados artitas e obras.

Semanas atrás reproduzi uma lista da UnCut. Agora aqui estão as 100 primeiras das 500 melhores canções de todos tempos, segundo a Rolling Stone. A lista completa você encontra aqui.

1. Like a Rolling Stone, Bob Dylan
2. Satisfaction, The Rolling Stones
3. Imagine, John Lennon
4. What's Going On, Marvin Gaye
5. Respect, Aretha Franklin
6. Good Vibrations, The Beach Boys
7. Johnny B. Goode, Chuck Berry
8. Hey Jude, The Beatles
9. Smells Like Teen Spirit, Nirvana
10. What'd I Say, Ray Charles
11. My Generation, The Who
12. A Change Is Gonna Come, Sam Cooke
13. Yesterday, The Beatles
14. Blowin' in the Wind, Bob Dylan
15. London Calling, The Clash
16. I Want to Hold Your Hand, The Beatles
17. Purple Haze, Jimi Hendrix
18. Maybellene, Chuck Berry
19. Hound Dog, Elvis Presley
20. Let It Be, The Beatles
21. Born to Run, Bruce Springsteen
22. Be My Baby, The Ronettes
23. In My Life, The Beatles
24. People Get Ready, The Impressions
25. God Only Knows, The Beach Boys
26. A Day in the Life, The Beatles
27. Layla, Derek and the Dominos
28. (Sittin on) the Dock of the Bay, Otis Redding
29. Help!, The Beatles
30. I Walk the Line, Johnny Cash
31. Stairway To Heaven, Led Zeppelin
32. Sympathy for the Devil, The Rolling Stones
33. River Deep - Mountain High, Ike and Tina Turner
34. You've Lost That Lovin' Feelin', The Righteous Brothers
35. Light My Fire, The Doors
36. One, U2
37. No Woman, No Cry, Bob Marley and the Wailers
38. Gimme Shelter, The Rolling Stones
39. That'll Be the Day, Buddy Holly and the Crickets
40. Dancing in the Street, Martha and the Vandellas
41. The Weight, The Band
42. Waterloo Sunset, The Kinks
43. Tutti-Frutti, Little Richard
44. Georgia on My Mind, Ray Charles
45. Heartbreak Hotel, Elvis Presley
46. Heroes, David Bowie
47. Bridge Over Troubled Water, Simon and Garfunkel
48. All Along the Watchtower, Jimi Hendrix
49. Hotel California, The Eagles
50. The Tracks of My Tears, Smokey Robinson and the Miracles
51. The Message, Grandmaster Flash and the Furious Five
52. When Doves Cry, Prince
53. Anarchy in the U.K., The Sex Pistols
54. When a Man Loves a Woman, Percy Sledge
55. Louie Louie, The Kingsmen
56. Long Tall Sally, Little Richard
57. Whiter Shade of Pale, Procol Harum
58. Billie Jean, Michael Jackson
59. The Times They Are A-Changin', Bob Dylan
60. Let's Stay Together, Al Green
61. Whole Lotta Shakin' Goin On, Jerry Lee Lewis
62. Bo Diddley, Bo Diddley
63. For What It's Worth, Buffalo Springfield
64. She Loves You, The Beatles
65. Sunshine of Your Love, Cream
66. Redemption Song, Bob Marley and the Wailers
67. Jailhouse Rock, Elvis Presley
68. Tangled Up in Blue, Bob Dylan
69. Crying, Roy Orbison
70. Walk On By, Dionne Warwick
71. California Girls, The Beach Boys
72. Papa's Got a Brand New Bag, James Brown
73. Summertime Blues, Eddie Cochran
74. Superstition, Stevie Wonder
75. Whole Lotta Love, Led Zeppelin
76. Strawberry Fields Forever, The Beatles
77. Mystery Train, Elvis Presley
78. I Got You (I Feel Good), James Brown
79. Mr. Tambourine Man, The Byrds
80. I Heard It Through the Grapevine, Marvin Gaye
81. Blueberry Hill, Fats Domino
82. You Really Got Me, The Kinks
83. Norwegian Wood (This Bird Has Flown), The Beatles
84. Every Breath You Take, The Police
85. Crazy, Patsy Cline
86. Thunder Road, Bruce Springsteen
87. Ring of Fire, Johnny Cash
88. My Girl, The Temptations
89. California Dreamin', The Mamas and The Papas
90. In the Still of the Nite, The Five Satins
91. Suspicious Minds, Elvis Presley
92. Blitzkrieg Bop, Ramones
93. I Still Haven't Found What I'm Looking For, U2
94. Good Golly, Miss Molly, Little Richard
95. Blue Suede Shoes, Carl Perkins
96. Great Balls of Fire, Jerry Lee Lewis
97. Roll Over Beethoven, Chuck Berry
98. Love and Happiness, Al Green
99. Fortunate Son, Creedence Clearwater Revival
100. You Can't Always Get What You Want, The Rolling Stones

