| O Melhor de 2002
Chega o fim do ano e dá aquela vontade de fazer uma lista com os melhores CDs lançados. Portanto, antes que o ano termine, aqui vão os 10 discos que achei mais legais em 2002, mas considerem que alguns trabalhos não pude ouvir ainda - como os novos do Badly Drawn Boy, Have You Fed the Fish, do Wilco, Yankee Hotel Foxtrot, e do Elvis Costello, When I Was Cruel que, pelo o que ouço falar, estão muito bons! - fico devendo estes para o ano que vem! 1 - A Rush Of Blood To The Head, Coldplay. Fazendo um som realmente cativante logo na primeira audição, prá mim é a nova banda britânica a dominar o cenário nos próximos anos, se o Radiohead não cair na real e resolver retomar o posto. 3 - About a Boy, Badly Drawn Boy. É uma trilha sonora, mas podia até ser um disco solo, tal a coesão e o apelo das canções. 4 - Longo Caminho, Paralamas. As canções foram escritas antes do acidente com Herbert, mas certamente não deviam ter a mesma intensidade como agora. Rock puro e honesto, como só a última grande banda brazuca sabe fazer. 5 - Sea Change, Beck. O mais novo poeta dark de plantão, num disco armagurado, diferente de tudo que ele já fez! 6 - Human Conditions, Richard Ashcroft. Outro exemplo de que sempre há esperança para o rock na terra do titio Blair... 7 - The Rising, Bruce Springsteen. Quem imaginaria que um dia eu ainda ia curtir The Boss? Um disco maduro sobre um assunto delicado e ao mesmo tempo muito fácil de se tornar oportunista. 8 - Speaking of Now, Pat Metheny. Desnecessário falar algo sobre Pat Metheny, basta ouvir... 9 - More Than You Think You Are, Matchbox Twenty. Não sai mais do CD player do carro... 10 - Riot Act, Pearl Jam. Ficou faltando pouco para pegar uma melhor colocação, mas com certeza merece estar aqui. Outros destaques: Blood Money (Tom Waits), Busted Stuff (Dave Matthews Band), Up (Peter Gabriel), The Last DJ (Tom Petty) e The Ragpicker's Dream (Mark Knopfler). Decepções: Are You Passionate? (Neil Young), Heathen Chemistry (Oasis) e One By One (Foo Fighters). Coletâneas: Elv1s 30 #1 Hits (Elvis Presley), The Best Of 1990-2000 (U2) e Greatest Hits (Bjork). Por enquanto, that´s all, folks! Em breve, faço uma revisão, pois em matérias de listas desse tipo, nada é imutável... |
30 de dez. de 2002
27 de dez. de 2002
| Irlandeses em retrospectiva digital
Ficou reservado para o fim-do-ano o lançamento dos dois melhores DVDs de videos de 2002. E, por coincidência, ambos guardam algumas semelhanças entre si: ambos são de bandas irlandesas e abrangem o período da última década (os anos 90). O fato dos dois DVDs estarem em 2.0 canais é, dos males, o menor, visto que os vídeo-clipes servem para promover as faixas dos CDs, são originalmente feitos para TV e por isso mantem a mesma mixagem. A falta de 5.1 canais só é realmente sentida na apresentação dos Cranberries em Vicar Street. Sem a menor sombra de dúvida, dois lançamentos imperdíveis... |
17 de dez. de 2002
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Após os dois rocks que abrem o CD, as músicas que se seguem atestam a capacidade do quinteto da Florida de construir melodias cativantes e arranjos básicos, variados e corretos. Bright Lights lembra o rock setentista do Black Crowes; Hand Me Down é uma balada pungente e linda; Downfall tem um côro gospel; e Soul merece o nome, pois definitivamente mexe com a alma de qualquer um. A voz rouca de Thomas, que contribuiu tanto para o sucesso deles quanto de sua parceria com Santana na premiada Smooth, soa levemente diferente em algumas canções, como em All I Need que, diga-se de passagem, parece saída de uma sessão de estúdio do memorável Roy Orbison e é uma das melhores do disco. Terá sido apenas impressão minha, ou mais uma prova da versatilidade do rapaz? Enfim, More Than You Think You Are tem tudo a ver com o verão e as férias que estão chegando... Resta saber quando é que vão lançar por aqui... |
6 de dez. de 2002
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22 de nov. de 2002
Fãs dos Smiths já podem comemorar!
Enquanto Morrissey está dando uma pausa em sua melancolia, Johnny Marr, o gênio da guitarra por trás da mais querida banda de Manchester, está de volta com o Johnny Marr + the Healers no álbum Boomslang. A música Down on the Corner pode ser baixada no site oficial. Ouça e diga se não é verdade que um ótimo disco está vindo por aí. O CD deve ser lançado em 4 de fevereiro, portanto é aguardar e conferir...
Enquanto Morrissey está dando uma pausa em sua melancolia, Johnny Marr, o gênio da guitarra por trás da mais querida banda de Manchester, está de volta com o Johnny Marr + the Healers no álbum Boomslang. A música Down on the Corner pode ser baixada no site oficial. Ouça e diga se não é verdade que um ótimo disco está vindo por aí. O CD deve ser lançado em 4 de fevereiro, portanto é aguardar e conferir...
13 de nov. de 2002
Metrô do Rock
A revista Superinteressante do mês de novembro (Ed. 182), na seção SuperNovas, trás um infográfico muito legal onde, na forma de um imaginário mapa de acesso às linhas de metrô, resume a história do Rock, desde suas origens no R&B e Country até a sua diversificação entre estilos tão díspares como Nü-Metal e Trip Hop, identificados como "conexões". E a cada estação figuram as bandas e artistas que mais se detacaram no seu estilo. Vale a pena conferir, seja por curiosidade ou para enteder um pouco mais desse tal de rock'n'roll.
A revista Superinteressante do mês de novembro (Ed. 182), na seção SuperNovas, trás um infográfico muito legal onde, na forma de um imaginário mapa de acesso às linhas de metrô, resume a história do Rock, desde suas origens no R&B e Country até a sua diversificação entre estilos tão díspares como Nü-Metal e Trip Hop, identificados como "conexões". E a cada estação figuram as bandas e artistas que mais se detacaram no seu estilo. Vale a pena conferir, seja por curiosidade ou para enteder um pouco mais desse tal de rock'n'roll.
