30 de dez. de 2003

O melhor ficou para o fim

Eu tinha duas expectativas em relação a O Retorno do Rei: Primeiro, que as alterações de Peter Jackson na história original, que geraram as várias "pontas soltas" deixadas em As Duas Torres, tirassem mais ainda o brilho da trilogia; Segundo, que ele não conseguisse me surpreender, visto eu já conhecer o final da história, após a leitura do livro. Para piorar a situação, a notícia de que as cenas com Saruman seriam totalmente cortadas da parte final da trilogia de O Senhor dos Anéis serviu só para agravar... Ao terminar de assistir o filme, porém, todas as expectativas mostraram-se infundadas.

De fato, Jackson conseguiu concluir muito satisfatoriamente a trilogia. Ao contrário do filme anterior, em O Retorno do Rei ele foi bastante fiel à obra de Tolkien, livrando-se das partes que ficariam chatas na adaptaçao para tela grande, como o próprio Expurgo do Condado. E mesmo a ausência de Saruman foi bem contornada. Dado o devido crédito ao gênio por trás da obra, a produção de Jackson & Cia. foi capaz sim de surpreender pelas fantásticas cenas de batalhas (muito melhores que as do Abismo de Helm), e pela dose certa de apelo emocional.

Pode-se dizer tranqüilamente que O Retorno do Rei é o melhor dos três filmes. Contudo, ele só recebe esse título porque antes houve A Sociedade do Anel e As Duas Torres. É pelo resultado do conjunto que ele vence e não isoladamente. E ainda que esta não seja a melhor trilogia do cinema de todos os tempos, ao menos O Retorno do Rei é um dos melhores filmes que já assisti nos últimos anos.

16 de dez. de 2003

Cura completa

Fãs do Cure, doentes por raridades do grupo inglês, dark por excelência, e um dos mais representativos do pós-punk dos anos 80, vão se deliciar: está prometido para 26/27 de janeiro de 2004, a caixa de 4 CDs com b-sides, raridades, covers, releituras... enfim, tudo o que você sempre quis, mas que nenhum dos albuns oficiais pode oferecer até hoje: THE CURE: JOIN THE DOTS: B-SIDES AND RARITIES, 1978-2001 (THE FICTION YEARS)

Diretamente do site oficial da banda, a embalagem e o "conteúdo" do box:

CD1 (1978 - 1987)
01. 10:15 SATURDAY NIGHT
02. PLASTIC PASSION
03. PILLBOX TALES
04. DO THE HANSA
05. I'M COLD
06. ANOTHER JOURNEY BY TRAIN
07. DESCENT
08. SPLINTERED IN HER HEAD
09. LAMENT (flexipop version)
10. JUST ONE KISS
11. THE DREAM
12. THE UPSTAIRS ROOM
13. LAMENT
14. SPEAK MY LANGUAGE
15. MR PINK EYES
16. HAPPY THE MAN
17. THROW YOUR FOOT
18. NEW DAY
19. THE EXPLODING BOY
20. A FEW HOURS AFTER THIS...
21. A MAN INSIDE MY MOUTH
22. STOP DEAD

CD2 (1987 - 1992)
01. A JAPANESE DREAM
02. BREATHE
03. A CHAIN OF FLOWERS
04. SNOW IN SUMMER
05. SUGAR GIRL
06. ICING SUGAR (weird remix)
07. HEY YOU!!! (kevorkian 12" remix)
08. HOW BEAUTIFUL YOU ARE (clearmountain 7" remix)
09. TO THE SKY
10. BABBLE
11. OUT OF MIND
12. 2 LATE
13. FEAR OF GHOSTS
14. HELLO I LOVE YOU (psychedelic version)
15. HELLO I LOVE YOU
16. HELLO I LOVE YOU (10sec version)
17. HAROLD AND JOE
18. JUST LIKE HEAVEN ('chuck' remix)

CD3 (1992 - 1996)
01. THIS TWILIGHT GARDEN
02. PLAY
03. HALO
04. SCARED AS YOU
05. THE BIG HAND
06. A FOOLISH ARRANGEMENT
07. DOING THE UNSTUCK (saunders 12" remix)
08. PURPLE HAZE (virgin radio version)
09. PURPLE HAZE
10. BURN
11. YOUNG AMERICANS
12. DREDD SONG
13. IT USED TO BE ME
14. OCEAN
15. ADONAIS

CD4 (1996 - 2001)
01. HOME
02. WAITING
03. A PINK DREAM
04. THIS IS A LIE (palmer remix)
05. WRONG NUMBER (smith remix)
06. MORE THAN THIS
07. WORLD IN MY EYES
08. POSSESSION
09. OUT OF THIS WORLD (oakenfold remix)
10. MAYBE SOMEDAY (hedges remix)
11. COMING UP
12. SIGNAL TO NOISE (acoustic version)
13. SIGNAL TO NOISE
14. JUST SAY YES(curve remix)
15. A FOREST (plati/slick version)


Vamos torcer para que chegue por aqui.....

10 de dez. de 2003

"We're gonna be big, big stars"
Mr. Jones, Counting Crows

Eu e meu amigo estávamos em um bar e notamos que algumas garotas na esquina conversavam com o baterista da banda do Chris Isaak. Nós ficamos pensando: "Cara, se nós fôssemos grandes estrelas do rock nós estaríamos falando com aquelas garotas". Eu fui prá casa naquela noite e a escrevi. – Adam Duritz

28 de nov. de 2003

Em casa...

A não ser que seja fã do U2, você provavelmente se perguntará por que deveria adquirir o novo DVD da banda, U2 Go Home – Live at Slane Castle, Ireland, se já possui o Elevation 2001 - Live From Boston e o set list de ambos é praticamente o mesmo. Mas resposta é bem simples: Go Home é melhor que o show de Boston!

Foram duas apresentações no conhecido castelo de Slane, próximo a Dublin, onde o U2 foi buscar inspirações para as canções do disco The Unforgettable Fire, quase duas décadas atrás. A que está no DVD é a segunda, de 1º de setembro de 2001, que só ocorreu porque os ingressos ao show anterior (25/08), esgotaram-se em tempo recorde.

O problema era que a banda nunca pretendeu lançá-lo em DVD, apesar de terem contratado a Dreamchaser para filmar o emocionante retorno da banda ao local, tocando para os 80 mil fãs que estiveram presentes. Foi necessário um abaixo-assinado de 211 páginas, organizado pelo site u2tour.de, e entregue à Universal no início de 2003, para que Bono repensasse sua decisão.

Filmado ao ar livre, num palco maior que o usado em Boston e com o belo Slane Castle todo iluminado ao fundo, o U2 está menos burocrático na execução das músicas, o que é natural quando se chega ao fim de uma turnê. Há mais abertura para os discursos do Bono, antes ou durante as canções, como a lembrança do pai, que havia falecido poucos dias antes, em Kite, ou a dedicação de All I Want Is You à sua esposa, Ali.

Tecnicamente, o DVD também supera o anterior. Durante a filmagem, foram utilizadas câmeras de 35mm e 16mm, responsáveis por uma leve granulação na imagem, semelhante ao efeito utilizado no filme Rattle And Hum. A transferência está excelente, em widescreen anamórfico 16:9, com bom nível de contraste. No som, o destaque vai para a trilha em DTS 5.1, bastante envolvente. É também o show do U2 com o melhor volume de graves que já ouvi.

Mesmo para quem já tem o DVD de Boston, "Go Home" vale pela presença ainda de Out Of Control, Pride, One e de Misterious Ways, como bonus track. O documentário das gravações do Unforgettable Fire, feito em 1983, completam os extras do DVD, sendo o único a possuir legendas em português. Por fim, há alguns bônus para quem possui um computador com DVD-ROM, como a apresentação de três músicas do show em 360°.

24 de nov. de 2003

Norah sings the blues

A primeira vez que vi, achei que fosse mais uma armação "marketeira", aproveitando-se do sucesso que Norah Jones alcançou com o seu trabalho de estréia, Come Away With Me. Na verdade, a etiqueta que a Sum Records – a distribuidora nacional – colocou no CD pode dar essa impressão, destacando com letras garrafais, "O PROJETO QUE REVELOU NORAH JONES".

Mas New York City passa longe disso. E o crédito vai para Peter Malick, guitarrista de blues que há três anos atrás procurava uma vocalista e deparou-se com essa pianista nova-iorquina desconhecida, de 21 anos, convidando-a para o projeto. O resultado é blues contemporâneo de ótima qualidade, muito bem conduzido pelo vocal inconfundível de Norah, e a guitarra à la-Clapton de Malick. É um EP apenas, (7 músicas, 30 minutos), sendo quase todas as canções de autoria dele, com exceção de Heart Of Mine, de Bob Dylan, e do standard do blues de Chicago, All Your Love.

Apesar do correto trabalho do Peter Malick Group, é impossível não se impressionar com a inusitada participação de Norah Jones - quase uma blues singer inveterada!

20 de nov. de 2003

Lista definitiva?

Volta e meia a revista Rolling Stone publica uma lista com os x melhores albuns de todos os tempos. Desta vez foram selecionados 500 e, pelo teor da edição, é prá ser a "lista definitiva". Será? Confira a matéria no site da revista e tire suas próprias conclusões.