7 de jul. de 2006

Os melhores discos de estréia do rock

Inspirado pela matéria na última edição da revista britânica Uncut, que elegeu os 100 maiores discos de estréia e colocou no topo do ranking The Velvet Underground & Nico - o famoso "disco da banana" -, da seminal banda do Lou Reed e John Cale, resolvi fazer também uma lista de grandes debuts na história do rock, mas só que bem mais modesta, é claro. Então, além da escolha certíssima da revista Uncut, selecionei mais alguns melhores momentos na estréia indispensáveis na coleção de CDs, ordenados pela ano de lançamento:

The Velvet Underground & Nico (The Velvet Underground & Nico, 1967)
The Piper at the Gates of Dawn (Pink Floyd, 1967)
Led Zeppelin I (Led Zeppelin, 1969)
Ramones (Ramones, 1976)
My Aim Is True (Elvis Costello, 1977)
Three Imaginary Boys (The Cure, 1979)
Boy (U2, 1980)
Violent Femmes (Violent Femmes, 1983)
Murmur (R.E.M., 1983)
Texas Flood (Stevie Ray Vaughan and Double Trouble, 1983)
The Smiths (The Smiths, 1984)
Psychocandy (The Jesus & Mary Chain, 1985)
The Stone Roses (The Stone Roses, 1989)
Ten (Pearl Jam, 1991)
Funeral (The Arcade Fire, 2004)

31 de mar. de 2006

Thelonious Monk Quartet with John Coltrane at Carnegie Hall

ALL THAT JAZZ

Thelonious Monk Quartet with John Coltrane / At Carnegie Hall
(2005 – Blue Note)
Em fevereiro do ano passado, enquanto manuseava alguns rolos de fita da coleção Voice Of America aguardando para serem digitalizados, Larry Appelbaum, supervisor do laboratório de gravação da Biblioteca do Congresso, acabou descobrindo o registro da única apresentação do quarteto do pianista Thelonious Monk no Carnegie Hall, em 29 de novembro de 1957, contando então com a presença de um saxofonista em ascenção na época chamado John Coltrane.

A gravação ocorreu semanas depois das memoráveis apresentações no Five Spot, em Nova York, e algum tempo antes de Coltrane deixar o quarteto para seguir em carreira solo e lançar a sua obra-prima Blue Train (antes e durante esse período ele ainda participaria do famoso quinteto de Miles Davis, do qual já falei anteriormente). Infelizmente esse encontro durou pouco menos de um ano, mas o suficiente para torná-lo o mais brilhante de todos os tempos na história do jazz.