8 de nov. de 2002
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A sonoridade fusion ainda é a mesma de Imaginary Day (1997), acrescida de novos arranjos e vocais - estes bastante utilizados, por sinal -, ficando a cargo dos colaboradores Richard Bona, Cuong Vu e Antonio Sanchez. Mesmo que após a primeira audição, Speaking Of Now aparente não contribuir muito à discografia de Pat Metheny, novas e mais atentas audições desfazem este equívoco e comprovam que a sua verve de compositor e seu talento como arranjador estão longe de se esgotar... |
4 de nov. de 2002
Saiu na Veja dessa semana:
Acima de todas as outras The Best of 1990-2000 traz hits da época em que o U2 caiu na farra e virou a maior banda de rock do mundo.
por Sérgio Martins
Vinte e dois anos é uma idade e tanto para uma banda de rock. A maioria se desfaz bem antes disso. As que resistem quase sempre mostram as marcas do tempo. O U2 é um caso raro. Surgido em 1980, na Irlanda, ele não só continua na ativa como vai driblando o envelhecimento. Segundo um levantamento da revista Rolling Stone, divulgado há alguns meses, ninguém lucrou mais que o U2 no ano passado. Foram 62 milhões de dólares, graças, sobretudo, ao sucesso da turnê Elevation, que teve a maioria de seus shows lotados. Além disso, em vez de perder fãs, tudo indica que o grupo está ganhando novos. Se o disco Pop, de 1997, vendeu 3 milhões de cópias ao redor do mundo, All That You Can't Leave Behind, lançado em 2000, já superou a barreira dos 10 milhões de unidades. A música de Bono Vox, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. não se fossilizou. A melhor prova disso está na coletânea The Best of 1990-2000, que chega às lojas nesta semana e mostra uma banda que, em dez anos, mudou bastante sem perder a identidade.
No final dos anos 80, o U2 já havia alcançado o status de uma megabanda. Era célebre pelo engajamento em causas políticas e trabalhava também com gêneros como o blues e o gospel. Foi quando Bono e The Edge começaram a flertar
com a música eletrônica. Talvez tenha sido o momento mais tenso na história do grupo. Enquanto o vocalista e o guitarrista insistiam em dar uma guinada, o baixista Clayton e o baterista Mullen Jr. preferiam manter tudo como estava. Finalmente, prevaleceu a opinião dos dois primeiros e, em 1991, o U2 lançou Achtung Baby, um disco dançante, cheio de computadores e mais próximo do pop do que qualquer outra coisa que eles já tinham feito. Essa linha foi mantida no correr da década e só recentemente, com All That You Can't Leave Behind, o grupo voltou a soar mais "acústico". Todos os principais hits do período como One, Lemon e Even Better Than the Real Thing fazem parte de The Best of 1990-2000, que traz de bônus duas canções inéditas e um CD extra com músicas menos conhecidas.
Assim como a música, a atitude dos integrantes do U2 mudou nos anos 90. Eles passaram a fazer clipes provocadores, a dar entrevistas zombeteiras, a brincar mais com o estrelato às vezes de maneira perigosa. Quando alguém lhes pergunta sobre o uso de drogas naquela fase, eles costumam despistar com respostas absurdas. "Sim, é claro, nós cheirávamos napalm antes de cada show", disse certa vez The Edge. Mas há bons indícios de que no início dos anos 90 Bono e companhia acrescentaram alguns estímulos químicos às suas farras. Nesse embalo, seria de esperar que o engajamento político da banda tivesse diminuído. Curiosamente, foi o contrário que ocorreu. Se, nos anos 80, o U2 punha bandeiras brancas para ondular no palco em favor da paz, com a turnê Zoo TV (1992) ele encontrou uma maneira muito mais efetiva de causar impacto: em cada um dos shows, gigantescos painéis transmitiam por satélite imagens da Bósnia arrasada pela guerra civil. Nos anos seguintes, Bono foi se tornando um porta-voz cada vez mais ativo de causas nobres e, embora muita gente torça o nariz, esse é outro motivo para a popularidade do U2.
Sua cruzada atual é pelo perdão da dívida externa dos países do Terceiro Mundo. Ele já se encontrou com vários líderes políticos importantes. Em março, teve uma audiência com o presidente americano George W. Bush. Saiu dela com a promessa de que os Estados Unidos investirão 5 bilhões de dólares no desenvolvimento de países africanos, desde que eles sanem seus problemas de corrupção. Comprova-se que, como político, Bono é um excelente pop star.
Bono já foi mais carola
Aos 41 anos, o inglês Dave Evans diz que às vezes se esquece de seu nome verdadeiro. "Sou The Edge. Até o namorado da minha filha me chama assim", brinca. O apelido, que poderia ser traduzido como "o afiado", deve-se ao fato de ele ser considerado um sujeito que está sempre um passo à frente. Melhor músico do U2, e porta-voz da banda na ausência de Bono Vox, The Edge falou a VEJA de Dublin, Irlanda.
Veja: O U2 é realmente uma banda de amigos?
The Edge: Sim. Nós nos vemos sempre. Desde a infância, Bono é meu melhor amigo e até compôs músicas para me consolar quando me separei. No dia em que tivermos uma briga feia, encerraremos o grupo. Nada mais deprimente do que essas bandas cujos integrantes se xingam pelos jornais, mas se reúnem de tempos em tempos para lançar um CD medíocre.
Veja: Bono Vox quer mesmo salvar o mundo ou é apenas pose?
The Edge: Ele já foi mais carola. Bono corria o risco de virar uma caricatura de santo, mas hoje está mais realista. Agora, se ele quer usar seu carisma para ajudar as pessoas, por que não fazê-lo? Ele é bom nisso. São raras as celebridades que conseguem ser ouvidas por líderes políticos como Bono consegue.
Veja: As atividades extrabanda de Bono nunca atrapalharam a banda?
The Edge: Eu acho que elas ajudam. A política leva Bono a criar boas letras. Além disso, ele é uma pessoa extremamente disciplinada. Sempre reserva um tempo para o U2.
Veja: Você é pai de três adolescentes. Procura controlar o que eles ouvem em casa?
The Edge: Eu me preocupo. E não acharia ruim se as gravadoras tomassem mais cuidado com aquilo que lançam. Mas não me peça para falar mal de letras como a do rapper Eminem. Não creio que, como artista, deva dizer aos outros o que compor ou não. Felizmente, minhas meninas são roqueiras de bom gosto. Ultimamente, estão numa fase punk rock."
