| Música de fundo (1972 CTI 6009 & 1997 Sony 65130) George Benson é, simplesmente, um dos melhores guitarristas da história do jazz. Ponto. Extremamente versátil, ele é capaz de tocar praticamente em qualquer estilo, jazz tradicional, do swing ao bop, do R&B ao pop. Suas inspirações foram Charlie Christian e Wes Montgomery, mas ele tem um estilo completamente próprio. Além de tocar brilhantemente como guitarrista principal, ele também é um excelente guitarrista rítmico, como suporte a outros solistas. Para completar, George Benson também canta muito bem, seja “Pop” ou “Soul” romântico, e é sua voz que o tornou mais popular para o público do que a sua guitarra. Em razão disso, os críticos mais puristas torcem o nariz quando falam dele, rotulando-o como um simples "cantor pop que também toca guitarra muito bem". Esta aversão data de 1985, quando, George Benson, numa então predestinada brilhante carreira no jazz, deu uma guinada na carreira com o estrondoso sucesso "This Masquerade" (do álbum "Breezin"). O guiatarrista de jazz tornou-se um eterno "show-man". Este álbum é da sua fase “jazzística”. Junto com outros músicos igualmente talentosos - Ron Carter (baixo), Jack DeJohnette (bateria), Clarence Palmer (órgão), Michael Cameron e Albert Nicholson (percussão) - apresenta uma soberba sessão de jazz. A inclusão de um órgão e percussão podem parecer meio estranhos numa sessão de jazz, mas não comprometem o resultado final. O álbum inicia com “So What”, que foi a também a abertura do consagrado álbum “Kind Of Blue”, de Miles Davis. Benson demonstra toda sua técnica e melodia em solos brilhantes, seguido pelos não menos inspirados Carter e DeJohnette. A grata surpresa é “The Gentle Rain”, do brasileiro Luiz Bonfá. Mais conhecido pelo “Tema de Orfeu Negro” ou “Manhã de Carnaval”. Aqui inspira belos solos de George Benson e do organista Clarence Palmer. A bela balada “Ode To A Kudo” mostra o toque delicado de George Benson e a bateria de DeJohnette, perfeitamente entrosados. Estes são os destaques. Temos também “All Clear” e “Somewhere In The East”. Três “alternate takes” (All Clear, Ode To A Kudo e Somewhere In The East) completam o álbum, mas só interessam aos realmente Benson-fanáticos. Considerando-se que cada vez mais a carreira de Benson se afasta da trilha do jazz e que seus belos solos de guitarra vão se tornar mercadoria rara, este álbum é obrigatório para todos os fãs da sua guitarra. J.T. Cevallos, 25/01/2004. = JTC/jtc = |
9 de fev. de 2004
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