Os 100 primeiros da lista são:

1. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, The Beatles
2. Pet Sounds, The Beach Boys
3. Revolver, The Beatles
4. Highway 61 Revisited, Bob Dylan
5. Rubber Soul, The Beatles
6. What's Going On, Marvin Gaye
7. Exile on Main Street, The Rolling Stones
8. London Calling, The Clash
9. Blonde on Blonde, Bob Dylan
10. The Beatles ("The White Album"), The Beatles
11. The Sun Sessions, Elvis Presley
12. Kind of Blue, Miles Davis
13. Velvet Underground and Nico, The Velvet Underground
14. Abbey Road, The Beatles
15. Are You Experienced?, The Jimi Hendrix Experience
16. Blood on the Tracks, Bob Dylan
17. Nevermind, Nirvana
18. Born to Run, Bruce Springsteen
19. Astral Weeks, Van Morrison
20. Thriller, Michael Jackson
21. The Great Twenty-Eight, Chuck Berry
22. Plastic Ono Band, John Lennon
23. Innervisions, Stevie Wonder
24. Live at the Apollo (1963), James Brown
25. Rumours, Fleetwood Mac
26. The Joshua Tree, U2
27. King of the Delta Blues Singers, Vol. 1, Robert Johnson
28. Who's Next, The Who
29. Led Zeppelin, Led Zeppelin
30. Blue, Joni Mitchell
31. Bringing It All Back Home, Bob Dylan
32. Let It Bleed, The Rolling Stones
33. Ramones, Ramones
34. Music From Big Pink, The Band
35. The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars, David Bowie
36. Tapestry, Carole King
37. Hotel California, The Eagles
38. The Anthology, 1947 - 1972, Muddy Waters
39. Please Please Me, The Beatles
40. Forever Changes, Love
41. Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols, The Sex Pistols
42. The Doors, The Doors
43. The Dark Side of the Moon, Pink Floyd
44. Horses, Patti Smith
45. The Band, The Band
46. Legend, Bob Marley and the Wailers
47. A Love Supreme, John Coltrane
48. It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back, Public Enemy
49. At Fillmore East, The Allman Brothers Band
50. Here's Little Richard, Little Richard
51. Bridge Over Troubled Waters, Simon and Garfunkel
52. Greatest Hits, Al Green
53. The Birth of Soul: The Complete Atlantic Rhythm and Blues Recordings, 1952 - 1959, Ray Charles
54. Electric Ladyland, The Jimi Hendrix Experience
55. Elvis Presley, Elvis Presley
56. Songs in the Key of Life, Stevie Wonder
57. Beggars Banquet, The Rolling Stones
58. Trout Mask Replica, Captain Beefheart and His Magic Band
59. Meet the Beatles, The Beatles
60. Greatest Hits, Sly and the Family Stone
61. Appetite for Destruction, Guns n' Roses
62. Achtung Baby, U2
63. Sticky Fingers, The Rolling Stones
64. Phil Spector, Back to Mono (1958 - 1969), Various Artists
65. Moondance, Van Morrison
66. Led Zeppelin IV, Led Zeppelin
67. The Stranger, Billy Joel
68. Off the Wall, Michael Jackson
69. Superfly, Curtis Mayfield
70. Physical Graffiti, Led Zeppelin
71. After the Gold Rush, Neil Young
72. Purple Rain, Prince
73. Back in Black, AC/DC
74. Otis Blue, Otis Redding
75. Led Zeppelin II, Led Zeppelin
76. Imagine, John Lennon
77. The Clash, The Clash
78. Harvest, Neil Young
79. Star Time, James Brown
80. Odessey and Oracle, The Zombies
81. Graceland, Paul Simon
82. Axis: Bold as Love, The Jimi Hendrix Experience
83. I Never Loved a Man the Way I Love You, Aretha Franklin
84. Lady Soul, Aretha Franklin
85. Born in the U.S.A., Bruce Springsteen
86. Let It Be, The Beatles
87. The Wall, Pink Floyd
88. At Folsom Prison, Johnny Cash
89. Dusty in Memphis, Dusty Springfield
90. Talking Book, Stevie Wonder
91. Goodbye Yellow Brick Road, Elton John
92. 20 Golden Greats, Buddy Holly
93. Sign 'o' the Times, Prince
94. Bitches Brew, Miles Davis
95. Green River, Creedence Clearwater Revival
96. Tommy, The Who
97. The Freewheelin' Bob Dylan, Bob Dylan
98. This Year's Model, Elvis Costello
99. There's a Riot Goin' On, Sly and the Family Stone
100. In the Wee Small Hours, Frank Sinatra


Enquanto isso, a revista britânica Q, selecionou as 1001 melhores canções de sempre para uma edição especial e a grande vencedora foi One, do U2. A respeito da escolha, o guitarrista da banda, The Edge, disse: "Quando nós demos o nome a ela, eu sempre soube que ela seria a número um de alguma coisa."

As dez primeiras canções desta lista são:

1. One - U2
2. I Say A Little Prayer - Aretha Franklin
3. Smells Like Teen Spirit - Nirvana
4. A Day In The Life - The Beatles
5. In The Ghetto - Elvis Presley
6. My Name Is - Eminem
7. Creep - Radiohead
8. Independent Women Part 1 - Destiny's Child
9. Live Forever - Oasis
10. River Deep Mountain High - Ike and Tina Turner


Fonte: BBC - 6 Music

10 de nov. de 2003

"Tudo que tem um começo, DEVERIA ter um fim"

(ATENÇÃO! CONTÉM SPOILERS! Se você ainda não assistiu o filme, não leia!)


É duro falar mal de um filme que tem milhares de fãs e ficar ao lado da crítica (com a qual geralmente nunca concordo), mas a verdade precisa ser dita: Os Wachowski Bros. me decepcionaram um pouco. Foi ali, a poucos minutos dos créditos finais do filme, no que DEVERIA ser um fim, mas não é, que eles infelizmente não conseguiram escapar desta epidemia que assola Hollywood nos últimos tempos: a de não saber terminar um filme! No caso deles, uma patologia aguda! Se Revolutions fosse o primeiro ou o segundo filme, era até compreensível, mas ao final de uma TRILOGIA, espera-se o mínimo de bom senso, ou seja, que haja um FINAL. Poderiam até deixar alguns fios soltos para que cada um imaginasse "o que aconteceu depois", mas terminar com as mesmas dúvidas que herdamos dos capítulos anteriores, é inadimissível.

Trilogias existem para explorar idéias e acontecimentos em três atos (óbvio), onde os personagens e objetivos são apresentados no primeiro, uma reviravolta em favor dos "malvados" ocorre no segundo, para que o terceiro e último conclua tudo de modo satisfatório. Guerra Nas Estrelas é assim, O Senhor dos Anéis (que veremos no próximo mês) também é. Porém, ao fim de Matrix Revolutions temos a impressão que ainda estamos no primeiro ato de uma trilogia, pois nada nos leva a conclusão alguma!

É um filme que enche os olhos, sem dúvida, com efeitos simplesmente perfeitos, dignos de um video-game – apesar de nenhuma novidade, com exceção da luta de "cabeça para baixo" na parte em que Morpheus, Trinity e Seraph entram na "festinha" do Merovigian. A história até garante bons momentos de tensão (quem não ficou se segurando na cadeira do cinema pelo menos uma vez, hein?). Mas para o epílogo de um dos mais criativos filmes dos últimos anos, é pouco. Faltou o essencial: a SURPRESA. Sem surpresa, qualquer continuação vira apenas um mero "mais do mesmo" e é disso que são feitos os seriados enlatados norte-americanos. A luta final entre Neo e Smith foi o pior exemplo dessa mesmísse... Por mais que tenham se esforçado, Andy e Larry Wachowski não puderam adicionar nada ao duelo, que já não tivesse empolgado nos conforntos anteriores. Isso mesmo... faltou empolgação, embora tenha sobrado a grandiloqüencia típica daquelas HQs em que se põe dois super-heróis para duelarem.

Contudo, o mais frustante é deixar muita coisa sem explicação... Como Smith conseguiu sair da Matrix? Como Neo conseguiu "sentir" as máquinas fora da Matrix? E aquele tom de "trégua" entre máquinas e humanos? Sinceramente, inverossímel. Claro que vão surgir as explicações dos mais aficcionados, mas ao final de uma trilogia, espera-se ao menos o comprometimento dos criadores em sugerirem a sua versão para estas dúvidas... e nem disso eles foram capazes...

Matrix Revolutions é divertimento garantido, sem dúvida. Imperdível e de tirar o fôlego. Mas como história, fica devendo muito ao original.

27 de out. de 2003

Novidades...

Coisas bem interessantes estão pintando por aí....


A começar pelo Pearl Jam, que vem com um CD duplo de raridades (b-sides, participações em projetos especiais, etc.) entitulado Lost Dogs. Segue a lista de músicas:



CD 1:
01 - All Night
02 - Sad
03 - Down
04 - In The Moonlight
05 - Hitchhiker
06 - Dont Gimme No Lip
07 - Alone
08 - Education
09 - U
10 - Black Red And Yellow
11 - Leaving Here
12 - Gremmie Out Of Control
13 - Whale Song
14 - Undone
15 - Hold On
16 - Yellow Ledbetter
CD 2:
01 - Fatal
02 - Other Side
03 - Hard To Imagine
04 - Footsteps
05 - Wash
06 - Dead Man Walking
07 - Strangest Tribe
08 - Drifting
09 - Let Me Sleep
10 - Last Kiss
11 - Sweet Lew
12 - Dirty Frank
13 - Brother (Instrumental)
14 - Bee Girl
15 - Untitled

Juntamente com essa coletânea, os rapazes de Seattle estão lançando mais um DVD ao vivo (e duplo): Pearl Jam Live at the Garden. Ambos para o dia 11 de novembro.