Acima de todas as outras The Best of 1990-2000 traz hits da época em que o U2 caiu na farra e virou a maior banda de rock do mundo.
por Sérgio Martins
Vinte e dois anos é uma idade e tanto para uma banda de rock. A maioria se desfaz bem antes disso. As que resistem quase sempre mostram as marcas do tempo. O U2 é um caso raro. Surgido em 1980, na Irlanda, ele não só continua na ativa como vai driblando o envelhecimento. Segundo um levantamento da revista Rolling Stone, divulgado há alguns meses, ninguém lucrou mais que o U2 no ano passado. Foram 62 milhões de dólares, graças, sobretudo, ao sucesso da turnê Elevation, que teve a maioria de seus shows lotados. Além disso, em vez de perder fãs, tudo indica que o grupo está ganhando novos. Se o disco Pop, de 1997, vendeu 3 milhões de cópias ao redor do mundo, All That You Can't Leave Behind, lançado em 2000, já superou a barreira dos 10 milhões de unidades. A música de Bono Vox, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. não se fossilizou. A melhor prova disso está na coletânea The Best of 1990-2000, que chega às lojas nesta semana e mostra uma banda que, em dez anos, mudou bastante sem perder a identidade.
No final dos anos 80, o U2 já havia alcançado o status de uma megabanda. Era célebre pelo engajamento em causas políticas e trabalhava também com gêneros como o blues e o gospel. Foi quando Bono e The Edge começaram a flertar
com a música eletrônica. Talvez tenha sido o momento mais tenso na história do grupo. Enquanto o vocalista e o guitarrista insistiam em dar uma guinada, o baixista Clayton e o baterista Mullen Jr. preferiam manter tudo como estava. Finalmente, prevaleceu a opinião dos dois primeiros e, em 1991, o U2 lançou Achtung Baby, um disco dançante, cheio de computadores e mais próximo do pop do que qualquer outra coisa que eles já tinham feito. Essa linha foi mantida no correr da década e só recentemente, com All That You Can't Leave Behind, o grupo voltou a soar mais "acústico". Todos os principais hits do período como One, Lemon e Even Better Than the Real Thing fazem parte de The Best of 1990-2000, que traz de bônus duas canções inéditas e um CD extra com músicas menos conhecidas.
Assim como a música, a atitude dos integrantes do U2 mudou nos anos 90. Eles passaram a fazer clipes provocadores, a dar entrevistas zombeteiras, a brincar mais com o estrelato às vezes de maneira perigosa. Quando alguém lhes pergunta sobre o uso de drogas naquela fase, eles costumam despistar com respostas absurdas. "Sim, é claro, nós cheirávamos napalm antes de cada show", disse certa vez The Edge. Mas há bons indícios de que no início dos anos 90 Bono e companhia acrescentaram alguns estímulos químicos às suas farras. Nesse embalo, seria de esperar que o engajamento político da banda tivesse diminuído. Curiosamente, foi o contrário que ocorreu. Se, nos anos 80, o U2 punha bandeiras brancas para ondular no palco em favor da paz, com a turnê Zoo TV (1992) ele encontrou uma maneira muito mais efetiva de causar impacto: em cada um dos shows, gigantescos painéis transmitiam por satélite imagens da Bósnia arrasada pela guerra civil. Nos anos seguintes, Bono foi se tornando um porta-voz cada vez mais ativo de causas nobres e, embora muita gente torça o nariz, esse é outro motivo para a popularidade do U2.
Sua cruzada atual é pelo perdão da dívida externa dos países do Terceiro Mundo. Ele já se encontrou com vários líderes políticos importantes. Em março, teve uma audiência com o presidente americano George W. Bush. Saiu dela com a promessa de que os Estados Unidos investirão 5 bilhões de dólares no desenvolvimento de países africanos, desde que eles sanem seus problemas de corrupção. Comprova-se que, como político, Bono é um excelente pop star.
Bono já foi mais carola
Aos 41 anos, o inglês Dave Evans diz que às vezes se esquece de seu nome verdadeiro. "Sou The Edge. Até o namorado da minha filha me chama assim", brinca. O apelido, que poderia ser traduzido como "o afiado", deve-se ao fato de ele ser considerado um sujeito que está sempre um passo à frente. Melhor músico do U2, e porta-voz da banda na ausência de Bono Vox, The Edge falou a VEJA de Dublin, Irlanda.
Veja: O U2 é realmente uma banda de amigos?
The Edge: Sim. Nós nos vemos sempre. Desde a infância, Bono é meu melhor amigo e até compôs músicas para me consolar quando me separei. No dia em que tivermos uma briga feia, encerraremos o grupo. Nada mais deprimente do que essas bandas cujos integrantes se xingam pelos jornais, mas se reúnem de tempos em tempos para lançar um CD medíocre.
Veja: Bono Vox quer mesmo salvar o mundo ou é apenas pose?
The Edge: Ele já foi mais carola. Bono corria o risco de virar uma caricatura de santo, mas hoje está mais realista. Agora, se ele quer usar seu carisma para ajudar as pessoas, por que não fazê-lo? Ele é bom nisso. São raras as celebridades que conseguem ser ouvidas por líderes políticos como Bono consegue.
Veja: As atividades extrabanda de Bono nunca atrapalharam a banda?
The Edge: Eu acho que elas ajudam. A política leva Bono a criar boas letras. Além disso, ele é uma pessoa extremamente disciplinada. Sempre reserva um tempo para o U2.
Veja: Você é pai de três adolescentes. Procura controlar o que eles ouvem em casa?
The Edge: Eu me preocupo. E não acharia ruim se as gravadoras tomassem mais cuidado com aquilo que lançam. Mas não me peça para falar mal de letras como a do rapper Eminem. Não creio que, como artista, deva dizer aos outros o que compor ou não. Felizmente, minhas meninas são roqueiras de bom gosto. Ultimamente, estão numa fase punk rock."
29 de out. de 2002
| Beleza e talento andam juntos, sim!
