A revista americana "Rolling Stone" fez uma lista das "100 melhores músicas com guitarra" de todos os tempos.
As músicas escolhidas têm todos os ingredientes para o bom e velho rock 'n' roll, que segundo a publicação são: "um riff irresistível, um solo que te leva às alturas toda vez que você o ouve e uma melodia que faz você ouvir a música várias e várias vezes".
A "Rolling Stone" afirma ainda que todas as canções escolhidas têm "apetite, fúria, desespero, felicidade, tudo ao mesmo tempo em seus acordes".
No topo da lista está "Johnny B. Goode", de Chuck Berry (1958), seguida por "Purple Haze" de Jimi Hendrix (1967).
Confira abaixo a lista dos 20 primeiros e a lista completa aqui.
1- "Johnny B. Goode" - Chuck Berry (1958)
2- "Purple haze" - The Jimi Hendrix Experience (1967)
3- "Crossroads" - Cream (1968)
4- "You really got me" - The Kinks (1964)
5- "Brown sugar" - The Rolling Stones (1971)
6- "Eruption" - Van Halen (1978)
7- "While my guitar gently weeps" - The Beatles (1968)
8- "Stairway to heaven" - Led Zeppelin (1971)
9- "Statesboro blues" - The Allman Brothers Band (1971)
10- "Smells like teen spirit" - Nirvana (1991)
11- "Whole lotta love" - Led Zeppelin (1969)
12- "Voodoo child (Slight return)" - The Jimi Hendrix Experience (1968)
13- "Layla" - Derek and the Dominos (1970)
14- "Born to run" - Bruce Springsteen (1975)
15- "My generation" - The Who (1965)
16- "Cowgirl in the Sand" - Neil Young with Crazy Horse (1969)
17- "Black Sabbath" - Black Sabbath (1970)
18- "Blitzkrieg Bop" - Ramones (1976)
19- "Purple Rain" - Prince and the Revolution (1984)
20- "People Get Ready" - The Impressions (1965)
Fonte: Redação Yahoo! Notícias
31 de mai. de 2008
29 de mai. de 2008
In the Name of Love: Africa Celebrates U2
Eu ouvi e aprovei. Bem mais interessante que o outro tributo de mesmo nome e de objetivo semelhante (veja aqui), este In the Name of Love: Africa Celebrates U2 (Shout Factory, 2008), faz uma releitura da música do U2 com cores bem locais: ritmos, instrumentos e letras cantadas em idiomas africanos (não por acaso as versões mais fracas são justamente as cantadas em inglês, como "Sometimes...", "Where The Streets..." e "One").
Nesse sentido, eu destaco as versões de "Bullet The Blue Sky" (do Vieux Farka Tour - minha preferida, com um arranjo que parece evocar imagens das dunas do Sahara), "Sunday Bloody Sunday" (Ba Cissoko), "I Still Haven't Found..." (Cheikh L), "Pride" (numa ótima versão a capella do Soweto Gospel Choir que me lembrou "Graceland" do Paul Simon), "Seconds" (Sierra Leone's Refugee All Stars com participação do Joe Perry, guitarrista do Aerosmith) e, finalmente, a curiosa "Love Is Blindness" cantanda em bom português pelo angolano Waldemar Bastos. Se elas não estão a altura das originais, pelo menos homenageiam o U2 com bastante personalidade.
26 de mai. de 2008
Se a aventura tem um nome...
Uma das poucas lembranças bem nítidas que tenho das idas ao cinema em minha pré-adolescência pertence a "Caçadores da Arca Perdida" (Raiders Of The Lost Ark, 1981), que fui assistir no extinto Cine Scala em 82. E a lembrança é nítida justamente por ter sido um filme tão marcante para mim na época. Um filme que se confudia com a própria palavra cinema enquanto entreternimento, assim como seu herói se confundia com o gênero que ele reverenciava. Vinte e seis anos depois eu sento na poltrona do Unibanco Arteplex para viajar numa máquina do tempo e reencontrar exatamente os mesmos ingredientes que fizeram de Indiana Jones uma franquia de sucesso: mistérios sobrenaturais, perseguições mirabolantes, vilões deliberadamente caricatos e algumas ótimas situações de alívio cômico. Tudo muito bem dosado pela mão correta de Steven Spielberg. Os Michael "Transformers" Bay e Roland "10.000 A.C." Emmerich da vida deveriam se sentir envergonhados por estarem há tanto tempo no mesmo ofício sem terem aprendido nada com o mestre do cinema-pipoca.
A experiência de ver "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, 2008) é tão próxima das outras aventuras do arqueólogo que a única coisa que realmente nos indica que essa produção veio com dezenove anos de atraso é o rosto de Harrison Ford - cansado e tão "surrado" quanto suas próprias roupas e chapéu. Sua performance, no entanto, não parece ter envelhecido em nada. E Spielberg atesta o mesmo, conduzindo algumas das melhores cenas de perseguições em filmes dos últimos anos, sem abusar de efeitos especiais desnecessários.