Do outro lado do Atlântico (e já nem tão novidade assim), o Coldplay também ataca com CD e DVD ao vivo: Live 2003. O DVD foi filmado no Sydney's Horden Pavillion, inclui duas músicas inéditas, The One I Love e Moses, além de um documentário de 40 minutos com o diário da turnê. Lançamento mundial em 10 de novembro.


Para terminar, aguardem para breve (possivelmente em novembro também) o lançamento dos DVDs A Night In London, do Mark Knopfler, e On The Night, da sua finada banda Dire Straits, que já havia saído em VHS.

16 de out. de 2003

Depois de um pouco decepcionado com a qualidade do The Distance To Here, eu decidi não acompanhar mais os trabalhos do Live e acabei passando longe do V – um tanto arrependido, pois fiquei sabendo que é um dos melhores deles, devido aos arranjos inéditos usados nas músicas. Então, dei mais uma chance ao quarteto da Pennsylvania e fui escutar o último Birds Of Pray.

Desculpem-me pelo clichê, mas como outros já falaram, eles realmente parecem ter "voltado às raízes" e, embora a inspiração ainda não chegue aos pés dos dois primeiros e melhores CDs deles (Mental Jewelry e Throwing Copper), Birds Of Pray tem seus méritos não chegando a decepcionar completamente. O problema é que a fórmula de arena rock usada pela banda – guitarras pesadas ma non troppo e refrões ganchudos – já dá sinais de desgasto.

O disco abre com a ótima Heaven, cuja letra reflete um estado de espírito bem diferente do vocalista Ed Kowalczyk: I don't need no one to tell me about heaven/I look at my daughter, and I believe/I don't need no proof when it comes to God and truth/I can see the sunset and I perceive. Supostamente essa mudança tem a ver com o nascimento da filha dele, tema recorrente no disco inteiro. Outros bons momentos são Sweet Release e a "anti-Bush" What Are We Fighting For, mas sem dúvida ainda distantes de canções como Lightning Crashes ou Pain Lies On The Riverside.

Quem se arriscar a comprar o CD, pelo menos leva de bônus um DVD com quatro músicas gravadas no Pinkpop Festival, na Holanda, em 2002: Selling The Drama, Voodoo Lady, Nobody Knows e White Discussion. Aí, sim... ao vivo, eles são outra história. Deve ser por causa do nome da banda...;-)

7 de out. de 2003

"Look at the stars, look how they shine for you"
Yellow, Coldplay

Nós estávamos gravando em Gales, e estávamos todos na rua, olhando para as estrelas. Ela meio que veio à tona na canção cerca de dois minutos depois – simplesmente surgiu. E isto não teria acontecido se nós estivéssemos em Nova York ou Londres, porque você realmente não consegue ver o céu. – Chris Martin

29 de set. de 2003

Ao vivo e bem acompanhados

Em 2001, o Pato Fu foi eleito pela revista Time como uma das dez melhores bandas do mundo (excetuando-se as americanas) ao lado de U2 e Radiohead, pelo CD Televisão de Cachorro. Este invejável reconhecimento – que às vezes passa desapercebido pela mídia/crítica nacional, que prefere idolatrar os Jota Quests e Charlie Browns da vida – poderia subir à cabeça do quarteto mineiro, mas eles se mostraram tão maduros neste ponto, quanto são talentosos em seu trabalho. Ruído Rosa, que foi lançado nesse mesmo 2001, e o MTV Ao Vivo no Museu de Arte da Pampulha, de 2002, estão aí para comprovar a escolha corretíssima da Time e a competência do grupo.

Abaixo reproduzo a resenha que escrevi em 27/04/2001 para o site Ivox sobre o CD Ruído Rosa e mais um comentário a respeito do DVD MTV Ao Vivo no Museu de Arte da Pampulha:

O Pato Fu pode não ser exatamente uma banda "cabeça", coisa rara na atual cena burra do rock nacional, mas certamente é uma das poucas que, após cinco discos e conquistar um sucesso acima da média entre o público, não tem receio algum em lançar um CD como este Ruído Rosa, recheado de sonoridades/instrumentos pouco usuais (synth theremin, cavaquinho, três tipos de baterias diferentes numa mesma música e até um piano de brinquedo) e de arranjos no mínimo esquisitos para algumas músicas, como a releitura de Tolices do Ira! Aliás, o Pato Fu sempre se destacou em fazer covers legaizinhas: tem ainda Eu, da extinta (e ótima) banda gaúcha Graforréia Xilarmônica e Ando Meio Desligado, dos Mutantes, cujo único pecado foi entrar para a trilha sonora de uma novela global.

Por tudo isso, Ruído Rosa está muito próximo dos trabalhos iniciais do quarteto mineiro, o que pode tornar sua audição um pouco difícil num primeiro momento. E mesmo não sendo seu melhor disco, está bem acima do pop descartável de alguns de seus conterrâneos.

Muito bem produzido, o show no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, comemora os 10 anos do Pato Fu. Repertório excelente (com direito a revisões dos hits Sobre o Tempo e Canção Pra Você Viver Mais), arranjos impecáveis (entre outras coisas, auxiliados pelos convidados Hique Gomez e Nico Nicolaeiwsky) e mais quatro faixas inéditas de presente para os fãs, o DVD capta com perfeição o que são estes mineiros em plena atividade, à vontade em executar ao vivo faixas que parecem ser quase impossíveis de sair do estúdio (vide Rotomusic de Liquidificapum ou Capetão 66.6 FM, por exemplo).

A força de músicas como Um Ponto Oito surge renovada na execução correta do grupo, desde o vocal discreto da Fernanda, a guitarra trabalhada do John, o baixo inquieto do Ricardo, até a bateria precisa do Xande. Entre as inéditas, o destaque vai para a belíssima Nada Pra Mim, uma rara canção de amor; tocante, mas que evoca ao mesmo tempo um pouco da nossa inocência infantil. Por Perto, Me Explica e a quase jazzística Não Mais não ficam atrás: são baladas notáveis que deixam o esperimentalismo de lado, sem cair no pop fácil. A dupla gaúcha de Tangos & Tragédias – Nico (piano, acordeon e voz) e Hique (violino, serrote e voz) – são bem aproveitados em várias músicas, contribuindo com seus instrumentos de maneira peculiar e certeira. Bem como os teclados de Lulu Camargo (ex-Karnak).

Na parte técnica, o DVD também não decepciona: ótima imagem (1.33:1) e faixas de 5.1 canais (Dolby Digital e DTS). Encontramos ainda o recurso que a MTV tem explorado muito bem nos seus produtos: legendas com cifras nas músicas. A única ressalva fica por conta da edição, que originalmente inclui as entrevistas com o Pato Fu e que na opção para se assistir apenas o show provoca paradas irritantes entre uma faixa e outra. Ah, poderiam ter incluído também um making-of que mostrasse mais os bastidores do show, principalmente o belíssimo Museu da Pampulhinha...

Gozando de merecido descanso – Fernanda estava para ganhar seu bebê este mês –, o Pato Fu deve voltar com trabalho novo só ano que vem. Portanto, aproveitem para curtir a carreira de uma das melhores bandas nacionais surgidas na última década, com estes dois bons trabalhos deles.


22 de set. de 2003

Saiu hoje diversas matérias na imprensa musical internacional confirmando o lançamento do novo DVD do U2.

Confirmando alguns rumores, o DVD chamará "U2 Go Home - Live from Slane Castle", com 19 músicas do segundo show da banda em Slane Castle pela "Elevation Tour", ocorrido em 1º de setembro de 2001:

"Elevation"
"Beautiful Day"
"Until the End of the World"
"New Year's Day"
"Out of Control"
"Sunday Bloody Sunday"
"Wake Up Dead Man"
"Stuck In a Moment You Can't Get Out Of"
"Kite"
"Angel of Harlem"
"Desire"
"Staring at the Sun"
"All I Want Is You"
"Where the Streets Have No Name"
"Pride (In the Name Of Love)"
"Bullet the Blue Sky"
"With or Without You"
"One"
"Walk On"

O lançamento mundial está previsto para 17 de novembro (incluindo Brasil) e 18 de novembro nos Estados Unidos.

No Dvd, haverá diversas opções para áudio (PCM Stereo, DTS e Dolby 5.1 Surround Sound), aspect ratio 16:9 e faixas extras:

- um documentário chamado "The Unforgettable Fire", um making of do disco de mesmo nome, gravado no Castelo em 1984. Esse documentário foi remasterizado para o lançamento. Então, deve ser o que está presente na fita VHS "The Unforgettable Fire"
- além disso, incluirá calendário, screensavers e links
- três músicas poderão ser vistas por uma câmera que gira 360º

Atualmente a banda está finalizando o próximo disco de estúdio e espera sair em turnê em 2004.

Fonte: U2town.net

15 de set. de 2003

Os Pixies estão de volta?

Para felicidade geral dos fãs e daqueles que não agüentam mais a falta de criatividade das bandas alternativas dos nossos dias, parece que sim. A NME e a MTV americana já deram alguns toques, vagamente ratificados em entrevistas dadas pelo ex-líder da banda, Frank Black. Segundo essas fontes, além da turnê, um novo álbum com músicas inéditas também estaria em vista.