Live in Paris capta Diana Krall em um momento autêntico de desenvoltura musical e intensa carga emocional, baseando quase todo o repertório do show nos dois últimos CDs When I Look In Your Eyes e The Look Of Love, que não são os melhores de sua carreira, já que exploram mais o seu lado romântico como crooner do que como pianista de raízes jazzísticas, mas estão acima da média. Diana é acompanhada por uma banda simplesmente perfeita e por uma orquestra que não se destaca mais do que o necessário, tornando a apresentação puro deleite, com um imagem fantástica e um som envolvente, com bastante destaque para os graves. Algumas músicas receberam arranjos levemente diferenciados das gravações de estúdio - o que é natural. Devil May Care, por exemplo, está com um andamento mais acelerado e, da mesma forma que outras canções, ficou recheada de solos e improvisações, onde os músicos, inclusive Diana, têm espaço para esbanjar intimidade com seu instrumento. De quebra, ela nos brinda ainda com versões caprichadas e personalíssimas de standards como Under My Skin e I Get Along. Diferente de outras divas, em especial as que o mundo pop constantemente nos tem "presenteado", Diana Krall continua sendo o melhor exemplo de que beleza e talento podem andar harmoniosamente juntos. |
22 de out. de 2002
Está saindo este mês o DVD Classic Albums: The Joshua Tree, do U2. Na verdade é um documentário antigo, mas só agora foi lançado com legendas em português.
Neste DVD estão reunidos comentários dos integrantes do U2 com os produtores Brian Eno, Daniel Lanois e Steve Lillywhite, em volta da mesa de mixagem, ou em entrevistas isoladas, contando como foi o processo de criação e gravação do melhor album da banda. Tem momentos bastante interessantes até, como The Edge ensinando o solo de With Or Without You, ou a explicação para o misterioso cactus que deu nome ao disco, mas não há clipes das músicas, apenas pequenos trechos dos mesmos. As exceções são Running To Stand Still, ao vivo em Sidney na turnê ZooTV, e de Sweetest Thing, que não faz parte do disco, mas foi escrita na mesma época. Ambas aparecem integralmente.
Obrigatório para os fãs!
As informações abaixo foram tiradas do site da AllDVD.
Sinopse:
Lançado em março de 1987, The Joshua Tree, do U2, tornou-se rapidamente o álbum com mais cópias vendidas em menos tempo na história da Inglaterra - 250 mil discos na primeira semana de lançamento. Nos EUA, teve o mesmo sucesso, ficando no topo da parada de álbuns mais vendidos da Billboard durante 9 semanas.
The Joshua Tree continuou entre os 40 mais vendidos durante 58 semanas, e também ganhou o Grammy de melhor álbum do ano. Além disso, teve singles de grande sucesso como `With or Without You´ e `I Still Haven´t Found What I´m Looking For´ (que chegaram ao 1o lugar no Top 100 da Billboard nos Estados Unidos), e `Where the Streets Have No Name´.
Neste DVD, você vai conhecer a história da produção desse álbum, em entrevistas com os membros da banda Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen, complementadas por imagens de arquivo. Paul McGuinness, que foi por muito tempo empresário do U2, revela como o álbum catapultou o grupo para o superestrelato. Elvis Costello colabora no papel de grande fã do U2. Você também vai ver entrevistas com Steve Lillywhite, que remixou o álbum e, é claro, com os
co-produtores Brian Eno e Daniel Lanois. Brian Eno conta a verdadeira história de como os originais de `Where the Streets Have No Name´ quase foram destruídos, e de como uma das melhores músicas do U2 foi o resultado de um aniversário esquecido.
Lembranças e grandes performances fazem a história de um dos mais famosos e melhores álbuns dos anos 80, um verdadeiro Classic Album.
Músicas do DVD:
01- Início do Programa; Um Disco Irlandês de Verdade
02- "I Still Haven´t Found What I´m Looking For"
03- "With or Without You"
04- The Edge & a Guitarra
05- Flood, o Engenheiro de Som
06- "Mothers of the Disappeared"
07- "Bullet the Blue Sky"
08- "Where the Streets Have No Name"
09- "Exit"
10- "Running to Stand Still"
11- "The Sweetest Thing"
12- Créditos Finais
Informações técnicas:
VIDEO: Standard
AUDIO: Inglês: Dolby Digital 2.0
LEGENDAS: Português, Espanhol e Inglês
GÊNERO: Rock/Pop Internacional
ANO DE PRODUÇÃO: 1987
ESTUDIO: ST2
DURAÇÃO: 60 min
DATA LANÇAMENTO: 16/10/2002
Neste DVD estão reunidos comentários dos integrantes do U2 com os produtores Brian Eno, Daniel Lanois e Steve Lillywhite, em volta da mesa de mixagem, ou em entrevistas isoladas, contando como foi o processo de criação e gravação do melhor album da banda. Tem momentos bastante interessantes até, como The Edge ensinando o solo de With Or Without You, ou a explicação para o misterioso cactus que deu nome ao disco, mas não há clipes das músicas, apenas pequenos trechos dos mesmos. As exceções são Running To Stand Still, ao vivo em Sidney na turnê ZooTV, e de Sweetest Thing, que não faz parte do disco, mas foi escrita na mesma época. Ambas aparecem integralmente.
Obrigatório para os fãs!
As informações abaixo foram tiradas do site da AllDVD.
Sinopse:
The Joshua Tree continuou entre os 40 mais vendidos durante 58 semanas, e também ganhou o Grammy de melhor álbum do ano. Além disso, teve singles de grande sucesso como `With or Without You´ e `I Still Haven´t Found What I´m Looking For´ (que chegaram ao 1o lugar no Top 100 da Billboard nos Estados Unidos), e `Where the Streets Have No Name´.
Neste DVD, você vai conhecer a história da produção desse álbum, em entrevistas com os membros da banda Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen, complementadas por imagens de arquivo. Paul McGuinness, que foi por muito tempo empresário do U2, revela como o álbum catapultou o grupo para o superestrelato. Elvis Costello colabora no papel de grande fã do U2. Você também vai ver entrevistas com Steve Lillywhite, que remixou o álbum e, é claro, com os
co-produtores Brian Eno e Daniel Lanois. Brian Eno conta a verdadeira história de como os originais de `Where the Streets Have No Name´ quase foram destruídos, e de como uma das melhores músicas do U2 foi o resultado de um aniversário esquecido.
Lembranças e grandes performances fazem a história de um dos mais famosos e melhores álbuns dos anos 80, um verdadeiro Classic Album.
Músicas do DVD:
01- Início do Programa; Um Disco Irlandês de Verdade
02- "I Still Haven´t Found What I´m Looking For"
03- "With or Without You"
04- The Edge & a Guitarra
05- Flood, o Engenheiro de Som
06- "Mothers of the Disappeared"
07- "Bullet the Blue Sky"
08- "Where the Streets Have No Name"
09- "Exit"
10- "Running to Stand Still"
11- "The Sweetest Thing"
12- Créditos Finais
Informações técnicas:
VIDEO: Standard
AUDIO: Inglês: Dolby Digital 2.0
LEGENDAS: Português, Espanhol e Inglês
GÊNERO: Rock/Pop Internacional
ANO DE PRODUÇÃO: 1987
ESTUDIO: ST2
DURAÇÃO: 60 min
DATA LANÇAMENTO: 16/10/2002
16 de out. de 2002
Aqui está um livro que eu gostaria que saísse no Brasil: A Love Supreme: The Story of John Coltrane's Signature Album.
