27 de set. de 2002

Uma década de Pearl Jam

A primeira vez que eu ouvi o Pearl Jam... Lembro de ter assistido na MTV ao clipe de Even Flow e ter achado muito legal a parte em que a banda ficava por um bom tempo fazendo um jamming com o riff básico da música, enquanto Eddie Vedder escalava a galeria do palco onde tocavam para, em seguida, fazer um moshing e retornar para o final da música. Após ouvir todo o CD, eu não tinha dúvidas: Ten estava entre os dez melhores discos dos anos 90, superando até o badalado Nevermind, do Nirvana, na minha opinião.

Dez anos se passaram e a impressão que tenho é que aquele foi um momento único mesmo na carreira da banda. Nenhum dos seis trabalhos seguintes foi sequer parecido. Fiquei imaginando se realmente Ten foi produzido para dar certo, quase concordando com uma crítica que li certa vez questionando se o Peral Jam não passava de uma armação.

É claro que não era. Mesmo com momentos altos (Vs., Vitalogy, Yield) e baixos (No Code e Binaural) na seqüência, a banda é dona de uma discografia respeitável, vista e revista à exaustão recentemente no Bootleg Series, lançamento que abrangeu todos os 72 shows da turnês americana e européia.

Este ano eles estão de volta com Riot Act, que deve ser lançado em novembro. Pude ouvir uma versão unmastered(?) que anda rolando pela internet. O CD é composto por 15 músicas onde desfila o estilo grunge já bastante lapidado pela banda, dando continuidade a sonoridade de Binaural, como se pode ver pelo primeiro single, I Am Mine. Ou seja, nenhuma delas possui um brilho individual, mas funcionam no conjunto. As novidades ficam por conta do arranjo "semi-techno" de You Are e as volcalizações em estilo gospel de Arc. Mas, com certeza, o destaque vai para a bela Thumbing My Way.

Recomendado!


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