Enquanto os membros não confirmam nada oficialmente – nem sequer se o motivo da reunião é para compensar suas carreiras pós-Pixies que são interessantes, mas nem se comparam com o sucesso de discos como Doolittle – vamos ficar torcendo para que o boato se torne realidade!


Fonte: NME.COM

11 de set. de 2003

"A simple prop to occupy my time"
The One I Love, R.E.M.

Nós escrevemos "The One I Love" na estrada. Era uma canção fictícia e não baseada em alguma história real. A música soa como uma canção de amor até aquela linha, então fica feia. Eu pensei que ela era muito violenta para realmente gravá-la. – Michael Stipe

8 de set. de 2003

Libere um LIVRO!

Na manhã de 11 de setembro 2003 não se esqueça de sair munido de um livro que seja importante para você.

Um livro que tenha mudado sua maneira de ver o mundo. Ou que você acredite que possa mudar a vida de alguém, de alguma forma. Escreva uma dedicatória... e libere-o!

Libere-o na via pública, sobre um banco, no metrô, no ônibus, em um café... à mercê de um leitor desconhecido.

E você? Adotará um livro que esteja em seu caminho, caso ele surja.

O dia 11 setembro agora não será mais um aniversário fúnebre, e sim um dia de troca de energia e doação. Juntos, transformaremos esta data em um ato de criatividade e generosidade.

A mobilização será geral em Bruxelas, Paris, Florença e São Francisco. Vamos fazer isso também em nossas cidades aqui no Brasil.

Nas cidades citadas, escritores, leitores e amantes dos livros em geral liberarão seus livros, em lugar público.

Engaje-se nessa idéia também! E faça circular essa informação!

1 de set. de 2003

Os 100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos é a nova lista de tops publicada pela revista Rolling Stone. Em primeiro lugar, a unanimidade de sempre, Jimmy Hendrix. A partir daí, só posso dizer que "há controvérsias", mas a relação não deixa de servir como referência para as nossa própria lista de Top-100. (Sem falar que tem muita gente boa que ficou de fora!!!)

Ei-la:


1 Jimmy Hendrix
2 Duane Allman of the Allman Brothers Band
3 B.B. King
4 Eric Clapton
5 Robert Johnson
6 Chuck Berry
7 Stevie Ray Vaughan
8 Ry Cooder
9 Jimmy Page of Led Zeppelin
10 Keith Richards of the Rolling Stones
11Kirk Hammett of Metallica
12 Kurt Cobain of Nirvana
13 Jerry Garcia of the Grateful Dead
14 Jeff Beck
15 Carlos Santana
16 Johnny Ramone of the Ramones
17 Jack White of the White Stripes
18 John Frusciante of the Red Hot Chili Peppers
19 Richard Thompson
20 James Burton
21 George Harrison
22 Mike Bloomfield
23 Warren Haynes
24 The Edge of U2
25 Freddy King
26 Tom Morello of Rage Against the Machine and Audioslave
27 Mark Knopfler of Dire Straits
28 Stephen Stills
29 Ron Asheton of the Stooges
30 Buddy Guy
31 Dick Dale
32 John Cipollina of Quicksilver Messenger Service
33 & 34 Lee Ranaldo, Thurston Moore of Sonic Youth
35 John Fahey
36 Steve Cropper of Booker T. and the MG's
37 Bod Diddley
38 Peter Green of Fleetwood Mac
39 Brian May of Qeen
40 John Fogerty of Creedence Clearwater Revival
41 Clarence White of the Byrds
42 Robert Fripp of King Crimson
43 Eddie Hazel of Funkadelic
44 Scotty Moore
45 Frank Zappa
46 Les Paul
47 T-Bone Walker
48 Joe Perry of Aerosmith
49 John McLaughlin
50 Pete Townshend

51 Paul Kossoff of Free
52 Lou Reed
53 Mickey Baker
54 Jorma Kaukonen of Jefferson Airplane
55 Ritchie Blackmore of Deep Purple
56 Tom Verlaine of Television
57 Roy Buchanan
58 Dickey Betts
59 & 60 Jonny Greenwood, Ed O'Brien of Radiohead
61 Ike Turner
62 Zoot Horn Rollo of the Magic Band
63 Danny Gatton
64 Mick Ronson
65 Hubert Sumlin
66 Vernon Reid of Living Colour
67 Link Wray
68 Jerry Miller of Moby Grape
69 Steve Howe of Yes
70 Eddie Van Halen
71 Lightnin' Hopkins
72 Joni Mitchell
73 Trey Anastasio of Phish
74 Johnny Winter
75 Adam Jones of Tool
76 Ali Farka Toure
77 Henry Vestine of Canned Heat
78 Robbie Robertson of the Band
79 Cliff Gallup of the Blue Caps (1997)
80 Robert Quine of the Voidoids
81 Derek Trucks
82 David Gilmour of Pink Floyd
83 Neil Young
84 Eddie Cochran
85 Randy Rhoads
86 Tony Iommi of Black Sabbath
87 Joan Jett
88 Dave Davies of the Kinks
89 D. Boon of the Minutemen
90 Glen Buxton of Alice Cooper
91 Robby Krieger of the Doors
92 & 93 Fred "Sonic" Smith, Wayne Kramer of the MC5
94 Bert Jansch
95 Kevin Shields of My Bloody Valentine
96 Angus Young of AC/DC
97 Robert Randolph
98 Leigh Stephens of Blue Cheer
99 Greg Ginn of Black Flag
100 Kim Thayil of Soundgarden


Fonte: RollingStone.com

26 de ago. de 2003

Discoteca Básica

Pixies - Doolittle (1989)

Neste exato momento, enquanto ouço Doolittle, tento imaginar o que se passava na cabeça singular (para não dizer maluca mesmo) de Black Francis, mas é impossível... De onde ele tirava os personagens para as tramas bizarras descritas nas letras de Hey ou Crackity Jones, por exemplo? Para ele, vampiros (I Bleed) ou macacos (Monkey Gone To Heaven) parecem tão absurdamente normais que fazer uma música sobre eles é absolutamente natural!

É claro que o mérito é do grupo todo - por isso não é exagero dizer que os Pixies foram a última grande banda dos anos 80, já demonstrando em seu caldeirão de pop, surf rock e guitar band, toda a fúria que os 90 nos reservava (vide o movimento Grunge e barulheiras afins). De canções singelas como There Goes My Gun e La La Love You aos petardos sonoros de Tame e Wave Of Mutilation, passando pela açucarada, mas não menos notável Here Comes Your Man, as músicas deste disco são tão deliciosas quanto raivosas...

Se você tiver que escolher entre algum dos trabalhos do quarteto de Boston, não hesite: Doolittle é o mais representativo. Agora, depois não reclame se tiver uma vontade irresistível de comprar também Bossanova, Surfer Rosa, Trompe Le Monde,...

20 de ago. de 2003


Seal é um desses artistas que atravessam os desprestigiosos caminhos do pop com qualidade, sem ser descartável.

Em seu quarto álbum, Seal (IV), ele mantém seus costumeiros flertes com o soul, a música eletrônica e o dance, sem maiores inovações. Os melhores momentos ficam com as músicas Don't Make Me Wait, Let Me Roll e Where There's Cold, com arranjos que exploram bastante o soul e r&b, tendo até mesmo algumas pitadas de reggae na última. Love's Divine possui um ótimo apelo comercial e pode ser a próxima música de trabalho (a primeira foi Get It Together). Nas demais faixas, Seal repete sua fórmula, sem arriscar muito.

Apesar deste não superar o seu melhor álbum, o segundo, Seal tem mantido uma carreira regular, sem decepcionar quem já gosta do seu estilo desde o tempo de Crazy. Em nossos dias, isso significa estar acima de muita figurinha carimbada do mundo pop.


13 de ago. de 2003

Em tempo...

A segunda melhor banda de rock do planeta, segundo a humilde opinião desse resenhista, que estava em turnê pela Europa e a partir do dia 29 de agosto parte para novos shows na América do Norte, enquanto não nos brinda com nenhum trabalho novo, prepara-se para lançar sua primeira coletânea pela Warner: In Time: The Best Of R.E.M. 1988-2003.

A data de lançamento é 27 de outubro e o CD conterá duas faixas inéditas: Bad Day e Animal, que a banda já vinha tocando nos recentes shows na Holanda e Londres.

Fonte: remhq.com


31 de jul. de 2003

Discoteca Básica

dc Talk - Jesus Freak (1995)

Se você não tem nenhum CD de gospel rock, ou CCM para ser mais correto, e gostaria de entrar em contato com esse estilo – que não possui nada em comum nem proximamente parecido em nossas terras – este pode ser considerado um dos trabalhos essenciais do gênero. O dc Talk é um trio de Washington, DC, responsável por adicionar a batida do hip-hop à música cristã contemporânea. Embora originalmente orientados para o pop, como em outro de seus álbuns, Free At Last, de 1992, foi com o peso do rock de Jesus Freak que eles realmente acertaram na fórmula e alcançaram o topo das paradas.

Jesus Freak é um cross-over de sucesso: além de expandir as possibilidades musicais dos rapazes (com a ajuda da excelente banda que os acompanha), ele conquista facilmente o público secular. Embora os temas cristãos tradicionais estejam todos lá – o conforto divino em What If I Stumble, a devoção em Day by Day, o anti-racismo em Colored People –, a "roupagem" é que realmente faz a diferença nesse disco. Que o digam a versão para In the Light, de Charlie Peacock, e a faixa-título.

Deixe de lado qualquer preconceito com a música gospel e ouça esse CD. A experiência será, no mínimo, surpreendente.