Conhecer um pouco mais sobre a história da concepção daquele que considero o melhor disco de jazz já gravado seria muito interessante. Mas tendo em vista o público que o jazz clássico tem no país, fico imaginando se será possível encontrá-lo algum dia na livraria....
Conhecer um pouco mais sobre a história da concepção daquele que considero o melhor disco de jazz já gravado seria muito interessante. Mas tendo em vista o público que o jazz clássico tem no país, fico imaginando se será possível encontrá-lo algum dia na livraria....
15 de out. de 2002
| Counting Crows - Hard Candy
Não sou só eu quem está dizendo: Hard Candy é o melhor disco dos Crows desde August And Everything After, se não for o melhor da carreira da banda. Confiram o All Music Guide, por exemplo. O disco impressiona também por algumas mudanças na sonoridade do Counting Crows: o passeio por estilos levemente diferenciados com o uso de arranjos novos ou pouco explorados anteriormente (como os vários backing vocals que compõem as harmonizações) refletem uma nítida preocupação em deixar a música tão marcante quanto as letras. Com certeza, a mão de Steve Lillywhite (U2, Morrissey, Dave Matthews Band) na produção se fez notar, visto que invariavelmente ele costuma dar mais brilho aos trabalhos de que participa. As melhores do CD são: American Girls (uma elegia "ensolarada" às... american girls, lógico! e com participação de Sheryl Crow), Miami (só Duritz consegue fazer uma canção de amor como esta) e Up All Night, cuja letra não podia ser mais desencanada (I've been up all night/I might sleep all day/Get your dreams just right/Then let 'em slip away/I might sleep all day.../It's too late to get high now). Recomendação: alta rotação no seu CD player... |
| Before anyone did anything ELVIS did everything Esta frase, colocada no interior do CD 30 #1 Hits, resume e explica todo o fascínio em torno do mito Elvis Presley. Mas falar sobre o Rei é chover no molhado, portanto vou dizer apenas que esta coletânea lançada para comemorar o 25º aniversário da sua morte, está um luxo só. O encarte é outro destaque. Igualmente luxuoso, com uma qualidade surpreendente para um CD de fabricação nacional, está à altura do conjunto e da homengem. Para quem não tem ainda uma coletânea do Elvis, 30 #1 Hits é fundamental. Para quem já possui alguma discografia dele, vale a pena pela qualidade sonora. Posso garantir que você jamais ouviu o Rei assim! |
10 de out. de 2002
A pergunta que não quer calar é: The Verve soava como Richard Ashcroft ou Richard Ashcroft soa como The Verve?
Depois de uma brilhante estréia solo com Alone With Everybody, em 2000, o ex-líder de uma das bandas inglesas mais bacanas da última década (e pouco lembrada!) está lançando seu novo trabalho: Human Conditions. Com uma produção mais amadurecida e pronta para superar aquela sombra da eterna comparação com seu extinto grupo, Ashcroft comove com as melodias de Buy It In Bottles e Lord I've Been Trying, ao mesmo tempo que mostra seu talento como arranjador em Check The Meaning ou Paradise. Enfim, são canções que acabam lembrando The Verve, é claro, mas nem por isso deixam de acrescentar um pouco mais de brilho às paradas britânicas.
Human Conditions está imperdível! Ou, como recomendaria aquela revista: ouça sem parar!
Site Oficial: www.richardashcroft.com
Depois de uma brilhante estréia solo com Alone With Everybody, em 2000, o ex-líder de uma das bandas inglesas mais bacanas da última década (e pouco lembrada!) está lançando seu novo trabalho: Human Conditions. Com uma produção mais amadurecida e pronta para superar aquela sombra da eterna comparação com seu extinto grupo, Ashcroft comove com as melodias de Buy It In Bottles e Lord I've Been Trying, ao mesmo tempo que mostra seu talento como arranjador em Check The Meaning ou Paradise. Enfim, são canções que acabam lembrando The Verve, é claro, mas nem por isso deixam de acrescentar um pouco mais de brilho às paradas britânicas.
Human Conditions está imperdível! Ou, como recomendaria aquela revista: ouça sem parar!
Site Oficial: www.richardashcroft.com
4 de out. de 2002
Os 100 melhores
Saiu o resultado do The Reader's 100 da Rolling Stone, no qual os leitores e internautas da revista escolheram os 100 melhores ou mais significativos discos já lançados sendo que cada um podia indicar até 10. Apesar da presença de muita coisa recente e, convenhamos, inexpressiva (mas até justificável, se levarmos em conta os atuais leitores) e da "goleada" dos Beatles, já dá para ter uma idéia o quanto nossa "discoteca básica" está ou não atualizada (das minhas indicações, 7 estão presentes).
Os dez primeiros foram:
The Beatles - Revolver (1965)
Nirvana - Nevermind (1991)
The Beatles - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967)
U2 - The Joshua Tree (1987)
The Beatles - The Beatles (The White Album) (1968)
The Beatles - Abbey Road (1969)
Guns n' Roses - Appetite for Destruction (1987)
Radiohead - OK Computer (1997)
Led Zeppelin - Led Zeppelin IV (1971)
U2 - Achtung Baby (1991)
Confira a lista completa no site da Rolling Stone.
Saiu o resultado do The Reader's 100 da Rolling Stone, no qual os leitores e internautas da revista escolheram os 100 melhores ou mais significativos discos já lançados sendo que cada um podia indicar até 10. Apesar da presença de muita coisa recente e, convenhamos, inexpressiva (mas até justificável, se levarmos em conta os atuais leitores) e da "goleada" dos Beatles, já dá para ter uma idéia o quanto nossa "discoteca básica" está ou não atualizada (das minhas indicações, 7 estão presentes).
Os dez primeiros foram:
The Beatles - Revolver (1965)
Nirvana - Nevermind (1991)
The Beatles - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967)
U2 - The Joshua Tree (1987)
The Beatles - The Beatles (The White Album) (1968)
The Beatles - Abbey Road (1969)
Guns n' Roses - Appetite for Destruction (1987)
Radiohead - OK Computer (1997)
Led Zeppelin - Led Zeppelin IV (1971)
U2 - Achtung Baby (1991)
Confira a lista completa no site da Rolling Stone.