Os dois gigantes, acompanhados por Ahmed Abdul-Malik (baixo) e Shadow Wilson (bateria), fazem jus a sua genialidade nesta apresentação memorável, cuja interação parece desafiar ora um, ora outro, em se superarem na execução dos solos. Em Monk's Mood Monk introduz o seu piano com tal sutileza que o tema da música parece nunca ganhar forma. Até que então Coltrane com seus padrões modais assume o controle aos poucos e estabelece o diálogo entre ambos. Seguem-se outras performances magníficas em Nutty, Epistrophy, Bye-Ya e Blue Monk, em que os temas básicos são extrapolados numa aula de improvisação. Mas é na execução das faixas mais lentas, como Crepuscle with Nellie e Sweet & Lovely, que piano e sax elevam o ouvinte e proporcionam momentos de sublimação só encontrados no jazz, em especial quando duas divindades resolvem presentear meros mortais com uma pequena amostra do seu talento indiscutível.

Apesar da fonte da gravação ser análoga e monoaural, a qualidade não fica devendo nada a diversos registros ao vivo mais atuais, sendo inclusive muito superior ao CD já lançado da apresentação no Five Spot. Como apreciador do jazz e fã de Coltrane, não podia deixar de adicioná-la à minha coleção de clássicos do gênero e recomendá-lo como um dos melhores lançamentos dos últimos anos. Uma obra-prima encapsualda há quase cinqüenta anos atrás, mas definitivamente atemporal.


18 de jan. de 2006

Bem-vindo aos 80s! (3a. parte)



Das bandas que tem se destacado por resgatarem a sonoridade dos anos 80, talvez os mais badalados sejam os escoceses do Franz Ferdinand. E aqui no Brasil o "frisson" deve aumentar por conta das apresentações que estão agendadas para fevereiro, na abertura dos shows do U2, dias 20 e 21 no Morumbi, em SP. No Prêmio Bizz publicado na edição deste mês da revista, o grupo ganhou a preferência dos leitores e da crítica como melhor grupo e disco de 2005. Nada mais justo.

Com nítida influência do Devo e Talking Heads, esse quarteto realmente faz um trabalho notável com a estrutura pouco usual de suas canções. Riffs de guitarra são explorados ao máximo, grudando na cabeça já na sua primeira audição; e os arranjos para as canções usam bem os instrumentos, cada um tocando linhas aparentemente desconexas, mas que garantem uma conjunto bastante peculiar. Além, é claro, da batida de indiscutível apelo dançante.

O disco homônimo de estréia (Domino/Trama, 2004) nos apresenta o pós-punk "afiado" do grupo de Alex Kapranos de modo arrebatador. O CD traz os hits Take Me Out, Tell Her Tonight, This Fire e Darts Of Pleasure, canções inspiradíssimas que caracterizam bem as suas influências. E ainda a bela Auf Achse (algo como "nos eixos", em alemão), com um singelo piano no lugar da guitarra e cuja letra irônica é uma daquelas que dizem tudo em certo momento da vida e que a gente gostaria de ter escrito.

You Could Have It So Much Better (Domino/Trama, 2005), passou longe da chamada "síndrome do segundo disco", ampliou o leque de opções pop e confirmou o Franz Ferdinand como a grande banda do momento. Walk Away é uma das baladas mais lindas compostas nos últimos anos - e a letra, uma das mais melancólicas (I cannot turn to see those eyes/As apologies may rise/I must be strong and stay an unbeliever/And love the sound of you walking away). Só por ela, esse disco já valeria estar na discoteca de qualquer um. Mas para completar seu trunfo, há mais um punhado de preciosidades: Do You Want To (e seu "Tchu-ru-ru-ru" sedutor), You're The Reason I'm Leaving, Well That Was Easy, I'm Your Villain (com os melhores riffs do CD)... até encerrar com o instrumental "swingado" de Outsiders.

A feliz combinação de elementos retrô dos anos 80 com a atitude descolada dos 2000s, faz do FF uma banda singular no panorama do rock internacional. Singular e moderníssima. E como já disseram por aí, nada melhor que a banda mais "quente" do planeta servir de aperitivo para a melhor banda do planeta ;). Tô nessa!