28 de jul. de 2003

Nota rápida a respeito dos indicados para o Music Video Awards 2003 da MTV, a ser realizado no dia 28 de agosto. Rápida porque este ano são poucos os vídeos que realmente merecem algum destaque, já que a maioria é composta por aqueles artistas irrelevantes e que só os americanos conseguem gostar!
  • Coldplay, com The Scientist: Melhor Vídeo de Grupo, Breakthrough Vídeo (algo como "vídeo inovador") e Melhor Direção;

  • The White Stripes, com Seven Nation Army: Melhor Vídeo de Grupo, Melhor Vídeo de Rock, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Edição;

  • Radiohead, com There, There: Melhores Efeitos Especiais, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição e Melhor Fotografia.

Agora, surpresa mesmo é encontrar o veterano Johnny Cash concorrendo em 6 categorias, incluindo Melhor Vídeo do Ano, com Hurt.

Mais detalhes, confira no site da MTV.


23 de jul. de 2003

ALL THAT JAZZ


Charlie Hunter Quintet - Right Now Move (2003)

Finalmente coloquei as mãos no último trabalho do guitarrista de jazz-fusion Charlie Hunter. Ou melhor... chamá-lo apenas de guitarrista é um pouco injusto, pois Hunter utiliza uma inusitada e personalíssima guitarra de 8 cordas, onde as cinco primeiras correspondem às de uma guitarra normal, enquanto as três restantes são as cordas mais graves de um contra-baixo. Para completar, neste novo CD ele ainda assume o pandeiro em algumas faixas, mostrando que tocar bem esse instrumento não é exclusividade de brasileiros.

Right Now Move representa um marco na carreira de Hunter. É o primeiro CD a ser lançado pelo selo Ropeadope, após anos de parceria com a Blue Note. Representa também a volta do jazz "funkeado" de Hunter à companhia mais marcante de instrumentos de sopro. No caso, ao sax tenor e clarintete de John Ellis (que tocou com ele nos primeiros discos do Charlie Hunter Trio/Quartet, entre os quais o imperdível Bing, Bing, Bing!), ao trombone de Curtis Fowlkes e à bela harmônica de Gregoire Maret - responsável por adicionar uma interessante textura gospel/blues à algumas faixas, como em Wade in the Water. A bateria de Derrek Phillips completa o quinteto.

Mestre Tata abre o CD numa singela homenagem ao brasileiro de 60 anos que Hunter encontrou em uma excursão à São Paulo e com quem teve suas bem-aproveitadas aulas de pandeiro. Oakland é um típico exemplo da perfeita fusão que Hunter consegue fazer entre o jazz e o funk, iniciando a música com uma linha de baixo que imprime o ritmo aos demais intrumentos. O seu groove pode ser conferido também em Whoop-Ass e 20th Congress. Ao longo do CD percebe-se um clima quase de jam session; Ellis, Fowlkes e Maret estão bem à vontade em suas improvisações (destaque para Try e Mali), enquanto os solos de Hunter se fazem presentes com muita personalidade nas faixas Wade In The Water e Le Bateau Ivre.

Para mim, ainda é inexplicável a total ausência de Charlie Hunter no mercado nacional. O seu talento e técnica não tem comparação no jazz e só isso já justificaria o lançamento de seus discos por aqui. Portanto, a solução é continuar importando eles. Apesar da cotação do dólar, eu garanto: Right Now Move será um dos melhores investimentos que você terá feito em CDs de jazz este ano.


16 de jul. de 2003

Um compêndio bem abragente e conciso da história do jazz, a música norte-americana por excelência, é o que pretende, com sucesso, o site oficial da mini-série JAZZ, produzida pela rede PBS e exibida aqui pelo canal de TV a cabo GNT.

Dirigida pelo documentarista Ken Burns e já disponível em DVD nacional (apesar de ser uma edição em que 7 das 19 horas originais foram inexplicavelmente cortadas!), a série esmiuça a história do jazz através de diversos depoimentos de músicos e apresentações da época. O site assume igual seriedade ao tratar do tema, servindo de excelente guia para se entrar nesse mundo espetacular do jazz.

Visite e explore: www.pbs.org/jazz.

11 de jul. de 2003

Falar do talento e da inspiração de Pat Metheny tem se demonstrado uma tarefa tão sem sentido quanto... chover no molhado.... mas vamos lá outra vez:

One Quiet Night é, resumindo, exatamente o que o título sugere: um noite tranqüila. Pat acertou em dar nome ao seu mais recente trabalho e, quando você ouvir, entenderá o que eu quero dizer. O CD causa ao ouvinte o mesmo impacto que tem uma noite calma de contagiar e vencer um espírito inquieto. E o que me deixa mais impressionado é que a maior parte desse trabalho nasceu de uma gravação caseira feita na noite (é claro) de 24 de novembro de 2001, quando Pat redescobriu seu violão barítono (!) e resolver gastar um tempo com ele, explorando o som produzido pela afinação de Nashville, como ele define (uma nota no CD explica como esse violão foi afinado).

No mais, resta destacar a leva à la Johnny Marr em Song For The Boys, a cover para Don't Know Why de Norah Jones (o que vem dar um crédito extra ao trabalho da moça, além de se encaixar no tal Nashville tuning do CD) e a releitura da Last Train Home, de sua autoria mesmo.

Cinco estrelas novamente para ele... Que venha o próximo!

1 de jul. de 2003

Discoteca Básica

R.E.M. - Automatic For The People (1992)

Após passarem a década de 80 como os "queridinhos" das college radios americanas, lançando trabalhos interessantes como Murmur (1983) e Document (1987), gravarem um libelo ecológico (Green - 1988) e definitivamente conquistarem o planeta com um sucesso até excessivo demais (Out Of Time - 1991), talvez o R.E.M. estivesse bem à vontade para tentar algo mais despretencioso.

O grupo misturou então algumas letras introspectivas, melodias sombrias e muita melancolia e quase sem querer cometeu o melhor disco de sua carreira: Automatic For The People. Praticamente gravadas apenas com instrumentos acústicos, estas doze canções são a trilha sonora ideal para qualquer viagem. Profundas e reflexivas mas ao mesmo tempo serenas e lindas.

O disco abre com a inquieta Drive, passeia pelas agruras de um cidadão comum imerso na cultura popular em The Sidewinder Sleeps Tonite, descreve a importância da amizade mesmo quando essa nos causa sofrimento em Everybody Hurts, homenageia o humorista Andy Kaufman com Man On The Moon e encerra com a filosófica Find The River.

Indispensável aos ouvidos e ao espírito, tal qual uma bom livro, sem nem ao menos se desgastar ao longo destes dez anos, Automatic For The People permanece como a obra-prima dos rapazes de Athens.

20 de jun. de 2003

Blessed Blues!
 

Contrariando as lendas dos bluesmen - que se encontram naquela encruzilhada empoeirada com o diabo a fim de fazerem um "pacto" que os tornará famosos e talentosos -, Darrell Mansfield (harmônica e vocal) fez o seu pacto com Deus nos longínquos anos 70 e desde então tem sido abençoado com a façanha de unir o blues e o gospel (que, aliás, são velhos parentes da música de raiz norte-americana) com inegável talento (sucesso comercial já são "outros quinhentos").

Sua extensa discografia, infelizmente, não teve o privilégio de chegar à nossa terrinha (imagine! fora do círculo de Christian Music o cara é desconhecido até por lá). O único no qual consegui pôr as mãos (e os ouvidos) foi Mansfield & Co., de 1995, trabalho recheado de clássicos como Crossroads, Boom Boom e Spoonful, que já dão uma idéia da intimidade dele e da banda que o acompanha com o estilo.

Quer saber mais (e ouvir alguns samples)? http://www.darrellmansfield.com/

 

16 de jun. de 2003

O melhor de duas guitarras distintas:

Lançamentos quentíssimos saindo forno agora mesmo!



Mambo Sinuendo (Ry Cooder & Manuel Galbán)

A slide-guitar de Cooder continua explorando as sonoridades afro-latinas nessa inspirada colaboração com o violonista cubano Manuel Galbán. O álbum parece ter sido gravado e produzido na Cuba dos anos 50, permencendo "congelado" até os dias de hoje. Participam ainda o seu filho e percursionista, Joachim Cooder e o baixista do Buena Vista Social Club, Orlando “Cachaíto” López.

Mais informações: Nonesuch Records


One Quiet Night (Pat Metheny)

Mais cool impossível. Unanimidade da guitarra no jazz, Pat Metheny nos presenteia novamente com seu feeling único para a veio acústico, com esse trabalho que contém, entre composições próprias, uma cover para o sucesso de Norah Jones, Don't Know Why, tudo num clima de muita tranqüilidade como só ele consegue transmitir.

Mais informações: Pat Metheny Group Listener Network

9 de jun. de 2003


Mosaico sonoro

"O disco novo é um 'OK Computer 2'. O que a gente vai fazer a partir de agora não vai ter nada a ver com o que fizemos antes. Não vamos voltar atrás, como todo mundo espera." Thom Yorke

Comparar o Hail to the Thief, o sexto disco de estúdio do Radiohead, com o extraordinário OK Computer (o maior sucesso da banda e um dos três melhores discos dos anos 90), pode ter sido um descuido de Yorke que nos leva à uma interpretação equivocada. O novo CD da banda pouco se parece com o trabalho de 1997 e dificilmente se tornará um marco como aquele. É na verdade, uma bela tentativa de retornar a um som mais acessível do que os dois trabalhos anteriores (Kid A e Amnesiac) resultado de um rebuscado mosaico sonoro, como a própria capa sugere.