27 de set. de 2002
| Uma década de Pearl Jam A primeira vez que eu ouvi o Pearl Jam... Lembro de ter assistido na MTV ao clipe de Even Flow e ter achado muito legal a parte em que a banda ficava por um bom tempo fazendo um jamming com o riff básico da música, enquanto Eddie Vedder escalava a galeria do palco onde tocavam para, em seguida, fazer um moshing e retornar para o final da música. Após ouvir todo o CD, eu não tinha dúvidas: Ten estava entre os dez melhores discos dos anos 90, superando até o badalado Nevermind, do Nirvana, na minha opinião. É claro que não era. Mesmo com momentos altos (Vs., Vitalogy, Yield) e baixos (No Code e Binaural) na seqüência, a banda é dona de uma discografia respeitável, vista e revista à exaustão recentemente no Bootleg Series, lançamento que abrangeu todos os 72 shows da turnês americana e européia. Este ano eles estão de volta com Riot Act, que deve ser lançado em novembro. Pude ouvir uma versão unmastered(?) que anda rolando pela internet. O CD é composto por 15 músicas onde desfila o estilo grunge já bastante lapidado pela banda, dando continuidade a sonoridade de Binaural, como se pode ver pelo primeiro single, I Am Mine. Ou seja, nenhuma delas possui um brilho individual, mas funcionam no conjunto. As novidades ficam por conta do arranjo "semi-techno" de You Are e as volcalizações em estilo gospel de Arc. Mas, com certeza, o destaque vai para a bela Thumbing My Way. Recomendado! |
26 de set. de 2002
De volta...
Talvez este seja o CD mais aguardado dos Paralamas, devido a tragédia recente por que passou Herbert Vianna. Eu, porém, encaro o lançamento com outros olhos. Diante da falta de inspiração generalizada do rock brasilis, está cada vez mais difícil ouvir-se algo realmente interessante. (Sinceramente, de todas as bandas no atual cenário brasileiro, a única que vem apresentando um trabalho com alguma dignidade é o Pato Fu)
Por isso fui até o site do CD Longo Caminho escutar as novas músicas. Lá tem uma amostra de cerca de 1 minuto de cada uma delas. Mesmo esse pequeno "tira-gosto" já deixa muita água na boca. Herbert Vianna & Cia. continuam fazendo aquilo que fazem melhor: baladas e rocks com cores locais da mais alta qualidade - e dignos de representarem o pouco que sobrou do nosso rock. Basta ouvir a faixa de trabalho, O Calibre, com sua guitarra pesada e urgente e a letra refletindo a paranóia urbana (justificável) em que vivemos, para ver que o trio veio novamente mostrar serviço e acabar com essa palhaçada que rola por aí, dizendo-se rock made in Brazil...
O CALIBRE
Herbert Vianna
Eu vivo sem saber
até quando ainda estou vivo
sem saber o calibre do perigo
eu não sei
da onde vem o tiro
por que caminhos você vai e volta
aonde você nunca vai
em que esquinas você nunca pára
a que horas você nunca sai
há quanto tempo você sente medo
quantos amigos você já perdeu
entrincheirado, vivendo em segredo
e ainda diz que não é problema seu
e a vida já não é mais vida
no caos ninguém é cidadão
as promessas foram esquecidas
não há Estado, não há mais nação
perdido em números de guerra
rezando por dias de paz
não vê que é sua a vida que se encerra
com uma nota curta nos jornais
Precisa dizer mais alguma coisa?
Talvez este seja o CD mais aguardado dos Paralamas, devido a tragédia recente por que passou Herbert Vianna. Eu, porém, encaro o lançamento com outros olhos. Diante da falta de inspiração generalizada do rock brasilis, está cada vez mais difícil ouvir-se algo realmente interessante. (Sinceramente, de todas as bandas no atual cenário brasileiro, a única que vem apresentando um trabalho com alguma dignidade é o Pato Fu)
O CALIBRE
Herbert Vianna
Eu vivo sem saber
até quando ainda estou vivo
sem saber o calibre do perigo
eu não sei
da onde vem o tiro
por que caminhos você vai e volta
aonde você nunca vai
em que esquinas você nunca pára
a que horas você nunca sai
há quanto tempo você sente medo
quantos amigos você já perdeu
entrincheirado, vivendo em segredo
e ainda diz que não é problema seu
e a vida já não é mais vida
no caos ninguém é cidadão
as promessas foram esquecidas
não há Estado, não há mais nação
perdido em números de guerra
rezando por dias de paz
não vê que é sua a vida que se encerra
com uma nota curta nos jornais
Precisa dizer mais alguma coisa?
21 de set. de 2002
| Suspense de outro mundo Em Sinais, Shyamalan tentou fazer a sua própria versão de Contatos Imediatos do 3º Grau. Coincidência ou não, até os produtores são parceiros freqüentes de Steven Spielberg. Mas ele foi além, retratando de modo claustrofóbico, a reação gradativa de um fazendeiro (vivido por Mel Gibson) abalado por uma tragédia pessoal e completamente descrente em Deus e na fé que praticou até então, diante de um invasão alienígena. No lugar da memorável seqüência de notas musicais de Contatos, temos marcas gigantescas nas plantações de milho. Ao invés da opulência das naves de Independence Day, discretos sinais luminosos no céu que aos poucos vão transformando a vida de pessoas no planeta inteiro, levando elas e a família de Graham Hess – seu casal de filhos e o irmão –, até a paranóia. O filme demora um pouco para entrar no ritmo certo, mas não cansa. E nem o velho clichê da “família que reforça seus laços de união diante de uma situação incomum” fica muito óbvio. Talvez a única falha tenha sido o diretor querer aumentar sua própria participação como ator no filme. Não há muita coerência em certas situações propostas no filme, em especial nas vistas na seqüência final. É nítida a impressão de que tudo foi arrumado para transmitir ao público doses cavalares de suspense e causar sustos, a exemplo dos vistos em O Sexto Sentido mas ausentes em Corpo Fechado, intercalado-os com momentos de humor bem dosados – uma novidade na obra de Shyamalan. E a fórmula funcionou muito bem... |
17 de set. de 2002
Quer saber se aquele CD recém lançado vale a pena comprar?
O site MAXALBUMS.COM possui centenas de álbuns completos no formato MP3 ou WMA, na grande maioria lançamentos recentes, organizados em ordem alfabética do nome do artista ou grupo.