O filme só não é melhor que os anteriores por insistir em se auto-referenciar (mania do George Lucas? resultado de um roteiro que passou por diversas mãos?). Mas são pequenos detalhes que não chegam a incomodar realmente e garantem até um pequeno saudosismo aos antigos fãs. Algo como uma despedida, talvez definitiva, do herói e a constatação que em todos esses anos nenhum outro conseguiu roubar sua empatia. Ou, para fazer jus ao chavão, mudar o nome da aventura.
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18 de mai. de 2008
Três bandas, três novos singles
The Cure, Weezer e Coldplay estão vindo com novos trabalhos este ano. A julgar pelos singles lançados recentemente, não há muita novidade em relação aos discos anteriores de cada um, mas as três músicas são bem legais. Confira abaixo:
"The Only One", The Cure
"Pork And Beans", Weezer
"Violet Hill", Coldplay
"The Only One", The Cure
"Pork And Beans", Weezer
"Violet Hill", Coldplay
14 de mai. de 2008
O “X” da canção
Apesar da diferença de idade entre Coleman e Metheny, o mesmo não se pode dizer de seus estilos. Postos lado-a-lado, o free jazz e o fusion compartilham semelhanças na ousadia e ferocidade de algumas faixas (como em “Endangered Species”, de todas talvez a mais dificil de "digerir"), e lapidam igualmente as nuances da improvisação e do experimentalismo, com um resultado cuja beleza começamos a perceber a partir da segunda ou terceira audição, como demonstram as faixas “Song X” e “Trigonometry”. Mas há espaço também para momentos mais sutis e tranqüilos em “Mob Job” e “Kathelin Gray”.
O disco é quase todo fruto da genialidade de Coleman - para muitos, comparável a de John Coltrane. Contudo, Metheny e o demais se sentem bem a vontade ao explorar as formas livres que o saxofonista propõe em suas composições. Mesmo com sua guitarra soando um pouco mais baixa nessa remixagem, é possível notar que Metheny trabalha com a mesma liberdade do saxofonista, às vezes de forma quase nervosa, ambos impelidos constantemente pela firme seção rítmica. Na época, foi o primeiro disco lançado pela Geffen (após uma década com a ECM), e Metheny mostrou-se certeiro, ainda que audacioso, ao gravá-lo em parceria com Coleman.
Essa edição de 20º aniversário inclui ainda seis faixas novas, sobras da gravação original e que foram inseridas antes de “Song X” (que iniciava o álbum), das quais “Police People” e “The Good Life” são destaque.
12 de mai. de 2008
Zumbis psicodélicos
Aqui vai uma dica para quem gosta de rock psicodélico, um estilo musical surgido nos anos 60 e genuinamente estadunidense (The Byrds, Beach Boys, Greateful Dead...), mas adotado e difundido pela então invasão britânica ainda nos últimos anos daquela década, através de albuns clássicos como Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles e The Piper at the Gates of Dawn, do Pink Floyd.Pois graças a uma rápida visita a Boca do Disco (e à dica do Getúlio, o dono da loja), que tive contato com o fabuloso "disco de despedida" da banda The Zombies, Odessey and Oracle, de 1968.
O grupo formado em 1963, em St. Albans, Inglaterra, teve vários singles lançados na época, alguns até bem recebidos nos charts (como "She's Not There"), mas no geral acabou se desfazendo por causa de certa frustração em relação ao mercado fonográfico. Antes de encerrarem completamente as atividades, o baixista Chris White conseguiu convencer seus companheiros a gravarem um disco final, desprovidos de qualquer compromisso comercial. O estúdio escolhido foi o Abbey Road, onde o clássico psicodélico dos Beatles acabara de ser germinado, e o album resultante justamente esse Odessey and Oracle.
Os teclados Mellotron de Rod Argent, que permeiam quase todas as canções, ainda eram novidade naqueles anos e dão um toque quase jazzístico às melodias pop de harmonias complexas e travestidas com arranjos psicodélicos. Mesmo não tendo alcançado o reconhecimento merecido na época - exceto pelo single "Time of the Season", que chegou ao #3 na Billboard, mas apenas em 1969 -, o álbum atravessou as decadas vindouras conquistando mais e mais fãs, e seguramente pode figurar na galeria de obras fundamentais do rock lisérgico desse período, ao lado do Pet Sounds (Beach Boys), Forever Changes (Love) ou Freak Out (Mothers Of Invention).
Curiosidade: A capa feita pelo companheiro de quarto de Chris White, Terry Quirk, possui a palavra "odyssey" escrita de forma incorreta, mas a banda achou por bem deixar assim mesmo, assumindo o erro no próprio nome do disco.
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