| Jesus VIVE!
Ontem fui assistir a "A Paixão do Cristo" e saí do cinema emocionado, sem dúvida, mas também um pouquinho decepcionado. Não pela qualidade da produção, que é excelente - uma fotografia primorosa, com cenários e iluminação bastante verossímeis e interpretações convincentes. Também não foi o exagero nas cenas de violência que me incomodou. Mel Gibson buscou, ao seu modo, retratar o realismo de uma crucificação e isso siginifca aceitar que, se hoje vivemos num mundo violento, há dois mil anos atrás, quando nem se quer ouvia-se falar em direitos humanos, a coisa devia ser bem pior! A única reclamação em relação ao filme foi sua visão nitidamente católica desse acontecimento - o mais importante na história da humanidade: o Cristo padecendo e morto foram mais valorizados que a Sua ressureição e vitória sobre a morte. Duas horas são dedicadas ao martírio de Jesus, e um minuto apenas para "dar o recado" que ele voltou do túmulo. Gibson, sendo católico ortodoxo, não conseguiu escapar dessa "tradição" de darem mais importância à morte que a ressureição. Basta olhar nas igrejas católicas o quanto há de crucifixos e comparar com as igrejas protestantes, em que o símbolo da cruz, quando há, aparece vazio... Porque Jesus está VIVO! Ora, de nada adiantaria todo o sofrimento, toda a humilhação, se ao final ele não vencesse a morte! Seria apenas mais um mártir que se sacrificou por ideais nobres. Portanto, fica aqui o meu único protesto em relação ao filme: a morte de Cristo era necessária e foi muito bem retratada, mas a Sua ressureição é o fato mais maravilhoso de toda essa história e um minuto foi muito pouco prá mostrar ao público o significado disso! |
26 de mar. de 2004
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