Em alguns casos é preciso aceitar a instalação de um pequeno applet no Internet Explorer para proceder com o download (lembre-se de ativar a opção "Acesso ao Java" nas configurações avançadas da Microsoft VM e não usar o Java da Sun). Por fim, os arquivos baixados precisam ser renomeados ou descompactados (a senha é sempre fornecida, se for o caso) e voilà...
E o mais importante: COMPRE o CD se você gostar.
O site MAXALBUMS.COM possui centenas de álbuns completos no formato MP3 ou WMA, na grande maioria lançamentos recentes, organizados em ordem alfabética do nome do artista ou grupo.
Em alguns casos é preciso aceitar a instalação de um pequeno applet no Internet Explorer para proceder com o download (lembre-se de ativar a opção "Acesso ao Java" nas configurações avançadas da Microsoft VM e não usar o Java da Sun). Por fim, os arquivos baixados precisam ser renomeados ou descompactados (a senha é sempre fornecida, se for o caso) e voilà...
E o mais importante: COMPRE o CD se você gostar.
16 de set. de 2002
O Relatório da Minoria
Se você não assisitu ainda ao filme Minority Report, de Steven Spielberg, sugiro que não prossiga na leitura deste texto, a fim de não estragar as surpresas reservadas no enredo do mesmo.
Após a leitura de Minority Report - o conto de Philip K. Dick, publicado recentemente pela Record numa compilação de contos do autor com o mesmo título - posso finalmente emitir minha opinião a respeito do filme, fruto de uma colaboração entre Tom Cruise e Steven Spielberg, e que no Brasil recebeu o inexplicável subtítulo de "A Nova Lei"(!)...
Prá começar, são quase duas histórias diferentes. Pré-crime, John Anderton, Witwer, os precogs e o próprio relatório da minoria (o tal minority report que todos se perguntam que diabos é, e por que não traduziram no título...) estão lá, mas com papéis levemente modificados ou graus de importância totalmente invertidos. Spielberg tomou liberdade tal ao narrar seu misto de ficção científica a história policial, que o recheou de tramas paralelas, a fim de nos mostrar a sua própria visão de um futuro que traz ao mesmo tempo uma solução (semi) perfeita (o pré-crime), e sua conseqüência não exatamente ideal, mas necessária (a perda da privacidade). De fato, se ele tivesse se mantido fiel ao conto de 50 páginas de Dick, o filme não duraria mais de uma hora e provavelmente toda a parafernália de efeitos especiais e gadgets que tanto adoramos ver, não teriam lugar.
O que incomoda mais é saber que a idéia principal do conto, embora mantida em algum lugar do filme, dá espaço a um enredo mais intricado, uma mistura de Agatha Christie e Dashiell Hammet, para no final das contas, colocar em cheque essa tal organização capaz de apontar assassinos e suas vítimas, antes mesmo que estes crimes possam acontecer. Mas, se eles ainda não o cometeram, seriam realmente culpados?
A trama se baseia no fato sumamente importante de que o personagem John Anderton, responsável pela organização pré-crime e seu prinicipal defensor, ao descobrir que irá assassinar um homem do qual ele não faz a mínima idéia quem seja, tenta alterar o seu próprio futuro e provar sua inocência. Mesmo que, neste caso, ficasse claro que o sistema era imperfeito. Um conflito entre o interesse individual - o da sobrevivência - contra o coletivo - o da confiabilidade num sistema que já havia encarcerado centenas de homens, supostamente inocentes. Quem ler o conto de Dick, notará que é justamente o relatório da minoria que revelará aos envolvidos na história essa falha na incontestável validade da organização. Sendo três os videntes que anunciam o assassinato a ocorrer, quando havia uma diferença nas visões do futuro de um deles, este relatório era gerado.
Resumindo, o grande mote da trama, e praticamente inexplorado no roteiro do filme, é justamente este "acesso aos dados" que Anderton teve. Se realmente existissem pessoas capazes de prever o futuro, o pré-crime seria uma solução adequada, desde que os criminosos potenciais não tivessem essa informação. Do contrário. eles poderiam desistir do crime e ver-se livres da condenação.
Complicado? Pode ser... Mas neste ponto, o conto é bem mais esclarecedor que o filme, sem dúvida. E nos deixa refletindo na responsabilidade das pessoas que possuem esse tipo informação. Não deveriam elas sempre notificar o criminoso para que ele mude de idéia? Dar a chance a ele de ter o seu próprio relatório da minoria?
O filme, de qualquer forma, vale a pena ser conferido e é, na minha opinião, um dos melhores do ano.
Se você não assisitu ainda ao filme Minority Report, de Steven Spielberg, sugiro que não prossiga na leitura deste texto, a fim de não estragar as surpresas reservadas no enredo do mesmo.
Prá começar, são quase duas histórias diferentes. Pré-crime, John Anderton, Witwer, os precogs e o próprio relatório da minoria (o tal minority report que todos se perguntam que diabos é, e por que não traduziram no título...) estão lá, mas com papéis levemente modificados ou graus de importância totalmente invertidos. Spielberg tomou liberdade tal ao narrar seu misto de ficção científica a história policial, que o recheou de tramas paralelas, a fim de nos mostrar a sua própria visão de um futuro que traz ao mesmo tempo uma solução (semi) perfeita (o pré-crime), e sua conseqüência não exatamente ideal, mas necessária (a perda da privacidade). De fato, se ele tivesse se mantido fiel ao conto de 50 páginas de Dick, o filme não duraria mais de uma hora e provavelmente toda a parafernália de efeitos especiais e gadgets que tanto adoramos ver, não teriam lugar.
O que incomoda mais é saber que a idéia principal do conto, embora mantida em algum lugar do filme, dá espaço a um enredo mais intricado, uma mistura de Agatha Christie e Dashiell Hammet, para no final das contas, colocar em cheque essa tal organização capaz de apontar assassinos e suas vítimas, antes mesmo que estes crimes possam acontecer. Mas, se eles ainda não o cometeram, seriam realmente culpados?
A trama se baseia no fato sumamente importante de que o personagem John Anderton, responsável pela organização pré-crime e seu prinicipal defensor, ao descobrir que irá assassinar um homem do qual ele não faz a mínima idéia quem seja, tenta alterar o seu próprio futuro e provar sua inocência. Mesmo que, neste caso, ficasse claro que o sistema era imperfeito. Um conflito entre o interesse individual - o da sobrevivência - contra o coletivo - o da confiabilidade num sistema que já havia encarcerado centenas de homens, supostamente inocentes. Quem ler o conto de Dick, notará que é justamente o relatório da minoria que revelará aos envolvidos na história essa falha na incontestável validade da organização. Sendo três os videntes que anunciam o assassinato a ocorrer, quando havia uma diferença nas visões do futuro de um deles, este relatório era gerado.