As guitarras estão de volta - logo na faixa de abertura, 2+2=5, o ouvinte descobre que este é um disco de rock, embora o experimentalismo eletrônico ainda não tenha sido totalmente abandonado. Thom Yorke continua balbuciando suas letras enquanto os arranjos exploram novas possibilidades ou aquelas abandonadas ao longo da carreira: alguns momentos acústicos muito bem-vindos e baladas ao melhor estilo Radiohead (ouça Go To Sleep) relembram Pablo Honey e The Bends, seus primeiros trabalhos; melodias não-convencionais e sonoridades pouco usuais remetem a OK Computer (There There é um exemplo); por fim, sequenciadores e mantras vindos diretamente das sessões de Kid A/Amnesiac completam esse mosaico (como em The Gloaming).

Comparado ao conjunto da obra, Hail to the Thief não traz nada de realmente novo, apenas revisita as idéias da banda. Comparado ao rock que se faz no resto do mundo, o Radiohead ainda está à frente do seu tempo. E nessa missão de visualizar o que a música nos guarda para o futuro, eles novamente acertaram, cometendo um dos melhores discos do ano.


2 de jun. de 2003

A respeito do descaso das distribuidoras nacionais em relação ao jazz clássico norte-americano das décadas de 50 e 60 - o período mais fértil do gênero dentro de sua pátria-mãe - chego à única conclusão plausível para isso: simplesmente não há mercado para o jazz no Brasil. Onde estão, por exemplo, os trabalhos iniciais dos quintetos de Miles Davis na Columbia ou os registros da fase de John Coltrane e o seu quarteto clássico na Impulse, só para ficar em dois dos artistas mais representativos do período?

(Nota: quanto ao Miles Davis, a Sony/Columbia chegou a lançar alguns CDs do final dos anos 50, entre eles o seminal Kind Of Blue e suas colaborações com Gil Evans, mas os quintetos continuam inéditos!)

Mas pode ser que a coisa esteja para mudar. Pelo menos é o que demonstra a BMG que está lançando parte do catálogo da Fantasy Records (Riverside, Galaxy, Prestige e outras) por aqui em edições caprichadas com embalagens digipack, embora com o preço ainda um tanto "salgado". Sobre essa nobre iniciativa, leia mais aqui.

Acompanhe todos os lançamentos da coleção (e uma pequena resenha sobre cada um deles) no site oficial da BMG Brasil: Fantasy 20-bit Digipack Series.

30 de mai. de 2003

ALL THAT JAZZ


Miles Davis - Porgy And Bess (1958)

Dos três CDs que Miles Davis gravou acompanhado dos arranjos e condução da orquestra de Gil Evans, este é o que mais gosto. Escrito pelo grande compositor norte-americano George Gershwin, Porgy And Bess está, ao lado de também sua Rhapsody in Blue, entre os mais criativos e belos encontros do jazz com o clássico; do popular com o erudito.

Os talentos de Miles Davis e Gil Evans na leitura de Porgy And Bess só contribuem para elevar ainda mais essa gravação à condição clássico. O arranjo de metais em Summertime ou Bess, You Is My Woman Now, por exemplo, transmitem essa suavidade do estilo cool - inventado pelo próprio Miles -, enquanto ele desfila o seus solos de trompete quase como se cantando as letras de Ira Gershwin escritas para a peça.


28 de mai. de 2003

Discoteca Básica

The Stone Roses (1989)

Era uma vez uma banda de Manchester que a crítica inglesa especializada não perdeu tempo em anunciar aos quatro ventos como a salvação do rock, a próxima maior banda de todos os tempos, etc... Isso em 1989! Mais de dez anos se passaram e... onde estão eles?

Comentários irônicos à parte, vamos ao que interessa: The Stone Roses - o álbum. A crítica inglesa não estava tão errada assim... Este é um trabalho de estréia incrível, como poucos já conseguiram fazer, e combina com perfeição melodias pop e letras apaixonadas; riffs de guitarra primorosos dos anos 60 com batidas dançantes dos 80! Estes caras simplesmente inventaram o brit-pop da década seguinte. No seu rastro (e no de outros como The Charlatans, Inspiral Carpets e Happy Mondays) vieram nada mais nada menos que Blur, Oasis e até o Radiohead!

Canções como Made Of Stone ou Sugar Spun Sister poderiam figurar sem problemas nas listas das melhores de todos os tempos... mas seria uma injustiça com as demais! Depois de tudo isso, podemos até perdoar os comentários corrosivos de Ian Brown na época, ou o segundo CD da banda, ou mesmo seu ostracismo... Ele é merecido, pois eles cumpriram o dever de casa com este álbum.

14 de mai. de 2003

Por uma destas coincidências que às vezes sucedem aos internautas, eu estava procurando por "sad movies" no Google, quando deparei com essa resenha de 1995, publicada no jornal dos estudantes da Universidade de Washington. O autor fala sobre o mais recente (na época) disco do Buffalo Tom - uma dessas bandas alternativas de rock que, na minha opinião, não tiveram o destaque merecido na mídia especializada do Brasil. Para quem não conhece o trio de Boston, cujas letras estão entre as mais poéticas e inteligentes que já encontrei, achei uma boa introdução aos caras que, a propósito, andam meio "sumidos", sem lançar nenhum material inédito desde 1998 - nem mesmo no site oficial se vê algum sinal de vida.


Buffalo Tom: Music for people who like sad movies


Kevin Beatty
Daily Staff

Buffalo Tom plays soul music. Not Motown soul music, but music that reaches into your heart, fills that indefinable cavern known as your soul, and then pushes straight through until it comes out your back. Each song, no matter how upbeat, carries with it a feeling of alienation - of melancholy - that permeates the listener's body and sends shivers up their spine.

It is a feeling that bassist Chris Colbourn can relate to. "Like a lot of people, I like a sad, slow, sad song; I like a sad film or a sad short story," Colbourn admitted during an interview last Saturday, before their two shows at Moe.

Colbourn, along with guitarist/vocalist Bill Janovitz and drummer Tom Maginnis, have been writing and performing those kinds of sad songs since 1988, when they met at the University of Massachusetts.

The band recently released a new record, entitled Sleepy Eyed. While not as polished as their last effort, Big Red Letter Day, Sleepy Eyed is a more complete album than the former. Each song complements the others, making it flow smoothly from start to finish, side-stepping the stale moments that plagued Big Red Letter Day.

One area where things have gone unchanged is in the feel of the songs. Buffalo Tom continues to write great tunes that draw the listener in and grab at their heart. The intense passion and emotion that comes from each song are sincere, and Colbourn thinks most people can relate to the feelings of despair or disappointment that are present in many of their songs.

The songs on Sleepy Eyed also work well because the song writing is a collective effort. As the band members are getting older, they are beginning to show a more mellow, reflective side to their music.

"Yeah, we're slowing things down a lot more than we used to," said Colbourn. The band, he said, has limited the number of full-throttle rockers they write. "I think to an extent we found that we wrote a lot of that stuff, and had begun to rewrite it by our third album," he said. "It was actually more interesting to vary the textures and experiment with the mid-tempo and even some acoustical stuff."

While the music itself is excellent on the record, it is the words and vocals that give each song its heart and soul. Each lyric gets into the head of the listener not only for what is being said, but for how it is presented. Bill Janovitz's raspy voice makes the chorus of "Summer" all the more haunting when he sings, "Summer song/ the summer's gone/ you've wasted/ every day, every day."

Janovitz's voice expresses a passion that is so incredibly real it's as if each song is a separate personal memory. Colbourn counters that with smooth, innocent sounding vocals on "Kitchen Door" and "Clobbered." When the two sing together their voices contradict each other enough to create a near-perfect harmony that adds even more to the songs.

But while Buffalo Tom may have found a formula that enables them to create great records, music is still a business. Unfortunately, business is not so good.

Unlike many of their contemporaries (Lemonheads, Juliana Hatfield), the band has yet to release a big hit single. Yet Colbourn admitted the band doesn't feel the need to change to achieve that success. "We knew on our earlier albums that we weren't the best players or singers, but I think we realized that we can't change that. I think if we had been a little more MTV savvy we might have had an easier time, but those aren't things we're really out to change."

Hit single or not, Buffalo Tom can't be considered completely unsuccessful. In addition to appearances on television's "My So-Called Life" and Conan O'Brien's talk show, the band has also lent music to a recent Nike commercial, which brought up the topic of selling out.

"We're not stupid enough to let someone else do that to us, but we're not totally musician savvy to go out and do it," said Colbourn, adding that they don't sit around thinking, "OK, let's go write the big hits album!"

He said that Buffalo Tom has always considered their music radio-friendly, so they weren't too reluctant when Nike asked them to put their music in a commercial. "It was a shoe company, so we had a little problem with it, but we had them send us the film and it looked pretty good," he said. "And they offered us a ton of dough, so the price was right in a way." (And they deny the sell-out factor? Hmmm... - ed.)

Although the music is used to sell shoes, Colbourn said it was more a matter of the songs being used as film music instead of Nike exploiting a huge hit song.

When asked how Nike became interested in their music, Colbourn said that a younger employee of the company had seen them live and thought their music would work well in the ad.

Of course, that should be no surprise to anyone who has seen Buffalo Tom live. The band played two shows at Moe last Saturday, each with equal quality and energy.

Buffalo Tom is a band that sounds better live than on disc, mostly because the visual dimension is added to the sound. Saturday was no exception. They played a generous diversity of material, going back to classics like "Bird Brain" and "Taillights Fade" instead of just playing the majority of songs from Sleepy Eyed. Upbeat songs like "Tree House" and "Sundress" had more zest than they do on record, while the moody "I'm Allowed" from Big Red Letter Day sounded more raw with emotion.

Their second set featured a hint of the band's influences when they came out for an encore that included a cover of The Rolling Stones' "Rocks Off."

The only drawback of the night was the overcrowded showroom at Moe. It was a tad uncomfortable to bounce around in such a cramped area, but no one seemed to care once the music began. And besides, a good amount of discomfort always complements the Buffalo Tom experience.

Fonte: The Daily of the University of Washington

6 de mai. de 2003

Power Duo

Para quem não conhece ainda (será?) recomendo o quarto CD do White Stripes chamado Elephant.

O rock atual pode estar sofrendo de um surto de falta de inovação mas, sem dúvida, não sofre de amnésia. A prova é este "power duo" de Detroit que buscou suas bases nas linhas de guitarra marcantes que dominavam o rock setentista, utilizando a distorção até suas últimas (e ótimas) conseqüências.

Antes de mais nada, o som dos irmãos (?) Jack e Meg é blues... não clássico, é verdade, mas pesado e recheado de riffs ledzeppelianos (Seven Nation Army, Girl you have no faith in medicine) e ritmos tribais (The Hardest Button to Button) que, à sua maneira e acompanhando melodias ora acessíveis (In The Cold Cold Night), ora mais alternativas (The air near my fingers), contribui para essa renovação do rock - o que não deixa de ser um jeito peculiar de inová-lo (basta ver a releitura de I Just Don´t Know What to do With Myself de Burt Bacharach!).

De qualquer modo, não deixe de conferir um dos melhores lançamentos do ano!


16 de abr. de 2003

Presente de Páscoa

Alguns CDs que gostaria de ver lançados no Brasil (em ordem alfabética)... mas pelo jeito, só se for importando mesmo!




Buffalo Tom - Besides
Categoria: Alternative Rock
Origem: USA
Charlie Hunter - Right Now Move
Categoria: Jazz
Origem: USA
The Corrs - VH1 Presents the Corrs Live in Dublin
Categoria: Pop/Rock
Origem: USA
Third Day - Offerings II: All I Have to Give
Categoria: Gospel Rock
Origem: USA
U2 - The Hands That Built America [Single]
Categoria: Rock
Origem: Alemanha


A lista é até maior, mas estes cinco já me deixariam feliz.

8 de abr. de 2003


Você ainda tem dúvidas quanto ao talento de Norah Jones? Quer entender como essa nova-iorquina de 24 anos recebeu oito prêmios Grammy, ao todo, pelo seu disco de estréia Come Away With Me? Bom, então o recém-lançado DVD Live In New Orleans, gravado na tradicional House Of Blues em agosto de 2002, pode ser sua chance de conhecer ou confirmar isso.

O show é relativamente curto - cerca de 1 hora - e o repertório quase todo do seu único disco, trazendo poucas (mas interessantes) novidades. No entanto, suficiente para se apreciar a voz quase de uma veterana do jazz, que Norah nos brinda nas canções. Nenhum dos instrumentistas que a acompanham são virtuoses - o acompanhamento é mínimo, mas correto, deixando todo o mérito para a cantora que também não é uma exímia pianista, faz pouquíssimos solos durante a apresentação, mas não por falta de talento, apenas por que a música assim o exige. Sua empatia com o público é um tanto neutra, seus comentários durante a apresentação transmitem até certa inexperiência, mas isso é totalmente esquecido cada vez que ela começa uma nova canção.

O som deste DVD é muito bom, dá a real sensação de se estar sentado junto a platéia - como convém a um show intimista. A imagem é bem nítida, com a iluminação do palco contribuindo bastante para isso. Nos extras encontramos o video-clipe de Come Away With Me e uma música tocada durante o "bis" da apresentação.

24 de mar. de 2003

Ao vivo é melhor?

Quem já assistiu a um show do a-ha, sabe que eles não são exatamente uma banda com desenvoltura no palco - em especial Morten Harket, o vocalista, que dá sempre a nítida impressão de não estar muito à vontade diante da platéia. Mas quanto ao som tocado ao vivo, eles inegavelmente tem domínio completo sobre o que estão fazendo. A prova disso é o mais recente lançamento deles: How Can I Sleep With Your Voice In My Head - uma compilação de algumas apresentações do trio norueguês durante a turnê mundial do álbum Lifelines, a maioria delas na Wembley Arena, em Londres.

O título provém daquela que considero uma das melhores composições deles: The Swing Of Things, ainda da fase inicial e incluida neste álbum, assim como os grandes sucessos do grupo, num bom resumo da carreira. Segundo eles, o CD não possui overdubs, ou seja, você ouve exatamente o que foi tocado durante o show, sem instrumentos ou produção adicionais. Isto serve para reforçar sua capacidade em tornar algumas canções medianas de estúdio em poderosas (e, às vezes, mais "pesadas") canções ao vivo. Para tanto, algumas delas tiveram arranjos reinventados, como a chatinha Stay On These Roads, que ficou restringida à violão e teclado.

O a-ha, que após um longo período de ostracismo retornou em grande forma com os álbuns Minor Earth Major Sky (2001) e Lifelines (2002), tem mostrado um pop mais trabalhado, não totalmente direcionado às paradas. Mesmo assim, são sumariamente ignorados pelo mercado norte-americano. Se você gostava dos caras, não se intimide com isso, pois How Can I Sleep With Your Voice In My Head está realmente muito bom!

Confira os detalhes do CD aqui.

17 de mar. de 2003


Gostaria de falar aqui a respeito dos mais recentes trabalhos de duas bandas com vocais femininos que além de muito interessantes guardam outras semelhanças. Prá começar, possivelmente estejam entre os melhores trabalhos de suas carreiras - na minha opinião - e, ao mesmo tempo, ajudam a livrá-las de um possível estigma de pop banal que uma música de grande sucesso no caminho possa ter associado a elas.

Sixpence None The Richer está no seu quarto álbum, Divine Discontent. Essa banda de Austin, Texas, estorou mundialmente com a canção Kiss Me do disco homônimo anterior, ultrapassando as barreiras do nicho da CCM (Contemporary Christian Music). Suas influências nítidas são 10.000 Maniacs, Cranberries e até um pouco de The Corrs. O novo CD, atrasado dois anos devido a problemas com o selo, é, na falta de palavra melhor, maduro. A pretensão cult do disco de 1997 (havia até uma canção para um poema de Pablo Neruda) foi substituida melodias e letras mais "pé-no-chão", explorando o que eles sabem fazer melhor: aquele pop agradável, bem arranjado e distante da banalidade. Leigh Nash continua transmitindo melancolia com a sua voz que beira a fragilidade, mas que de certa forma fica bem emoldurada pela instrumentação da banda. Minhas preferidas são: a doce Breathe Your Name, a lírica I've Been Waiting, a épica Eyes Wide Open e a delicada Tension Is a Passing Note.

Os suecos do Cardigans igualmente trazem na bagagem a bobinha Lovefool, do disco First Band on the Moon. Mas nesse novo Long Gone Before Daylight, eles mostram que podem elevar o pop à categoria de "música de cabeceira"(!). Acima de tudo, é um álbum tranqüilo, recheado de baladas e climas etéreos que extraem o melhor do vocal doce e encantado de Nina Persson. Alguns podem discordar quanto a inspiração das canções (confesso que não conheço toda carreira da banda, e esse já é o seu quinto disco), mas o conjunto me agradou muito, em especial Communication e Couldn't Care Less. Essas duas resumem bem o sentimento melancólico passado pelo o álbum como um todo. Mas os momentos mais alegres, como em For What It's Worth, também se destacam.

10 de mar. de 2003


Ecletismo acústico

Dizem as más línguas que nenhum dos shows mais recentes do Pink Floyd (Delicate Sound Of The Thunder e Pulse) foram lançados em DVD por causa do eterno desentendimento entre Roger Waters e o resto do grupo que, liderados por David Gilmour, assumiram o nome da banda após alguns contratempos judiciais. Mesmo que este não seja um dos motivos para que o guitarrista, a exemplo do próprio baixista, tenha lançado este David Gilmour in Concert, os fãs só têm a agradecer.

A apresentação no Royal Albert Hall Theater de Londres, quase que totalmente acústica, captura momentos íntimos e únicos de Gilmour, completamente despojado da parafernália que acompanhava os shows do Pink. E o repertório não podia ser mais eclético: de clássicos consagrados da banda (como a suíte Shine On You Crazy Diamond, dividida em dois momentos: um acústico e sem acompanhamento algum, a não ser pelo sax de Dick Parry; e outro mais elétrico e completo) a clássicos universais (a bela Je Crois Entendre Encore, de Bizet), passando por releituras de Syd Barret e Richard Thompson. Entre as participações especiais, estão Bob Geldof - o Pink do filme The Wall -, em Comfortably Numb, Richard Wright, cantando e tocando uma música de seu último disco, e Michael Kamen, ao piano. Os destaques da banda vão para a excelente violoncelista Caroline Dale e o coral, cujos arranjos preenchem perfeitamente as canções.