Resumindo, o grande mote da trama, e praticamente inexplorado no roteiro do filme, é justamente este "acesso aos dados" que Anderton teve. Se realmente existissem pessoas capazes de prever o futuro, o pré-crime seria uma solução adequada, desde que os criminosos potenciais não tivessem essa informação. Do contrário. eles poderiam desistir do crime e ver-se livres da condenação.
Complicado? Pode ser... Mas neste ponto, o conto é bem mais esclarecedor que o filme, sem dúvida. E nos deixa refletindo na responsabilidade das pessoas que possuem esse tipo informação. Não deveriam elas sempre notificar o criminoso para que ele mude de idéia? Dar a chance a ele de ter o seu próprio relatório da minoria?
O filme, de qualquer forma, vale a pena ser conferido e é, na minha opinião, um dos melhores do ano.
14 de set. de 2002
Ainda sobre O Senhor dos Anéis: Está muito boa a avaliação de Rigoberto Costa para o DVD A Sociedade do Anel. Confiram a resenha no site Cinema na Sala.
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É torcer e esperar! |
13 de set. de 2002
Eu não disse?
Na edição desta semana da RollingStone, saiu uma matéria com o Coldplay e que pode ser conferida no site da revista. O artigo apenas vem confirmar que todo este hype em cima da banda não é em vão.
Quase no fim tem uma parte bem interessante, dizendo que Noel Gallagher, do Oasis, relembrando certa vez um encontro com o seu "herói" Ian Brown, dos Stone Roses, comentou em relação a Chris Martin, vocalista do Coldplay: "Ian me disse, 'Eu passo a tocha para você', e agora nós estamos passando para eles."
Puxa, e o Blur onde fica nessa?
Na edição desta semana da RollingStone, saiu uma matéria com o Coldplay e que pode ser conferida no site da revista. O artigo apenas vem confirmar que todo este hype em cima da banda não é em vão.
Quase no fim tem uma parte bem interessante, dizendo que Noel Gallagher, do Oasis, relembrando certa vez um encontro com o seu "herói" Ian Brown, dos Stone Roses, comentou em relação a Chris Martin, vocalista do Coldplay: "Ian me disse, 'Eu passo a tocha para você', e agora nós estamos passando para eles."
Puxa, e o Blur onde fica nessa?
12 de set. de 2002
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Em The Best Of 1990-2000, o U2 reúne 15 músicas dos CDs Achtung Baby, Zooropa, Passengers, POP e All That You Can't Leave Behind, mais as inéditas The Hands That Built America (do filme Gangs of New York de Martin Scorsese) e Electrical Storm, que você já deve estar ouvindo por aí.... O CD será duplo, com um disco contendo alguns dos B-Sides que saíram neste período, a exemplo da edição limitada da primeira coletânea The Best Of 1980-1990. Informações sobre o lançamento e a lista de músicas, você encontra no site oficial do U2. |
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Parece que a 3a. temporada do melhor seriado já produzido para televisão vai sair mesmo em DVD ainda este ano, em novembro. Até agora os únicos detalhes que consegui foram de um pequeno release no site da FOX Latin America, os quais reproduzo abaixo, "sofrivelmente" traduzidos do espanhol: A Conspiração se intensifica... Agora você pode ter a 3a. Temporada completa dos Arquivos X. Esta edição de colecionador com 7 discos apresenta os 24 episódios, com cenas do seriado mais famoso, dubladas nos idiomas de todo o mundo, desde "O Caminho da Cura", "Operação Clipe de Papel" e "O Repouso Final de Clyde Bruckman" até "O Mistério do Piper Maru", "Do Espaço Sideral" e "O Milagre", esta terceira temporada é algo que todo fã de Arquivo X deve ter. Características Especiais do DVD:
Duracão Aprox. : 1056 min. |
11 de set. de 2002
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Knopfler é um daqueles guitarristas que coloca em cada riff que compõe a sua marca pessoal - a começar pelo modo como toca (sem palheta). Não há como confundir. As músicas dão continuidade à sonoridade dos seus álbuns solos anteriores, e são bem legais de se ouvir, com destaque para a acústica Marbletown e a jazzísitica faixa-título. Se continuar assim, juro que não sinto saudade do Dire Straits. Recomendado! |
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Coldplay - A Rush of Blood To the Head Confesso que sou um pouco fechado a novidades, desde que o rock em geral, e o britânico em especial, tem mostrado há quase uma década sinais sérios de desgaste. Mas os ingleses (sempre eles) do Coldplay me fizeram rever este conceito mais uma vez. Graças a este A Rush of Blood To the Head, a Inglaterra pode assegurar por mais um ano o posto de berço do melhor rock do planeta. Não há muita novidade no som do Coldplay. Seu primeiro trabalho, Parachutes - inferior, mas igualmente belo - já trazia um toque de Radiohead lá e cá. Este toque permanece em algumas canções do Rush..., mais discreto, é claro, mas quem disse que o que Radiohead fazia no começo era totalmente original? Sinceramente, a originalidade está cada vez escassa no rock. Agora, quanto a inspiração deste quarteto londrino, isso sim, é inegavelmente própria. Melodias de rara beleza, guitarras que não se destacam mais do que devem, teclados melancólicos, vocais idem. Coldplay é o típico representante do brit-pop, mas como não se via há alguns anos... desde que The Verve se desfez; desde que o Oasis partiu para a assumir a bem-sucedida carreira de dar declarações bombásticas e gravar discos insossos; desde que o próprio Radiohead não tivesse ficado tão auto-indulgente em relação aos seus últimos trabalhos. Porém, neste caso a diferença está em terem acertado a fórmula que une o rock básico a momentos brilhantes e únicos como em In My Place, e o seu dedilhado simples e eficaz, The Scientist, que é pura melancolia, e as mais "alegrinhas" Clocks e Daylight. Quanto as demais referências - aquelas que os críticos gostam de usar para poderem rotular a banda -, tem Warning Sign, que lembra The Verve, A Whisper, tem alguma coisa do Pink Floyd e Daylight poderia perfeitamente ter saído da cabeça do Thom Yorke (poderia....). Momentos que trazem um pouco mais de esperança a este estilo já um tanto desacreditado. |
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