As performances de Gilmour valem cada centavo que você gastar neste DVD. Em especial os solos de Coming Back To Life, Comfortably Numb e Shine On You Crazy Diamond. Em outros momentos ele se destaca muito bem como cantor - Dimming of the Day e Hushabye Mountain.

Para os guitarristas, como eu, há ainda um extra muito interessante: Spare Digits, onde alguns dos solos de Gilmour são filmados em close, para facilitar o estudo de sua técnica.

No site oficial, você pode ter uma pequena amostra deste fantástico DVD.


6 de mar. de 2003

Disco dos Stone Roses é eleito melhor de todos os tempos

Os jornalistas do semanário inglês New Musical Express escolheram os 100 melhores discos de todos os tempos. O resultado é ligeiramente diferente da última vez em que eles compilaram a mesma lista, há dez anos, e deve deixar muita gente frustrada.

O álbum mais importante da história, para a publicação, é The Stone Roses, da banda inglesa de mesmo nome. Seguem-se Doolittle, do Pixies; Pet Sounds, dos Beach Boys (que liderou a lista prévia); Marquee Moon, do Television; e Revolver, dos Beatles.

O Strokes aparece na sexta posição com o disco Is This It?.

Confira a lista:
1. The Stone Roses - The Stone Roses
2. Pixies - Doolittle
3. The Beach Boys - Pet Sounds
4. Television - Marquee Moon
5. The Beatles - Revolver
6. Love - Forever Changes
7. The Strokes - Is This it
8. The Smiths - The Queen Is Dead
9. The Velvet Underground - The Velvet Underground & Nico
10. The Sex Pistols - Never Mind The Bollocks

A lista completa com os 100, sai na próxima edição da NME (5 de março).

Fonte: Terra Música e NME

24 de fev. de 2003


Estreante premiada

Levando para casa nada mais nada menos do que cinco prêmios, Record Of The Year, Album Of The Year, Best New Artist, Best Female Pop Vocal Performance e Best Pop Vocal Album, Norah Jones foi a grande vencedora do Grammy Awards 2003 - logo na sua primeira participação! A canção Don't Know Why, interpretada por ela, ainda premiou o seu compositor como Song Of The Year.

Outros vencedores que eu gostaria de destacar (já que também "acertei" eles):

Best Rock Performance By A Duo Or Group With Vocal: In My Place (Coldplay)
Best Alternative Music Album: A Rush Of Blood To The Head (Coldplay)
Best Rock Album & Best Male Rock Vocal Performance: The Rising (Bruce Springsteen)
Best Contemporary Jazz Album: Speaking Of Now (Pat Metheny Group)
Best Jazz Vocal Album: Live In Paris (Diana Krall)
Best Rock Gospel Album: Come Together (Third Day)

Todos imperdíveis ou, ao menos, dignos de uma audição! Confira a matéria no site do Grammy.



11 de fev. de 2003

O Pearl Jam está pegando pesado contra a pirataria. Atualmente em turnê pela Austrália e Japão, a banda já está colocando a venda os "bootlegs oficiais" dos shows - a maioria ainda por ocorrer, mas que os fãs já podem reservar com antecedência. É possível escolher ainda o formato em que se deseja receber o show: MP3 ou CD.

Interessado? Encomende o seu aqui.

5 de fev. de 2003

Sting - ...all this time

Um dos melhores DVDs de 2001 e lançados por aqui no ano passado, quase me passou desapercebido. Portanto, aqui vai a dica: Sting - ...all this time. O DVD contém um concerto intimista de Sting oferecido a um grupo seleto de amigos próximo à sua casa em Toscana, Itália. Além da voz segura e inconfundível dele, temos uma banda de apoio fantástica, com participações internacionais (entre elas, as dos brasileiros Marcos Suzano, na percusão e Jacques Morelenbaum no violoncelo*).

No documentário encontramos um pouco da história do concerto e de como as músicas selecionadas para o show ganharam uma roupagem nova. A seleção constitui um apanhado de sua carreira solo e inclui alguns sucessos do Police. Os arranjos invariavelmente são calcados no jazz - que Sting nunca negou flertar em seus trabalhos - e chegam a causar alguma estranheza inicial para ouvidos desavisados, como o caso de All This Time que está praticamente irreconhecível. Mas basta sentir a pugência do arranjo de Fragile ou de Don't Stand So Close To Me para chegar-se a conclusão que foi tudo conduzido com muito talento. Fragile reflete também o clima em que a banda foi apanhado, pois o show ocorreu no fatídico dia 11 de setembro de 2001 e por pouco foi cancelado. A surpresa final fica por conta do ritmo up-tempo de Every Breathe You Take, encerrando a apresentação.

Existem algumas faixas bônus que podem ser acessadas separadamente ou durante o documentário. Tudo isso "embrulhado" com uma imagem wide cristalina e um som Dolby Digital 5.1 simplesmente perfeito que justifica até a falta de uma trilha DTS, além de menus animados de muito bom gosto.

*Obrigado pela correção, Marcus!

29 de jan. de 2003


Você já ouviu falar de Norah Jones? Se ainda não, faça como eu fiz e corra atrás deste CD de estréia desta cantora e pianista novaiorquina. Confesso que só me interessei por ela quando notei suas várias indicações ao Grammy de 2003, entre elas Álbum do Ano e Novo Artista, mas felizmente, antes tarde do que nunca.

Através de sua voz doce e levemente rouca, que lembra até alguns dos momentos mais tranqüilos de Janis Joplin, Norah consegue reunir nas faixas de Come Away With Me sua indelével mistura de jazz, pop e country blues, acompanhada de arranjos quase minimalistas mas perfeitos. São canções que transmitem tanta serenidade e paixão que não há como não se envolver pelo sentimento e suavidade transmitido de forma tão pura e magistralmente produzida. Se você ainda não acredita, confira como é quase impossível encontrar defeitos na sua interpretação, em especial na versão para Cold Cold Heart de Hank Williams, na faixa-título e na sensualíssima Turn Me On.

Norah Jones junta-se assim ao meu time preferido de divas, juntamente com Diana Krall. Que venha o Grammy, então!

22 de jan. de 2003

As 100 músicas que mudaram o mundo

A canção That's All Right, de Elvis Presley, foi a venceodora de uma votação realizada pela revista inglesa Q para descobrir as 100 músicas que mudaram o mundo.

Gravada em 1954, That's All Right é considerada o primeiro rock da história e foi escolhida pelos votantes como a canção mais influente já feita. Em segundo lugar vem os Beatles, com I Wanna Hold Your Hand. Em terceiro lugar está God Save The Queen, dos Sex Pistols.

Veja abaixo as 10 primeiras colocadas:

Elvis Presley - "That's All Right"
The Beatles - "I Wanna Hold Your Hand"
Sex Pistols - "God Save The Queen"
Sugarhill Gang - "Rapper's Delight"
Nirvana - "Smells Like Teen Spirit"
Billie Holiday - "Strange Fruit"
Bob Dylan - "Like A Rolling Stone"
Run DMC - "Walk This Way"
New Order - "Blue Monday"
Band Aid - "Do They Know It's Christmas?"

A lista completa pode ser conferida aqui.

Fonte: Cinema Na Sala

14 de jan. de 2003

Família feliz...

Joey Ramone que me perdoe... sei que a maioria dos tributos que aterrisam nas prateleiras das lojas de CDs em geral não são dignos da banda ou artista que homenageiam, mas é preciso reconhecer que We Are A Happy Family não se enquadra nesse grupo. Esta é a humilde opinião de um ouvinte que nem fã do quarteto nova-iorquino era, mas que reconhece a sua importância fundamental no cenário da música pop.

A seleção é de primeira, com um elenco de bandas que só tem a agradecer mesmo a existência do grupo que simplesmente inventou o punk rock. As melhores participações são do Red Hot Chilli Peppers (com uma deliciosa versão de Havana Affair, encaixando-a com a atual fase deles); do Kiss detonando com Do You Remember Rock'n'Roll Radio; de Eddie Vedder (fã confesso); e do Offspring, um dos filhos mais devotos. Até mesmo o U2 vem retribuir a lembrança do amigo, que ouvia In A Little While, momentos antes de falecer, com uma Beat On The Brat simples mas honesta. A participação mais curiosa, é claro, vai para Tom Waits.

O resultado final é satisfatório - apesar dos seus deslizes (Marilyn Manson é um deles) - e capaz de evitar clichês do tipo "o original é melhor". Claro que é, mas nada como exaltar os ídolos com a verdadeira admiração de uma grande família, tal como se sente nessas 17 faixas.

3 de jan. de 2003


Épico

A "licença cinematográfica" que Peter Jackson usou na sua versão de O Senhor dos Anéis - As Duas Torres começa a me preocupar.... se continuar assim é possível que O Retorno do Rei acabe sendo um filme completamente diferente do livro. O problema não são nem os personagens alterados ou as tramas inseridas com o objetivo louvável de aproveitar mais o impacto visual que o cinema proporciona, mas o final, que ficou cronologicamente muito distante do original.

Portanto, para adorar este filme - o que, convenhamos, não é difícil -, quanto mais você puder desassociá-lo ao livro de Tolkien melhor... E mesmo que algumas partes tenham se tornando cansativas, a batalha no Abismo de Helm, por exemplo, é uma seqüência arrepiante; Gollum, sendo um personagem em CGI, acaba se destacando mais do que os atores reais e a fotografia e efeitos especiais sozinhos dão um espetáculo à parte.

Em uma palavra apenas: épico!